A
Cantiga de roda na qual se canta que a canoa virou por culpa de fulano que não soube remar. A cada rodada, o nome de um participante entra na música.
Versão em desenho animado da família mais sinistra e divertida da TV. Gomez, Mortícia, Feioso e o resto adoravam tudo o que é macabro. Trazia humor negro de forma leve.
Sitcom da Globo sobre a família do Lineu, Nenê e os filhos, retratando o cotidiano da classe média carioca com muito humor. Bebel, Agostinho e Tuco viraram personagens queridos do público.
Desenho sobre um lar que acolhe amigos imaginários quando as crianças crescem e param de brincar com eles. O carismático Bloo era o melhor amigo do menino Mac. Cheio de criatividade e humor.
Série derivada do filme da Disney com o imperador Kuzco, o bondoso Pacha e a vilã Yzma. Cheia de gags e quebras da quarta parede. Comédia rápida e divertida.
Programa de humor comandado por Carlos Alberto de Nóbrega, ambientado em uma praça onde personagens cômicos conversam num banco. Renovou o clássico formato da praça com tipos inesquecíveis e bordões marcantes.
Wallaby australiano chamado Rocko que tenta levar uma vida normal numa cidade caótica, ao lado do cão Spunky e dos amigos Heffer e Filburt. O humor era ácido e cheio de piadas adultas escondidas. Clássico da Nickelodeon.
Desenho sobre monstrinhos que estudam numa escola para aprender a assustar humanos. Ickis, Krumm e Oblina viviam treinando sustos. Tinha visual nojentinho e bastante humor.
Luminária de mesa com uma cúpula de tecido, muitas vezes com franjas penduradas na borda. Dava uma luz amarelada e aconchegante na sala ou no quarto.
Animê sobre uma abelhinha curiosa que sai da colmeia para explorar o mundo ao lado do amigo zangão Willy. Descobria insetos, flores e perigos a cada episódio. A música de abertura era inesquecível.
Achocolatado em pó da Nestlé que virou sinônimo de energia da garotada. Misturado no leite gelado, era o combustível das manhãs.
Achocolatado em pó concorrente do Nescau, com sabor encorpado. O Toddynho de caixinha virou febre nas lancheiras.
Boneco de ação aventureiro com muitos acessórios, equipamentos e cenários radicais. Era o herói versátil que mergulhava, escalava e enfrentava qualquer perigo. Sucesso entre os meninos nos anos 90.
Pote de vidro com tampa de metal e um bico inclinado para o açúcar sair dosado quando você virava. Ficava na mesa do café junto com a manteigueira.
Vinda do inglês 'add' (adicionar), virou verbo nacional para pedir alguém na lista do MSN ou nos amigos do Orkut. 'Me add' era praticamente um convite de amizade digital. Marcou a era em que ter contatos era status.
Cartelas de adesivos coloridos, brilhantes ou perfumados para colar em cadernos, estojos e agendas. Os de glitter e os fofinhos eram os mais cobiçados nas trocas. Colar e descolar até perder a cola era irresistível.
Plugin que rodava animações, jogos e vídeos interativos na internet. Foi a base de praticamente todos os joguinhos e animações da web por mais de uma década. Foi oficialmente descontinuado no fim de 2020, encerrando uma era.
Brincadeira de bater palmas em dupla, frente a frente, no ritmo da cantiga 'Adoleta, le peti peti pola'. As mãos se cruzam em sequências cada vez mais rápidas até alguém errar.
Interjeição de tédio, irritação ou desânimo, típica da era do Orkut e do MSN. Soltava-se com a maior preguiça do mundo. Quanto mais 'f', maior o drama.
Sigla do inglês 'away from keyboard', ou seja, longe do teclado. Avisava que a pessoa tinha saído do computador por um tempo. Muito usada em jogos online e no MSN.
Dispositivo de bolso para guardar telefones, agenda e lembretes antes dos celulares inteligentes. Tinha teclas minúsculas e tela de poucas linhas. Era símbolo de organização e modernidade.
Aquele caderninho onde você anotava à mão o nome e o número de todo mundo que conhecia. Perder a agenda era uma tragédia: você simplesmente sumia do mapa social. As páginas com as letras na lateral ajudavam a achar o contato rapidinho.
Aparelhinho com uma seta deslizante na lateral: posicionava na letra, apertava um botão e a tampa abria na página certa. Ficava na mesinha ao lado do telefone fixo. Auge da praticidade pré-digital.
Grafia abreviada e fonética de 'aqui', clássica do internetês escolar. Trocar o 'qu' por 'k' era praticamente uma regra não escrita das salas de bate-papo.
Continuação animada do filme da Disney com Aladdin, a princesa Jasmine, o macaco Abu e o Gênio em novas aventuras em Agrabah. Enfrentavam feiticeiros e criaturas mágicas. Mantinha o bom humor do Gênio.
Caderneta para colar figurinhas compradas em pacotinhos, geralmente da Copa do Mundo ou de desenhos da moda. Completar o álbum exigia trocas intermináveis no recreio com o famoso 'tenho, tenho, não tenho'. A figurinha brilhante do escudo era a mais difícil de achar.
Álbuns de figurinhas, principalmente da Copa do Mundo, que viravam febre nacional. Trocar figurinhas repetidas no recreio era ritual. Completar o álbum era missão de vida.
Álbum grosso de capa dura, com folhas adesivas e plástico por cima, onde as fotos reveladas eram coladas e organizadas. Sair o álbum para a visita ver era programa de família.
Nuvem fofa de açúcar fiado enrolado num palito, vendido em parques e festas. Derretia na boca e deixava os dedos grudentos.
Caixinha com uma esponja embebida em tinta para molhar carimbos. A azul e a vermelha eram as mais comuns nos escritórios e na escola. Secava se ficasse aberta e a tinta manchava os dedos por dias.
Um dos buscadores mais usados do mundo no fim dos anos 1990, com tradutor próprio chamado Babel Fish. Foi referência em busca antes de o Google tomar conta de tudo. Acabou descontinuado depois de ser comprado pelo Yahoo!.
O programa de sexta à noite era ir à locadora escolher um filme nas prateleiras. A frustração de chegar e o lançamento já estar todo alugado não tinha tamanho. A gente saía com pipoca, refrigerante e a fita debaixo do braço.
Jogo desenhado com giz no chão, com casas numeradas até o céu, em que se jogava uma pedrinha e pulava num pé só sem pisar nas linhas. Pegar a pedrinha equilibrado num pé era a parte mais difícil. Cada região tinha um nome diferente para ela, como macaca ou avião.
Amendoim coberto com casquinha crocante temperada, vendido em pacote. Petisco clássico de boteco e de mesa de jogos.
Versão online da tradicional rede de lojas, uma das pioneiras do comércio eletrônico brasileiro. Vendia de tudo, de brinquedos a eletrônicos, com entrega em casa. Foi por onde muita gente fez compras pela internet pela primeira vez.
Versão fofa e deformada de 'amigo', símbolo máximo do miguxês. Era assim que se tratavam os contatos queridos nos fotologs e scraps. Carregava todo o carinho exagerado da época.
Acessórios metálicos com caveiras, cruzes e tachas usados pela turma do rock pesado. Davam o ar sombrio e rebelde que combinava com o estilo.
Apresentadora que comandou diversos programas infantis e de auditório, primeiro na Manchete e no SBT, depois na Globo. Com seu jeito doce e cabelo loiro, foi rival e colega da turma das apresentadoras infantis.
Desenho que trazia os irmãos Warner Yakko, Wakko e a irmã Dot aprontando dentro dos estúdios. Era cheio de paródias, músicas e humor rápido para crianças e adultos. Os ratos Pinky e Cérebro também surgiram aí.
Brincadeira de cores em que cada criança escolhe secretamente uma cor com a 'mãe'. O anjo e o capeta chegam pedindo cores; quem foi escolhido vai com o anjo ou foge do capeta.
Aquela antena interna em formato de V que ficava em cima da TV captando o sinal aberto. A imagem só ficava boa se alguém segurasse a antena numa posição muito específica. Papel-alumínio na ponta era o turbo caseiro pra pegar o canal direito.
Antena externa de alumínio instalada no telhado para captar o sinal da TV aberta. Em dias de vento ou chuva a imagem chuviscava e alguém tinha que subir no telhado para girá-la na direção certa.
A antena de metal que ficava no alto do telhado captando o sinal aberto das emissoras. Quando chovia ou dava chuvisco, alguém tinha que subir e girar a danada. Toda casa tinha aquela vara apontando pro céu.
Aquele prato gigante de metal no quintal que captava sinal de satélite e enchia a casa de canais. Era símbolo de status na vizinhança e vivia desregulando quando ventava forte. Ajustar a parabólica girando no eixo era esporte radical de fim de semana.
Pessoa bem informada, ligada nas novidades e nas tendências. Quem era antenado sabia de tudo antes dos outros.
Móvel estreito encostado na parede da sala ou do corredor, geralmente com um espelho grande acima. Em cima ficavam o telefone, a chave de casa e algum bibelô de enfeite.
Máquina ligada à linha telefônica que enviava e recebia documentos impressos à distância, fazendo um barulho de chiado ao se conectar. Algumas casas tinham para o trabalho.
