Nereu de Oliveira Ramos (1888–1958) foi advogado, professor e político brasileiro. Único catarinense a ocupar a Presidência da República, governou o Brasil de novembro de 1955 a janeiro de 1956, durante um período crítico de transição política que assegurou a posse de Juscelino Kubitschek.
Carreira política e trajetória
Filho do ex-governador catarinense Vidal Ramos, iniciou-se na política como deputado estadual em 1911. Fundou o Partido Liberal Catarinense em 1927 e foi eleito governador de Santa Catarina em 1935, permanecendo até 1945 como interventor federal durante o Estado Novo. Com o fim do regime, ajudou a fundar o PSD, tornando-se senador constituinte e primeiro vice-presidente da República eleito após a Constituição de 1946.
Presidência da República
Ramos assumiu a Presidência em 11 de novembro de 1955, após a deposição de Carlos Luz e o afastamento de Café Filho, em meio à crise que se seguiu ao suicídio de Getúlio Vargas. Seu breve governo, sob estado de sítio, garantiu a continuidade democrática e a posse dos eleitos Juscelino Kubitschek e João Goulart.
Últimos anos e legado
Após deixar o cargo, foi ministro da Justiça e, posteriormente, senador. Morreu em um acidente aéreo em 1958, junto ao governador Jorge Lacerda. Seu acervo e restos mortais encontram-se no Memorial Nereu Ramos, em Lages, inaugurado em 1992.
Relevância histórica
Nereu Ramos é lembrado por ter assegurado a transição pacífica entre regimes e consolidado o respeito às instituições democráticas após uma das mais delicadas crises políticas da República brasileira.