Apontador de plástico com um reservatório transparente que guardava os restos do lápis. Evitava sujar a carteira, mas a tampinha sempre se soltava e despejava tudo dentro do estojo. Vinha em formatos divertidos, como bola e carrinho.
Apontador grande de manivela que se prendia na beira da mesa por uma garra. Deixava a ponta do lápis perfeita e tinha um depósito que ninguém esvaziava. Era o apontador chique que ficava na casa, não na mochila.
Apontador com dois furos de tamanhos diferentes, para lápis comuns e lápis de cor mais grossos. O furo grande era raramente usado. Pequena inovação que parecia muito prática na papelaria.
Pequenos itens 'multiuso' de papelaria que combinavam funções, como régua com lupa ou apontador com calendário. Curiosidades baratas que encantavam pelo formato compacto. Faziam tudo mais ou menos, mas eram um charme.
Fazer travessuras, bagunças ou arteirices. As crianças e jovens viviam aprontando alguma para se divertir.
Aquecedor elétrico com uma resistência que ficava vermelha e quente, atrás de uma grade. Esquentava o ambiente no inverno, mas era perigoso perto de cortina ou criança.
Telejornal policial e popular do SBT que revolucionou o jornalismo de rua, com repórteres correndo atrás das notícias câmera na mão. Era sensacionalismo e adrenalina em horário nobre.
Programa de compartilhamento P2P queridinho dos brasileiros para baixar músicas em MP3. Tinha busca simples e fila de downloads, e era comum deixar baixando a madrugada inteira. Também era famoso por trazer arquivos com nome errado ou qualidade duvidosa.
Seriado da Globo com clima despojado e jovem, estrelado por Kadu Moliterno e André de Biase. Marcou a juventude dos anos 80 com sua estética ousada e personagens descolados.
Loja de aviamentos e miudezas como linhas, botões, zíperes e elásticos. Era o reduto das costureiras e de quem fazia trabalhos manuais. As gavetinhas atrás do balcão guardavam mil tesouros pequenos.
Armário de chapa de aço pintada, com portas que rangiam, prateleiras e às vezes um vidro fosco na frente. Guardava as panelas, as louças e a despensa da cozinha.
Comércio de secos e molhados que vendia mantimentos a granel em sacas e latões. Cheirava a café, bacalhau e querosene tudo ao mesmo tempo. Foi o avô do supermercado moderno.
Marca de eletrodomésticos famosa pelo liquidificador, batedeira e ventilador que enfeitavam as cozinhas. O liquidificador Arno era praticamente herança de família. Resistente, fazia vitamina por gerações.
O menino bom de coração da cidade grande que mora na pensão dos avós e ajuda todo mundo da vizinhança. De cabeça quadrada e boné, era o queridinho secreto da Helga. Retratava a vida urbana com sensibilidade.
Baile simples e animado, geralmente de forró, em que se dança bem juntinho. O nome vem do jeito de dançar arrastando os pés.
Lindinha, Florzinha e Docinho, três irmãs criadas em laboratório com 'açúcar, tempero e tudo que há de bom' mais o Elemento X. Defendiam a cidade de Townsville de vilões como o macaco Mojo Jojo. Bonitinhas, mas com socos poderosos.
Versão futurista de He-Man, levado a outra galáxia para combater Esqueleto em uma guerra espacial. Trazia novo visual e tecnologia. Era a tentativa de modernizar o clássico dos anos 80.
Comédia macabra sobre duas crianças que vencem o Ceifador num jogo e o transformam em seu melhor amigo obrigado. O humor era ácido e cheio de gags sombrias. Clássico do Cartoon Network.
Buscador que permitia fazer perguntas em linguagem natural, representado por um mordomo. A ideia era responder dúvidas como se você conversasse com alguém. Depois virou apenas Ask.com.
Rede social de perguntas e respostas, muitas vezes anônimas, popular entre adolescentes. Herdou a moda deixada pelo Formspring e ganhou força nos anos 2010. Gerava tanto interações divertidas quanto perguntas indiscretas.
Sigla do inglês 'age, sex, location' (idade, sexo, localização), pergunta clássica das salas de bate-papo. Era praticamente a primeira coisa que se perguntava a um desconhecido. Símbolo da era dos chats anônimos.
Plano contratado de um provedor de acesso (como iG, Terra, UOL ou BrTurbo) que fornecia o login e a senha para conectar à internet discada. Muitos provedores ofereciam acesso gratuito em troca de propaganda na tela. Configurar a conexão discada era quase um ritual.
Console de videogame que apresentou o mundo dos joguinhos a uma geração inteira. Os cartuchos de River Raid, Pitfall e Enduro eram disputados a tapa. Foi a porta de entrada da diversão eletrônica nas casas brasileiras.
Videogame de cartuchos pioneiro no Brasil, ligado na TV com joystick de um único botão. Trazia clássicos como Pitfall, River Raid e Enduro em gráficos coloridos e quadradinhos. Soprar o cartucho para funcionar era ritual obrigatório.
Cantiga de roda em que as crianças giram cantando a história do gato que não morreu. No fim, todos imitam um grito de susto: 'mas o gato não morreu, reuuu!'.
Versões online das revistas adolescentes traziam testes, fofocas de celebridades, dicas e joguinhos. Eram parada certa das meninas que liam as revistas na adolescência. Os testes de personalidade e de amor faziam o maior sucesso.
Pista de carrinhos elétricos com controle de aceleração; segurava o gatilho e o carrinho voava na curva até sair para fora. Montar a pista em oito no chão da sala era metade da diversão. Carrinho que saía da pista toda hora era sinônimo de campeonato em casa.
Marca de cosméticos vendida de porta em porta pela revendedora, a famosa 'consultora Avon'. O catálogo passava de mão em mão na vizinhança. Batom, perfume e creme chegavam em casa.
Ato de paquerar ou flertar com alguém de forma insistente. 'Azarar' era a missão de toda festa adolescente. Quanto mais azaração, mais animada estava a noite.
Revestimento de parede da cozinha e do banheiro com uma faixa decorativa de azulejos estampados no meio, separando as cores. Frutinhas, flores e listras eram os temas favoritos.
B
Pessoa boba, idiota ou desprezível. Era um xingamento comum para quem agia de forma tola ou irritante.
Brincadeira de palmas em dupla embalada pela cantiga 'Babalu, oê oê'. As crianças combinam os movimentos das mãos com a letra, acelerando até alguém se atrapalhar.
Versão dos clássicos da Warner com Pernalonga, Patolino, Piu-Piu e companhia em forma de bebês, cuidados pela Vovó. As histórias ensinavam lições simples de amizade e bons modos. Voltado ao público pré-escolar.
Confusão, alvoroço ou discussão barulhenta. O bafafá era a agitação toda que se formava em torno de um problema.
Brincadeira em que se empilhavam tampinhas ou figurinhas no chão e batia-se com a mão em concha para virá-las; as que virassem eram suas. A palma da mão ardia e ficava vermelha de tanto bater. Era pura técnica de fazer vácuo com a mãozinha.
Coisa, objeto ou situação indefinida. Servia para se referir a qualquer coisa cujo nome a pessoa não lembrava ou não queria dizer.
Balas mastigáveis frutadas da Boavistense, irmãs do famoso pirulito. Vinham em embrulhinhos coloridos vendidos a granel.
Balas de goma cobertas com açúcar azedo que faziam o rosto se contorcer. Eram desafio entre amigos pra ver quem aguentava sem fazer careta.
Bala de caramelo recheada da Arcor, cremosa por dentro e amanteigada por fora. Virou presença certa em recepções e bomboniere.
Bala de caramelo da Riclan embrulhada em papel torcido nas pontas. Tinha gosto encorpado de doce de leite e era vendida a granel.
Docinho de amendoim em formato de cubo, embrulhado em papel laranja e amarelo. Esfarelava na boca com gosto forte de paçoca.
Confeitinhos brancos minúsculos com sabor de erva-doce, vendidos em vidro ou pacote. Usados para enfeitar bolos e também chupados puros.
Bala dura de coco caramelizado, marrom e brilhante, vendida a granel. Tinha gosto forte de coco torrado.
Bala gelatinosa coberta de açúcar cristal, em formatos de bichinhos, anéis ou tirinhas. Vendida a peso nas lojas de doces e festas de aniversário.
Balas duras frutadas vendidas em rolinho ou pacote, com sabores variados. Demoravam a dissolver e rendiam bastante.
Balas de goma da marca Fini em formatos divertidos como dentadura, minhoca, beijo e tijolo. Revolucionaram a guloseima com texturas e formatos malucos.
Balinha de goma em formato de gotinha com cobertura açucarada, da Fini. Cremosa e frutada, sumia do pacote num instante.
Bala de goma comprida e bicolor em formato de minhoca, da Fini. Era diversão garantida esticar e morder aos poucos.
Pastilha refrescante da Adams vendida em tubo, famosa pela sensação gelada na garganta. Os sabores menta, extra forte e cereja eram clássicos.
Bala mastigável simples e baratinha, vendida a granel ou em pacotinho. Estava sempre na lojinha da esquina por alguns centavos.
Versão de leite das balinhas mastigáveis baratas, com gosto suave de doce de leite. Era a opção econômica da venda da esquina.
Drágea mastigável de casca dura e centro macio, vendida em rolinho. O sabor menta foi o pioneiro, depois vieram os frutados.
Bala dura formada por várias camadas coloridas que mudavam de cor ao chupar. A diversão era ver a língua trocando de cor a cada camada.
Bala mastigável macia da Arcor, vendida em pacotes coloridos com vários sabores de fruta. Grudava um pouco nos dentes, mas ninguém reclamava.
Balas mastigáveis baratinhas vendidas avulsas nas vendinhas e padarias. A Juquinha de leite era queridinha pela maciez. Compradas com moedinhas, rendiam um punhado.
Bala mastigável de caramelo com leite, macia e grudenta. Vendida em pacotinho ou avulsa nas vendas de bairro.
Bala de caramelo mastigável e amanteigada, embrulhada em papel dourado. Tinha gosto encorpado de leite caramelizado.
Bala mastigável da Dori com sabor de iogurte de frutas, cremosa e levemente azedinha. Foi febre por trazer um sabor diferente das balas comuns.
Balança com um prato em cima e um ponteiro que girava num mostrador redondo conforme o peso. Sem nada de digital, era usada para pesar ingredientes nas receitas.
Soltar pipa (também chamada papagaio, raia ou pandorga) era subir na laje ou ir pro campo e ver o brinquedo de papel voar alto no vento. O cerol e a disputa de cortar a linha do adversário davam emoção (e perigo). Correr atrás de pipa cortada era esporte de bairro.
Programa infantil da Globo apresentado pelo grupo musical de mesmo nome, com música, desenhos e brincadeiras. As crianças do Balão Mágico viraram fenômeno e venderam discos pelo país inteiro.
Aro grande de plástico colorido que se rodava na cintura rebolando sem deixar cair. Tinha competição para ver quem aguentava mais tempo e quem rodava mais arcos ao mesmo tempo. Também virava volante de carrinho imaginário e até pista de pulo.
Montes de pulseiras finas de plástico ou borracha colorida usadas empilhadas no braço, inspiradas na Madonna. Faziam barulho a cada gesto e quanto mais, melhor.
Programa infantil da Globo apresentado por Angélica, ambientado numa ilha colorida cheia de personagens divertidos. Marcou as manhãs da virada dos anos 2000.
Doce firme de banana em barrinha embrulhada em celofane, vendido em mercearias. Tinha o sabor concentrado de banana caramelizada.
Ponto de rua ou de praia que vendia água de coco gelada servida no próprio coco. O facão abrindo o coco fazia parte do espetáculo. Refresco certo nos dias quentes.
Carrinho típico de festas e parques que produzia algodão-doce na máquina giratória. A nuvem rosa de açúcar grudava na mão e no rosto. Era guloseima certa em qualquer festa de rua.
Barraca de camelô que vendia fitas cassete gravadas com coletâneas de sucessos. Era a forma barata de montar a discografia preferida. A qualidade variava, mas o preço compensava.
Pequeno ponto, muitas vezes uma guarita, que copiava chaves e consertava miudezas. O chaveiro fazia a cópia na hora numa máquina barulhenta. Salvava quem perdia a chave de casa.
Ponto pequeno onde o relojoeiro trocava pilhas, pulseiras e consertava mecanismos. Trabalhava com lupa, pinça e paciência infinita. Costumava ficar em galerias e calçadões.
Ponto informal onde se apostava no tradicional jogo do bicho. O bicheiro anotava as apostas num papelzinho e pagava o prêmio na boca do caixa. Fazia parte do cotidiano de muitas esquinas, à margem da lei.
Quiosque de rua que vendia jornais, revistas, gibis e figurinhas. Era ponto de parada obrigatório para comprar o álbum da Copa ou a revista preferida. Muitas também guardavam balas, chicletes e aquela revistinha pendurada no varal de barbante.
Casa lotérica onde se apostava na Loteria Esportiva, na Loto e na Mega-Sena. O sonho de ganhar reunia apostadores na fila toda semana. Também virou ponto de pagar contas.
Barraca ou trailer à beira da estrada que vendia pamonha, curau e milho cozido. O cheiro de milho fresco era irresistível para quem viajava. Parada certa nas viagens de férias pelo interior.
O quiosque da esquina lotado de jornais, revistas, gibis e figurinhas pendurados até o teto. Era ali que se comprava o álbum da Copa, a revista de fofoca e o jornal do dia. O jornaleiro conhecia todo mundo pelo nome.
Variação da banca de jornal mais focada em revistas e publicações periódicas. Tinha de tudo, da revista de palavras cruzadas às de games e celebridades. Folhear sem comprar era um esporte tolerado pelo dono, até certo ponto.
Banca ou seção especializada em gibis da Turma da Mônica, Disney e super-heróis. As crianças trocavam e colecionavam as edições. Era o primeiro contato de muita gente com a leitura.
Carrinho de rua que vendia amendoim torrado e pinhão quente no inverno. O vapor saindo do tacho aquecia as mãos dos clientes. Comum em praças e na saída de estádios.
Conjunto de mesa e bancos revestidos de fórmica colorida, com pés de metal cromado. Resistente e fácil de limpar, era o centro das refeições da família.
Jogo de tabuleiro em que se compravam terrenos, construíam-se casas e hotéis e quebravam-se os amigos cobrando aluguel. As partidas duravam horas e quase sempre terminavam em briga e tabuleiro virado. Cair na Avenida Paulista do adversário era a falência certa.
Conexão de internet mais rápida e sempre ligada que substituiu a discada nos anos 2000. Permitia navegar sem ocupar o telefone e baixar arquivos em velocidade antes impensável. Sua chegada mudou completamente o que era possível fazer online.
Dois times defendem cada um a sua bandeira num campo dividido. O objetivo é invadir o lado adversário, roubar a bandeira e voltar sem ser pego pelos defensores.
Fabricante de brinquedos famosa pelos caminhões de plástico resistentes que aguentavam o tranco no quintal. Os caminhões Bandeirante eram quase indestrutíveis. Diversão de gerações de meninos na terra.
Quadro polêmico e marcante do Domingo Legal em que convidados, geralmente modelos, entravam em uma banheira de espuma para brincadeiras. Virou um dos símbolos mais lembrados (e comentados) da TV dos anos 90.
Banquinho baixo de madeira com três pernas, usado para sentar perto do fogão, ordenhar ou alcançar a prateleira de cima. Simples e firme em qualquer chão torto.
Móvel de bebidas instalado num canto da sala, às vezes com banquinhos altos, onde ficavam o uísque e os copos bonitos. Símbolo de status, era aberto quando chegava visita importante.
Botequim simples na esquina onde se tomava cerveja gelada, jogava sinuca e discutia futebol. Servia o tira-gosto na boca da noite e era o segundo lar de muito frequentador. A televisão ligada no jogo era item obrigatório.
Termo pejorativo pra mulher considerada feia ou malcuidada. Era usado com crueldade pela molecada da época, mas hoje soa datado e grosseiro. Fica o registro histórico do falar antigo.
Algo legal, curioso ou divertido. Dizer que uma coisa era um barato significava que era interessante e agradável.
Salão masculino de cortar cabelo e fazer a barba, ponto de papo e fofoca. A cadeira reclinável, a navalha e o cheiro de loção marcavam a experiência. O calendário na parede e o rádio ligado completavam o cenário.
Boneca fashion mais famosa do mundo, com guarda-roupa infinito, casa, carro e profissões variadas. As meninas trocavam suas roupinhas, penteavam o cabelo e inventavam histórias sem fim. Ter os acessórios e a casa dela era o auge do luxo.
Dois times em fila se desafiam estendendo a mão. Um corredor do time adversário escolhe uma mão para bater e sai correndo; se for pego antes do pique, troca de lado.
Batata em palitos finos e crocantes vendida em saco ou lata. Não podia faltar por cima do estrogonofe de domingo.
Em roda, as crianças passam rapidamente um objeto de mão em mão enquanto alguém canta 'batata quente, quente, quente'. Quando essa pessoa grita 'queimou!', quem estiver com o objeto sai.
Serviço de salas de bate-papo do UOL organizadas por idade, cidade e interesse. Foi onde gerações inteiras conheceram gente nova, paqueraram e brigaram com anônimos. As salas por estado eram especialmente movimentadas e cheias de apelidos criativos.
Eletrodoméstico com dois batedores giratórios e uma tigela que rodava, usado para fazer massa de bolo. Lamber o batedor sujo de massa crua era o prêmio garantido da criançada.
Versão animada sombria do Cavaleiro das Trevas defendendo Gotham City contra Coringa, Charada, Duas-Caras e companhia. O traço art déco e o clima noir marcaram época. Criou a vilã Arlequina, que depois saltou para os quadrinhos.
Mini barra de chocolate da Garoto vendida em palito, perfeita pra comprar na padaria. Custava pouco e cabia no bolso da criançada. Sabor ao leite que atravessou gerações.
Caixa grande de madeira com tampa, usada para guardar cobertores, roupas de cama e lembranças. Ficava no fundo do quarto e era um tesouro de coisas antigas da família.
Desenho da MTV sobre dois adolescentes desmiolados que zoavam videoclipes e aprontavam confusão. Fez sucesso entre os jovens pelo humor debochado e a risada inconfundível da dupla.
Boneca hiper-realista feita para parecer um bebê de verdade, com pintura detalhada da pele e peso simulado. Virou febre entre colecionadoras e meninas que queriam o bebê mais real possível. Algumas custavam o preço de um eletrodoméstico.
Cama de dois andares para o quarto das crianças, com escada na lateral. Dormir em cima era disputado, mas tinha que tomar cuidado para não bater a cabeça no teto ao sentar.
Garoto que encontra o relógio alienígena Omnitrix e ganha o poder de se transformar em dez heróis aliens diferentes. Ao lado da prima Gwen e do avô Max, combatia vilões pelo mundo. Virou febre entre os meninos.
Bermuda larga e comprida, geralmente colorida e de marcas de surfe, usada bem abaixo da cintura. Foi uniforme dos adolescentes praianos e da cultura skate dos anos 90.
Jogo de rua com dois tacos fincados como alvo e dois rebatedores que os defendem. Os arremessadores tentam derrubar as casinhas com a bola enquanto os batedores rebatem e trocam de lado para pontuar.
Piões de batalha modernos lançados com um disparador que faziam os piões girarem e colidirem numa arena. Vencia quem mantivesse o pião girando por mais tempo. Tinha peças trocáveis para montar o pião mais forte.
Pequenas estatuetas decorativas de porcelana ou louça — bailarinas, anjinhos, bichinhos — espalhadas pela estante e pela cristaleira. Frágeis, viviam ameaçadas pela bola dentro de casa.
Pessoa que entra em festa ou evento sem ser convidada. O bicão aparecia de penetra para aproveitar de graça.
Forma carinhosa e informal de chamar uma pessoa, equivalente a cara ou amigo. Muito usada entre jovens para puxar conversa.
Pessoa hippie, alternativa, ligada em natureza, paz e amor. Andava de roupa larga, sandália de couro e cabelo solto. Herança direta da contracultura dos anos 70.
Marca de bicicletas mais famosa do Brasil, presente na infância de praticamente todo mundo. A Caloi Cross e a Ceci eram modelos dos sonhos. Aprender a andar de bicicleta quase sempre foi numa Caloi.
Reality show da Globo que estreou em 2002, com participantes confinados numa casa vigiada por câmeras o tempo todo. Virou fenômeno nacional, com paredões, festas e o público votando em casa.
Pequenas esferas de vidro coloridas, também chamadas de bolinhas de gude, usadas em diversas brincadeiras de rua. Cavava-se um buraquinho no chão de terra e o objetivo era acertar as bolinhas dos adversários para conquistá-las. As de vidro com desenho dentro eram as mais cobiçadas.
Brinquedo formado por um copo de madeira ou plástico preso a uma bola por um cordão. O desafio era lançar a bola para o alto e encaixá-la dentro do copo.
Aquele aparelhinho preso no cinto que recebia recados e números enquanto você estava na rua. Quando vibrava, você corria pro orelhão mais próximo pra retornar a ligação. Era o ápice da modernidade antes de o celular dominar tudo.
Wafer da Lacta coberto de chocolate, embrulhado um a um em papel metalizado. Impossível comer só uma unidade da caixinha.
Biscoito amanteigado em formato de flor ou estrela, com furinho no meio. Vinha em latas de Natal e na bomboniere de festa.
Biscoito alongado, leve e doce, ideal para mergulhar no leite ou no café. Base de pavês e sobremesas geladas caseiras.
Biscoito de polvilho carioca em saquinho, vendido nas praias e nas ruas do Rio. O som do vendedor 'olha o Globo, olha o mate' é trilha sonora da praia. Leve e crocante, é paixão carioca.
Biscoito amanteigado e leve feito com amido de milho, que derretia na boca. Companhia certa do café da tarde da vó.
Biscoito redondo doce e sequinho, com o nome Maria gravado no centro. Era o acompanhamento clássico do café com leite e da papinha de bebê.
Biscoito preto recheado de creme branco da Nestlé. O ritual era abrir, lamber o recheio e depois comer as tampinhas.
Biscoito recheado da Nestlé com piadinhas e charadas impressas na embalagem. Comia e ainda se divertia lendo as brincadeiras do pacote.
Biscoito recheado redondo da Marilan com creme no meio. Era opção econômica e farta da prateleira do mercado.
Biscoito amanteigado com gergelim ou recheado, famoso pelo bordão do comercial. A propaganda do vende mais ou é mais fresquinho ficou eterna.
Rede americana de locadoras de vídeo que chegou ao Brasil nos anos 90 com lojas grandes, iluminadas e cheias de lançamentos. Era o sonho de consumo de quem estava cansado da locadora do bairro. Sucumbiu ao streaming e fechou as portas no país.
Pequenos papéis amarelos com uma tira de cola que grudavam em qualquer superfície. Usados para recados rápidos na geladeira, no monitor e na agenda. Perdiam a cola depois de algumas coladas e caíam.
Folhas grandes pautadas, com ou sem margem, usadas em provas e trabalhos formais. A versão 'com pauta' e 'sem pauta' gerava confusão na hora da compra. Era o papel oficial das redações e provas dissertativas.
Plataforma de criação de blogs, popularizada após ser comprada pelo Google. Permitia que qualquer pessoa tivesse um blog gratuito com endereço terminado em .blogspot.com. Foi o palco de diários pessoais, blogs de receitas, de fofoca e de tudo que se possa imaginar.
Disco óptico de alta definição que sucedeu o DVD, com capacidade muito maior (25 GB ou mais) para filmes em qualidade Full HD. Venceu uma disputa de formatos contra o HD DVD no fim dos anos 2000. Exigia um aparelho próprio e uma TV de alta definição para valer a pena.
Blusa feminina curta e justa, de alças finas, muitas vezes com brilho ou estampas. Usada com a calça de cintura baixa, era figura certa nas baladas dos anos 2000.
Forma encurtada de 'beleza', usada como sinônimo de 'tudo bem' ou 'combinado'. Era o jeito descontraído de confirmar qualquer coisa no MSN sem precisar escrever frase inteira.
Variante de 'beleza' com mais letras que o 'blz', mas ainda abreviada. Servia como saudação e como confirmação. Era o jeito relaxado de dizer que estava tudo certo.
Programa de entrevistas e variedades da Band exibido à noite, com conversas e debates sobre temas variados. Fazia parte da programação noturna da emissora.
Expressão eternizada pelo personagem Sandy do programa 'Sandy e Junior' e por bordões da TV, significando algo muito bom. Era o auge do entusiasmo infantil dos anos 90. Dita com empolgação total.
Pessoa de boa aparência, bem arrumada e charmosa. Era elogio para quem capricha no visual e tem estilo.
Esponja amarela e otimista que mora num abacaxi no fundo do mar, na Fenda do Biquíni, e trabalha fritando hambúrgueres no Siri Cascudo. Junto com a estrela-do-mar Patrick e o lula Lula Molusco, vive aventuras bobas e geniais. Conquistou crianças e adultos.
Um líder pergunta 'boca de forno?' e o grupo responde 'forno!'. Ele dá uma tarefa, e quem cumpre ganha pontos ou prendas, num jogo de obediência e correria.
Não entender nada, ficar perdido numa conversa ou explicação. Quem boiava estava completamente sem entender o assunto.
O Brasil Online era o portal gratuito do grupo UOL, famoso principalmente pelo e-mail @bol.com.br. Foi um dos primeiros endereços de e-mail de muita gente que cresceu nos anos 2000. Oferecia notícias, bate-papo e serviços sem custo de assinatura.
Pequenas esferas de vidro são lançadas com a impulsão do dedão para acertar as bolinhas dos adversários ou cair em buracos no chão. Quem acertava costumava ficar com a bola de gude do outro.
Bola improvisada feita enrolando meias velhas até virar uma esfera, usada para jogar futebol em qualquer lugar. Era a salvação de quem não tinha bola de verdade. Quicava mal, mas rendia jogos memoráveis.
Atira-se uma bola contra a parede e ela deve ser apanhada ou rebatida seguindo regras combinadas, como bater palma antes de pegar. As fases iam ficando mais difíceis a cada acerto.
Chiclete em bola da Arcor que prometia ser mais macio na mordida. Tinha cores vibrantes e sabor frutado intenso.
Biscoito doce e leve da Aymoré, tradicional do café da manhã. Pacote azul que estava em quase toda despensa.
Biscoitos clássicos servidos com café, leite ou de petisco a qualquer hora. A bolacha Maria molhada no café era cafézinho de vó. Presença garantida no armário da cozinha.
Biscoito recheado da Nabisco com carinhas engraçadas estampadas. O recheio sabor morango e chocolate era o mais pedido na lancheira.
Inventar, planejar ou criar uma ideia. Bolar um plano era arquitetar a melhor forma de fazer algo.
Casa de pistas de boliche, muitas vezes dentro de shoppings, com sapatos alugados e fichário automático. Programa de aniversário e de turma de amigos. O barulho dos pinos caindo era a trilha do lugar.
Conjunto de pinos e bola de plástico para montar uma pista de boliche em casa. Era só posicionar os pinos no corredor e rolar a bola para derrubar tudo. Rendia campeonatos improvisados na sala.
Bolinhas de vidro coloridas, com aquele desenho de fumaça por dentro, que valiam ouro no recreio. Cavava-se um buraquinho na terra e a disputa era acertar a do adversário e levar as dele embora. Quem tinha o famoso 'biloca' grandão era o ricaço da turma.
Salgadinho de festa recheado de queijo, frito na hora da comemoração. Junto da coxinha e do quibe, formava o trio das festas.
Frasquinho de sabão líquido com um aro para soprar e criar bolhas que flutuavam no ar. As crianças corriam atrás para estourá-las antes que sumissem. Encantava em qualquer idade.
Confusão, bagunça ou agito. Quando 'dava o maior bololô', a situação estava agitada. Palavra divertida que descrevia tumulto de forma leve.
Bolsa de alça comprida atravessada no corpo, prática e despojada, muito usada por jovens. Servia tanto para a escola quanto para o passeio.
Pessoa que fala bem e convence facilmente os outros. O bom de bico tinha lábia para tudo e cativava com a conversa.
Programa infantil matinal do SBT que exibia desenhos e brincadeiras com a plateia de crianças. Foi apresentado por vários nomes ao longo dos anos e animou muitas manhãs.
Caixa de bombons sortidos da Garoto, com vários recheios e formatos. Presente clássico de aniversário, Natal e Dia das Mães.
Loja ou balcão dedicado a doces, balas, chocolates e guloseimas. Ficava muitas vezes na entrada do cinema ou em ponto movimentado. Os potes de vidro cheios de bala eram uma tentação infantil.
Esponja de aço tão famosa que virou nome genérico do produto. As propagandas com o Garoto Bombril, vivido por Carlos Moreno, eram um clássico da TV. '1001 utilidades' era o bordão imortal.
Rede de supermercados muito forte no Nordeste, parada certa das compras do mês das famílias. Era onde se enfrentava a fila do caixa com o carrinho cheio. Foi comprada por uma rede internacional nos anos 2000.
Boné usado com a aba para a nuca, jeito descolado associado ao hip hop e à galera jovem. Era sinal de atitude e despojamento.
Boneca artesanal feita de retalhos costurados e enchimento de pano ou algodão. Muitas eram feitas em casa pelas mães e avós e viravam a companheira favorita das crianças.
Boneca bebê da Estrela muito desejada pelas meninas que adoravam brincar de mamãe. Vinha com mamadeira e acessórios pra cuidar. Era presente clássico de aniversário e Natal.
Desenho da Disney sobre um gato laranja que era astro de cinema e vira policial em Hollywood. Fazia dupla com um detetive humano para resolver casos malucos. Tinha humor frenético e desenhos saltitantes.
Trabalho fácil ou fonte de renda extra com pouco esforço. Arrumar uma boquinha era achar um jeito de ganhar um dinheirinho.
A frase de efeito que um personagem ou apresentador repetia até virar febre no país inteiro. Ia da escola ao trabalho e todo mundo imitava. Era a forma mais rápida de saber quem assistia ao mesmo programa que você.
Programa de fofocas e bastidores do mundo dos famosos com Otávio Mesquita e companhia, com tom debochado. Fazia parte da safra de programas de variedades da TV dos anos 90.
Borrachinhas que imitavam comidas, frutas ou objetos em miniatura, muito realistas. Eram desmontáveis em peças e mais coleção do que ferramenta. Crianças trocavam e exibiam as mais fofas no recreio.
Borracha de duas cores: o lado vermelho para lápis e o lado azul, supostamente, para tinta de caneta. O lado azul nunca apagou caneta nenhuma e só furava o papel. Mesmo assim, todo mundo insistia em tentar.
Borrachinhas coloridas com cheiro de fruta ou refrigerante, geralmente em formatos fofos como sorvete, fruta ou animal. Eram tão bonitas que dava pena usar, então viravam item de coleção e troca no recreio.
Botas femininas de cano alto, algumas chegando acima do joelho, usadas com saia ou vestido curto. Foram tendência forte da moda dos anos 2000.
Botão no gabinete dos PCs antigos que, na prática, ajustava a velocidade do processador. Servia para rodar programas antigos que ficavam rápidos demais. Quase ninguém sabia exatamente o que ele fazia.
Estabelecimento popular e despojado de bebidas e petiscos. Mesas de plástico, balcão de fórmica e samba ao fundo compunham o cenário. Era democrático: cabia o operário, o boêmio e o aposentado.
Garrafão de 20 litros de água apoiado num suporte, com uma bombinha manual em cima que você apertava para encher o copo. Versão econômica do bebedouro elétrico.
Cortina de plástico pendurada num varão para separar a área do chuveiro do resto do banheiro, antes do box de vidro popularizar. Grudava nas pernas durante o banho.
Programa infantil do SBT estrelado pelo palhaço Bozo, com seu cabelo azul, nariz vermelho e gargalhada inconfundível. Tinha brincadeiras, desenhos e o famoso telefone que tocava no estúdio.
Programa da Globo apresentado por Regina Casé que viajava pelo país mostrando a cultura e o povo brasileiro de forma calorosa. Regina conversava com todo mundo com seu jeito espontâneo.
Marca de eletrodomésticos sinônimo de qualidade, eternizada pelo bordão 'Não é assim uma Brastemp'. Ter geladeira Brastemp era sinal de status na cozinha. A campanha entrou de vez na boca do povo.
Sigla do inglês 'be right back', que significa 'já volto'. Era o aviso rápido para uma pausa curta na conversa. Importado dos chats em inglês e adotado pelos brasileiros.
De gosto duvidoso, ultrapassado ou meloso demais. Muito ligado a um estilo de música romântica e a decorações exageradas.
Videogame portátil baratinho com tela de LCD que trazia o Tetris e dezenas de variações de blocos caindo. Tinha botões direcionais e dizia ter '9999 jogos em 1'. Funcionava a pilha e viciava na hora.
Sabão em pó tradicional concorrente do Omo nas prateleiras dos mercados. Prometia roupas limpas e perfumadas. Marcava presença nas propagandas da TV.
Cosmético que deixava os lábios reluzentes e às vezes coloridos, queridinho das adolescentes. Vinha em sabores frutados e era reaplicado o tempo todo.
Brincos circulares e grandes que balançavam ao mexer a cabeça, símbolo de atitude e estilo. Quanto maiores, mais ousada a usuária.
Amigo, parceiro, irmão de consideração. Importado do inglês e abrasileirado pra 'brou'. Usado pra chamar o chegado ou até um desconhecido na maior camaradagem.
Garota jovem e bonita, em geral adolescente. Era um elogio comum dos rapazes para moças atraentes.
Chiclete recheado da Adams em formato de travesseirinho, famoso pelo líquido que estourava na primeira mordida. O Bubbaloo de morango era o queridinho.
Versão tutti-frutti do clássico chiclete recheado, com a mesma embalagem de cachorrinho mascote. Era disputado tanto quanto o de morango.
Aplicativo de avatares 3D muito popular no Orkut e no Facebook. Você criava um boneco parecido com você e mandava cutucadas e abraços animados para os amigos. Era a forma divertida de interagir nas redes sociais da época.
Casa de festas especializada em aniversários de crianças, com brinquedos, monitores e cardápio próprio. Tinha piscina de bolinhas, pula-pula e animação garantida. Era o sonho de festa de toda criança da época.
Bule de metal esmaltado, geralmente branco com pintinhas azuis, usado para ferver água e fazer café. Resistente ao fogão, com o tempo lascava o esmalte nas pontas.
Site brasileiro de comparação de preços que ajudava a achar o produto mais barato online. Antes de comprar qualquer coisa, era hábito conferir no Buscapé. Foi essencial na popularização das compras pela internet no Brasil.
A famosa buzina que o Chacrinha tocava para reprovar calouros que cantavam mal, mandando-os para fora do palco na hora. Virou símbolo eterno da TV de auditório brasileira.
C
Rede de moda popular eternizada pelo garoto-propaganda Sebastian, o boneco descolado das campanhas. Vestia a família inteira com preço acessível e roupa da moda. As araras lotadas e a trilha sonora animada eram marca registrada.
Penteado volumoso erguido com muito spray fixador, deixando o cabelo alto e duro. Foi a obsessão capilar dos anos 80, tanto para mulheres quanto para roqueiros.
Penteado volumoso e arredondado que valorizava os cabelos crespos em todo o seu volume natural. Associado ao orgulho negro e à música soul, foi um símbolo de identidade e atitude.
Cabelo deixado bem liso à custa de escova e chapinha, ou alisado quimicamente com a progressiva. Foi a obsessão capilar feminina dos anos 2000.
Cabelo curto erguido em pontas com bastante gel, deixando o topo todo espetado. Foi visual masculino muito popular, copiado de jogadores e cantores.
Corte de cabelo masculino infantil bem reto na franja e nas laterais, como se uma tigela tivesse servido de molde. Era o terror das fotos antigas da criançada.
Corte com as laterais raspadas e uma faixa de cabelo no meio, às vezes erguida e colorida. Símbolo máximo dos punks e da rebeldia juvenil.
Corte feminino repicado em camadas, popularizado pela personagem Rachel do seriado Friends. Virou o pedido mais comum nos salões dos anos 90.
Cabide robusto de madeira para pendurar as roupas no guarda-roupa, mais durável que os de arame ou plástico. Os de loja vinham com o nome da alfaiataria gravado.
Conexão larga usada principalmente para ligar impressoras ao computador. O conector tinha parafusinhos ou presilhas para prender bem. Foi substituído pela porta USB com o tempo.
Um participante fica de olhos vendados e precisa pegar e identificar os outros pelo tato. Quem fosse reconhecido assumia a venda.
Seriado infanto-juvenil da Globo com clima de fantasia, estrelado por Angélica como uma fada. Misturava aventura e magia para o público jovem.
Um dos primeiros buscadores brasileiros, lançado em 1995, com o famoso mascote do robozinho. Foi o jeito de procurar coisas na internet antes do Google chegar. Acabou comprado e incorporado pelo Yahoo!.
Cadeira de madeira com assento e encosto de palhinha trançada, montada sobre arcos que permitiam balançar. Trono da vó para tricotar ou cochilar na varanda.
Caderninho organizado por ordem alfabética para anotar telefones e endereços de conhecidos. Guardava a vida social inteira antes do celular. Tinha sempre rabiscos e números riscados de quem mudou de número.
Caderno costurado e colado, de capa flexível, sem espiral, usado por matéria. As folhas soltavam quando o caderno enchia e a costura cedia. Forrá-lo com papel de presente era quase obrigatório.
Caderninho colorido que circulava entre os colegas para deixarem recados, frases e desenhos de despedida. Tinha campos para nome, apelido, time e 'pessoa especial'. Era a rede social em papel da época.
Caderno com linhas duplas ou pontilhadas para treinar a letra cursiva na alfabetização. Páginas e mais páginas repetindo a mesma letra até a mão doer. Era o terror e o orgulho dos primeiros anos de escola.
Álbum com espaços numerados para colar figurinhas adquiridas em pacotinhos. Completá-lo exigia trocas intermináveis no recreio. A figurinha 'difícil' era a obsessão de toda criança colecionadora.
Caderno grande de folhas brancas e lisas, sem pauta, usado nas aulas de artes e desenho. A capa preta dura era padrão e quase sempre acabava forrada com papel de presente. Folha em branco que convidava a rabiscos durante aulas chatas.
Caderno gigante de espiral com divisórias para várias disciplinas em um só volume. Pesava uma tonelada na mochila e desbalanceava as costas. A solução para não levar dez cadernos virou um peso só.
Caderno com pentagramas impressos para escrever partituras nas aulas de música. As cinco linhas em grupo desafiavam quem não sabia ler notas. Item específico que vivia esquecido depois do fim das aulas de flauta.
Caderno usado para colecionar poemas, frases bonitas e dedicatórias de amigos. Caprichava-se na letra e nos desenhos das margens. Verdadeiro tesouro afetivo guardado por anos a fio.
Agenda da escola onde se anotava o dever de casa, avisos e bilhetes para os pais. Servia de canal oficial entre professora e família. Receber bilhete vermelho na agenda era sinal de problema em casa.
Diário pessoal com um cadeadinho frágil e uma chavinha que se perdia em segundos. Guardava os segredos mais profundos da adolescência. O cadeado abria com qualquer grampo, mas dava a sensação de segurança.
Marca tradicional de cadernos escolares, presença na mochila de gerações. As capas de personagens e times eram disputadas na volta às aulas. Escolher o caderno do ano era ritual sagrado.
Algo ou alguém de mau gosto, brega, fora de moda. Servia para criticar roupas, músicas e atitudes consideradas ultrapassadas.
Finalmente entender ou se dar conta de algo. A imagem vinha do telefone público, em que a ligação só completava quando a ficha caía.
Sair para farrear, curtir a noite sem compromisso. A gandaia era a farra noturna em busca de diversão.
A clássica caixinha de plástico transparente que guardava o CD. Tinha a mania de quebrar as travinhas com facilidade. Abrir sem estalar a tampa era quase impossível.
Estojo com pastilhas de tinta que se diluíam na água com o pincel. As cores se misturavam na palheta e viravam um borrão sem querer. Vinha com um pincelzinho fininho que durava pouco.
Caixa de bombons sortidos da Garoto, presente clássico de festas e datas comemorativas. Brigar pelo bombom favorito antes dos outros era tradição. O mapa dos sabores na tampa era consultado com atenção.
Drama clássico dos e-mails antigos, que tinham pouco espaço de armazenamento. Quando enchia, você não recebia mais mensagens até apagar as antigas. Foi um problema comum antes do Gmail trazer gigabytes de espaço.
Caixinha de papelão com palitos de madeira e uma lixa na lateral para riscar e acender o fogo. Essencial para acender o fogão, o cigarro e as velas nos apagões.
Estojo de madeira com tampa que deslizava ou abria em bandejas, guardando lápis e canetas. Era considerado o estojo mais sofisticado da sala. A tampa de correr entortava e travava com o tempo.
Caixas acústicas grandes com gabinete de madeira e tela de tecido na frente, ligadas ao aparelho de som da sala. Pesadas e potentes, faziam tremer os vidros da casa.
Par de caixas de som ligadas ao PC, às vezes com um subwoofer no chão. Davam vida aos jogos e às músicas em MP3. Aumentar o volume no talo às vezes chiava.
Calça justa no quadril e nas coxas que se abria largamente da altura do joelho para baixo, formando um sino sobre o pé. Foi a peça-símbolo dos anos 70, usada por homens e mulheres, e voltou a aparecer em ondas de revival depois.
Calça que terminava na altura da canela ou da panturrilha, deixando o tornozelo de fora. Foi peça muito usada no verão dos anos 2000.
Calça justa que ia até pouco abaixo do joelho, parecida com a capri porém mais curta. Foi muito usada por mulheres no verão dos anos 2000.
Jeans que ficava muito abaixo da cintura, deixando a barriga e às vezes o cós da lingerie à mostra. Foi a febre dos anos 2000, copiada das cantoras pop.
Conjunto de jaqueta e calça de tecido sintético que fazia barulho ao roçar, usado como roupa esportiva e do dia a dia. Vinha em cores berrantes e listras laterais.
Jeans propositalmente rasgado no joelho ou nas coxas, associado ao grunge e ao rock. Muita gente fazia os rasgos em casa para imitar os ídolos.
Calça jeans ou de moletom muito larga, caída no quadril, inspirada na moda do hip hop norte-americano. Quanto mais larga, mais autêntico era o visual da tribo do rap.
Marcas de jeans que viraram objeto de desejo da juventude brasileira. Ter uma calça de marca era símbolo de status, e muita gente economizou meses para comprar a sua.
Calça de pernas largas e soltas da cintura até o pé, dando movimento ao andar. Reviveu várias vezes na moda feminina, sempre associada a elegância e conforto.
Calculadora cheia de funções de seno, cosseno e logaritmo, companheira fiel nas provas. As mais avançadas até tinham joguinhos escondidos. Era objeto de desejo dos estudantes de exatas.
Calculadora cheia de teclas misteriosas, obrigatória nas aulas de matemática do ensino médio. A maioria das funções nunca era usada de verdade. Escrever palavras de cabeça para baixo no visor era o passatempo número um.
Programa da Globo aos sábados comandado por Luciano Huck, com quadros de realização de sonhos, prêmios e brincadeiras. O 'Lar Doce Lar' e o 'Soletrando' viraram marcas registradas.
Tubo com espelhos e pedacinhos coloridos que, ao ser girado contra a luz, formava padrões simétricos hipnotizantes. Nenhuma imagem se repetia. Era pura magia óptica na palma da mão.
Bicicleta de estilo BMX muito popular entre as crianças e adolescentes brasileiros. Servia para empinar, dar manobras e descer trilhas no fim de semana. Ter uma com pegador e roda traseira reforçada era status garantido.
Brincadeira feita com um barbante amarrado em círculo, em que duas pessoas passavam a trama de uma mão para outra criando figuras. Não custava nada e entretia por horas na fila do banheiro ou no ônibus. Cada figura tinha um nome diferente.
Estrutura com lona elástica e molas que permitia dar saltos altos com segurança. Era a grande atração de festas infantis e praças. Pular até ficar tonto fazia parte da brincadeira.
Vendedor ambulante de rua com banca improvisada que oferecia de tudo: relógio, fita, brinquedo e bugiganga. Negociar o preço fazia parte da diversão. Sumia rápido quando a fiscalização aparecia.
A câmera analógica onde você colocava um rolinho de filme com 12, 24 ou 36 poses contadas. Cada foto era uma decisão importante, porque não dava pra ver na hora nem apagar. O suspense só acabava semanas depois, quando ia buscar as fotos reveladas.
Câmera digital de bolso que dispensava o filme, mostrando a foto na tela na hora. Salvava as imagens em cartões de memória. Acabou de vez com a espera pela revelação.
Câmera que usava rolos de filme fotográfico revelados depois em laboratório. Cada clique contava porque o rolo tinha número limitado de poses. Só dava pra ver as fotos dias depois da revelação.
Câmera instantânea que revelava a foto na hora, cuspindo o papel pela frente. Era costume balançar a foto para 'secar' a imagem. A mágica de ver a foto aparecer encantava todo mundo.
Programa de bate-papo por vídeo em salas, em que várias pessoas se conectavam por webcam. Permitia conhecer gente de todo o mundo em conversas ao vivo. Foi popular na era em que ter webcam ainda era novidade.
Grandes caminhões de plástico resistente, com caçamba que levantava e carregava areia, pedras e brinquedos menores. Eram quase indestrutíveis e passavam de irmão para irmão. Brincar na terra com eles era garantido.
Camisa quadriculada de tecido grosso, usada aberta por cima da camiseta ou amarrada na cintura. Virou símbolo do grunge, inspirada em bandas como o Nirvana.
Camisa social masculina com colarinho exageradamente grande e pontudo, muitas vezes estampada e desabotoada no peito. Era o uniforme dos galãs da Jovem Guarda tardia e dos frequentadores de discoteca.
Camisa de manga curta com estampas tropicais de flores e folhagens, solta e colorida. Associada a férias, praia e clima de descontração.
Camisa de malha com colarinho usado levantado, sinal de quem era playboy ou patricinha. Voltou com força nos anos 2000 entre a juventude descolada.
Camisa de estampas coloridas, abstratas e psicodélicas, ligada à explosão cultural dos anos 70. Combinava com calça boca de sino para o visual completo.
Camiseta feminina bem justa e curta, modelando o corpo, oposta às camisetas largonas. Foi febre entre as adolescentes na virada do milênio.
Camisetas com frases em inglês muitas vezes sem sentido ou com logos imitando marcas famosas, vendidas em camelôs. Eram baratas e estavam por toda parte.
Camiseta preta estampada com o nome e a arte de bandas de rock favoritas. Usá-la era declarar publicamente seu gosto musical e sua tribo.
Camisetas largas de marcas como Mormaii, Hang Loose, Quiksilver e Company, com logos enormes nas costas. Ter uma original era questão de status entre os jovens.
Camiseta tingida com manchas coloridas em espiral, feita amarrando o tecido antes de mergulhar na tinta. Símbolo hippie dos anos 70 que reviveu nos anos 90.
Jogador que fica parado escondido em um canto esperando o inimigo passar, em jogos de tiro. Era considerado um estilo covarde e gerava reclamações. Insulto clássico nas partidas de lan house.
Jogo de lógica que vinha no Windows, onde se evitava clicar nas minas escondidas. Quase ninguém entendia direito as regras, mas todos jogavam. Clicar na mina logo no começo era frustrante.
Água sanitária usada na faxina pesada para clarear e desinfetar tudo. A Q-boa virou quase sinônimo do produto. Cheiro forte de casa esfregada de cima a baixo.
Caneca de metal esmaltado branco com bolinhas azuis, igual ao bule. Esquentava na mão com o café quente e fazia barulho ao bater na pia, mas era praticamente indestrutível.
Meia grossa de lã ou malha usada por cima da legging ou da calça, cobrindo da panturrilha ao tornozelo. Inspirada nas aulas de balé e aeróbica, virou acessório de moda das adolescentes.
Esferográfica que prometia apagar a tinta esfregando uma borrachinha na ponta de trás. Na prática, borrava o papel e quase furava o caderno, mas o fascínio de uma caneta que apagava era irresistível.
Caneta esferográfica de corpo transparente sextavado e tampinha colorida que indicava a cor da tinta. Era barata, durava (quase) para sempre e a tampinha invariavelmente acabava mordida. Sumia da mochila com a mesma facilidade com que aparecia emprestada e nunca devolvida.
Caneta que trazia um pequeno carimbo embutido na extremidade, geralmente de carinhas ou estrelas. Dois em um que encantava as crianças. A almofadinha de tinta secava rapidamente com o uso.
Canetas hidrográficas cuja tinta tinha aroma de frutas, como morango, uva e abacaxi. As crianças passavam mais tempo cheirando a ponta do que escrevendo. Item quase obrigatório no estojo nos anos 90.
Caneta de souvenir com uma janelinha cheia de líquido onde um barquinho ou personagem deslizava ao inclinar. Item de viagem ou lembrança, mais brinquedo do que material. Hipnotizava qualquer um durante a aula.
Caneta com um enfeite fofo na ponta de cima, como pena, pompom, coração ou bicho de pelúcia. Mais acessório de moda do que material de escrita. Atrapalhava na hora de escrever, mas ninguém se importava.
Esferográfica gorda com quatro botõezinhos no topo: azul, preta, vermelha e verde. Apertar todas as cores ao mesmo tempo era um esporte de risco que podia travar o mecanismo. Símbolo de status na carteira escolar.
Caneta com botão no topo que fazia a ponta entrar e sair com um clique. Clicar repetidamente durante a aula era um vício barulhento e irritante. A mola saltava para longe se a caneta fosse aberta por curiosidade.
Canetas com truques embutidos, como mini lanterna na ponta, tinta invisível ou luz ultravioleta. Itens de novidade que faziam mais sucesso pelo gadget do que pela escrita. Duravam pouco e a pilha acabava rápido.
Caneta de tinta gel brilhante, que vinha em cores metálicas, neon e com glitter. Escrevia macio e deixava o caderno chamativo, mas falhava e secava rápido. As cores claras quase não apareciam no papel branco.
Caneta de ponta larga e tinta forte, usada para escrever em cartazes e fazer faixas. O cheiro de solvente era inconfundível e meio viciante. Secava rápido se a tampa ficasse aberta um instante.
Caneta de ponta chata e tinta fluorescente para destacar partes importantes do texto. O amarelo era o rei, mas vinham também rosa, verde e laranja. Quem grifava o livro todo achava que estava estudando muito.
Caneta de tinta especial para escrever em transparências projetadas na parede. Vinha em versão permanente ou apagável com água. Companheira inseparável do retroprojetor antes do projetor digital.
Caneta que usava tinta líquida de um cartucho ou reservatório, com pena de metal. Exigia caprichar na letra e borrava com facilidade. Item elegante que melhorava a caligrafia de quem soubesse usar.
Canetas hidrográficas coloridas que enchiam os desenhos de cor na escola. A caixa de canetinhas era item cobiçado na turma. A Pilot fininha era queridinha para escrever bonito.
Canetas de ponta de feltro e tinta colorida para desenhar e pintar. Bastava esquecer a tampa por meio dia para a canetinha secar para sempre. A preta sempre sumia e a amarela nunca era usada.
Canivete dobrável com várias ferramentas embutidas, como tesoura, abridor e palito. Tinha sempre aquela ferramentinha misteriosa que ninguém sabia para que servia. Símbolo de aventura e de quem se achava preparado para tudo.
Elogio ou frase de conquista dirigida a alguém de interesse romântico. Algumas eram charmosas e outras totalmente furadas.
Game show musical do SBT em que participantes tentavam cantar enquanto eram distraídos por brincadeiras e pegadinhas. A graça era ver quem aguentava sem rir nem desafinar.
Mentira, conversa enganosa ou enrolação para iludir alguém. Quem contava caô estava inventando história para se safar.
Cinco jovens de continentes diferentes ganham anéis com os poderes Terra, Fogo, Vento, Água e Coração para combater a poluição. Juntando os anéis invocavam o herói verde Capitão Planeta. Tinha forte mensagem ecológica.
Fazer algo com esmero, capricho e dedicação. Pedir para caprichar era pedir o melhor capricho possível.
Título original do animê de futebol conhecido no Brasil como SuperCampeões, estrelado por Oliver Tsubasa. As jogadas e os campos pareciam não ter fim de tão longos. Inspirou muito craque de verdade.
Forma informal de se referir a um homem ou de chamar alguém. Virou tão comum que passou a ser usada como vocativo no meio das frases.
Jogo de adivinhação para dois jogadores, cada um com um painel cheio de personagens com rostos diferentes. Fazendo perguntas de sim ou não, você ia abaixando as carinhas até descobrir qual era o personagem secreto do adversário. O barulho das janelinhas caindo é inesquecível.
Pessoa sem-vergonha, descarada, que age com folga sem se constranger. O cara de pau não tinha o menor pudor de aprontar.
Pessoa convencida, que se acha superior aos outros. O metido vivia de nariz empinado, achando-se melhor que todos.
Animê sobre Sakura, uma menina que liberta cartas mágicas por acidente e precisa capturá-las de volta com um cetro. Era cheio de roupas fofas e magia. Fez sucesso entre as meninas dos anos 2000.
Palhaço famoso da TV brasileira, com seu nariz vermelho e bom humor, presença marcante em programas infantis. Foi um dos palhaços mais queridos de várias gerações.
Carimbo de cabo de madeira ou plástico, molhado na almofada de tinta para marcar papéis. A professora tinha os de carinha feliz e estrelinha como recompensa. Receber um carimbo no caderno era pequena glória.
Mini carrinho de bebê para passear com as bonecas, imitando as mães de verdade. As meninas empurravam pela casa e pela calçada com todo o cuidado. Completava a brincadeira de cuidar do 'filho'.
Miniatura motorizada de carro comandada à distância por um controle com antena. Acelerar, dar ré e fazer curvas era feito de longe, para alegria da criançada. As pilhas acabavam rápido e o presente saía caro.
Carrinhos que ganhavam impulso quando você os esfregava no chão para trás e soltava, disparando sozinhos para frente. Não precisavam de pilha e nunca acabava a 'bateria'. Quanto mais forte o atrito, mais longe o carrinho ia.
Carrinho de rua que vendia pipoca doce e salgada feita na hora. Ficava na porta de escolas, praças e cinemas. O barulho do milho estourando atraía a clientela de longe.
Carrinho artesanal feito de tábuas e rolamentos (os 'rolimãs') que descia ladeira a toda velocidade, guiado pelos pés e por uma cordinha. Não tinha freio decente, então a parada era no muro ou na grama mesmo. Construir o seu com o pai ou o avô era um rito de passagem.
O carro com alto-falante na capota que passava na rua anunciando promoção, comício, circo ou farmácia de plantão. A voz arrastada e o eco ficavam ecoando pelo bairro inteiro. Criança corria pra janela só pra ver o que era.
Escrever à mão, dobrar o papel, lamber o selo e esperar dias (ou semanas) pela resposta. Ter amigo de correspondência em outro estado ou país era o maior charme. A alegria de achar uma carta na caixa do correio não tinha preço.
Cartão pequeno usado para armazenar fotos e arquivos em câmeras e celulares. Veio em capacidades cada vez maiores num formato minúsculo. Substituiu o filme e ampliou a memória dos aparelhos.
O sucessor da ficha: um cartão de plástico com créditos que você enfiava no orelhão e ia descontando os minutinhos. Tinha estampas colecionáveis e muita gente guardava em álbum. Dava aquele aperto no coração quando o visor mostrava que só restava 1 unidade.
Aquele cartão com foto bonita de uma cidade que a gente mandava pra família quando viajava. Escrevia 'lembranças daqui' no verso e colava o selo no cantinho. Receber um era sinal de que alguém pensou em você de longe.
Cartas colecionáveis com os monstrinhos de bolso, usadas para colecionar, trocar e duelar. As cartas raras e brilhantes, como o Charizard, valiam ouro no recreio. 'Gotta catch 'em all' virou febre mundial.
Carteira de nylon colorido fechada com velcro, popular entre crianças e adolescentes. O som de abrir o velcro denunciava qualquer um que fosse pegar dinheiro. Estampada com personagens, marcas de surfe ou times.
Folha grande e fina de papel colorido, usada em cartazes e trabalhos em grupo. Comprar na papelaria na véspera da entrega era tradição. Dobrava e amassava ao menor descuido no caminho para a escola.
Site do canal Cartoon Network repleto de joguinhos online com os personagens dos desenhos. Era parada obrigatória para a criançada que amava os desenhos da emissora. Tinha jogos novos a cada lançamento de série.
Aquela 'fita' de plástico que se encaixava no console para rodar os jogos, comum no Atari, no NES e no Mega Drive. Tinha o cartucho gigante de 'várias em uma' com 9999 jogos que na verdade eram dez repetidos. Guardar fora da caixinha era pedir para juntar poeira.
Lanchonete especializada em sucos naturais e vitaminas, comum nas grandes cidades. Servia também sanduíches naturais e açaí na tigela. O balcão colorido com frutas empilhadas era o cartão de visita.
Reality show do SBT que confinava artistas e celebridades numa casa, no embalo da febre dos realities dos anos 2000. Foi a resposta de Silvio Santos ao Big Brother.
Jaqueta esportiva larga com blocos de cores fortes e contrastantes, muito ligada à moda hip hop dos anos 90. Era quentinha e bem chamativa.
Casaco curto de tecido peludo e macio, em cores vibrantes, queridinho das adolescentes nos anos 2000. Era mais estilo do que aquecimento.
Rede de varejo de móveis e eletrodomésticos famosa pelo crediário 'dedicação total a você'. Permitiu que muitas famílias mobiliassem a casa no carnê. As propagandas com o Baú da Felicidade ficaram na memória popular.
O garoto que tem pavor de água e vive sujo, melhor amigo do Cebolinha na Turma da Mônica. Fugia do banho como se fosse o fim do mundo. Suas trapalhadas com sujeira renderam muitas histórias.
Brincadeira de imitar a vida adulta fazendo de conta que se tem uma casa e uma família. Cada um assumia um papel, como pai, mãe ou filho, e a rotina virava aventura.
Miniatura de casa com cômodos e móveis minúsculos para as bonecas morarem. As crianças decoravam, arrumavam e criavam histórias da vida em família. Algumas eram simples, outras eram mansões de vários andares.
Programa de humor da Globo que misturava paródia de telejornal, esquetes irreverentes e crítica de costumes. Marcou os anos 90 com personagens, sátiras políticas e total falta de cerimônia.
Versão do programa do Chacrinha que foi ao ar na Globo, mantendo a bagunça alegre, as chacretes e os calouros. Era a celebração caótica e divertida que só o Velho Guerreiro sabia comandar.
Quadro e momento de jogos do programa de Fausto Silva, com prêmios e brincadeiras de auditório. Fazia parte da energia agitada do Faustão.
Embora seja programa com bonecos e atores, marcou a TV educativa brasileira na TV Cultura. O bruxinho Nino aprendia sobre o mundo no castelo do tio Vítor e da Morgana. Misturava fantasia, ciência e ternura.
Brinquedo de pás coloridas presas a uma haste, que gira com o sopro do vento ou da própria corrida. Simples e barato, encantava com suas cores rodopiando. Era comprado em feiras e parques por trocados.
Desenho sobre um animal estranho que é metade gato e metade cachorro, grudados num corpo só. As personalidades opostas geravam confusão o tempo todo. Marcou pela ideia maluca.
Bonecos articulados dos heróis do anime, que vestiam armaduras douradas e prateadas removíveis. Reproduziam as poses e golpes dos personagens da série. Eram objeto de desejo de toda a geração que assistia ao desenho.
Continuação da clássica série Saint Seiya em que os Cavaleiros de Bronze enfrentam o deus Hades e os Espectros. Trazia animação mais moderna e batalhas ainda mais dramáticas. Reacendeu a paixão dos fãs antigos.
Um cabo de vassoura ou graveto vira montaria imaginária entre as pernas da criança. Galopando pela rua, fingia-se ser cavaleiro, mocinho de faroeste ou herói.
Cavalinho de madeira ou plástico montado sobre arcos curvos que balançavam para frente e para trás. Era o brinquedo da sala que toda visita queria ver a criança usar. Embalava sonhos de pequenos cavaleiros.
Animê norte-americano em que seis jovens entram num brinquedo de parque de diversões e são transportados para um mundo de fantasia cheio de dragões e monstros. Guiados pelo enigmático Mestre dos Magos, eles ganham armas mágicas e passam a sonhar com o caminho de volta para casa. O vilão Vingador e seu dragão Tiamat eram o terror das tardes.
Jogo de passar objetos em roda no ritmo da cantiga 'Escravos de Jó', associado à coordenação e ao compasso. O nome vem do refrão e dá título à própria brincadeira em muitas regiões.
Marca nacional de eletrônicos famosa pelo bordão 'Se é CCE, bom é'. Fabricava TVs, sons e depois computadores a preço acessível. Era a opção popular pra quem queria eletrônico sem gastar muito.
Disco gravável vazio, vendido em bolos com dezenas de unidades. Servia para gravar músicas, jogos e backups caseiros. Cada CD perdido numa gravação falha doía no bolso.
CD gravável virgem onde você escrevia seus próprios arquivos e músicas usando um gravador e programas como o Nero. Montar a coletânea perfeita pra dar de presente ou pra ouvir no carro era uma arte. Tinha que torcer pra gravação não 'estourar' e virar um peso de papel.
Disco óptico que armazenava cerca de 700 MB, uma fortuna de espaço comparado ao disquete. Trazia enciclopédias (a saudosa Encarta), jogos, demos de revistas e programas. Vinha de brinde em revistas de informática e era guardado com todo carinho na capinha.
Sigla de 'cu de ferro', usada para o aluno que estudava muito e tirava notas altas. Era o apelido para os mais dedicados da turma. Misturava admiração e zombaria.
O menino de cinco fios de cabelo na cabeça que troca o R pelo L ao falar e adora bolar 'planos infalíveis' contra a Mônica. Sempre acompanhado do amigo Cascão. Um dos personagens mais queridos da Turma da Mônica.
Celular com tampa que abria e fechava, popularizado por modelos como o Motorola RAZR. Fechar a tampa para desligar uma ligação era extremamente satisfatório. Era considerado o auge do estilo.
Celular simples, resistente e popularíssimo, famoso pela bateria que durava dias e pelo jogo da cobrinha. Sobrevivia a quedas que destruiriam qualquer aparelho moderno. Escrever torpedo no teclado numérico exigia agilidade nos dedos.
Telefone celular grande e pesado, com antena puxável e bateria do tamanho de um tijolo. Custava uma fortuna e era artigo de luxo absoluto. A bateria durava pouco e o aparelho mal cabia no bolso.
Programa do Velho Guerreiro, Abelardo Barbosa, o Chacrinha, que revolucionou a TV de auditório com sua bagunça organizada, buzinas, chacretes e calouros. Tinha apresentações musicais, jogadas de bacalhau na plateia e total imprevisibilidade.
Petit suisse concorrente do Danoninho, queridinho da criançada na sobremesa. O sabor doce e cremoso fazia sucesso na lancheira. Disputava o gosto dos pequenos.
Tokusatsu japonês muito popular nas tardes da TV brasileira, com cinco guerreiros coloridos que combatiam invasores alienígenas. Cada um tinha um animal mítico como símbolo. Faz parte da memória afetiva ao lado dos desenhos.
Aparelho de placas quentes usado para alisar o cabelo fio a fio. Tornou-se item indispensável nos banheiros das adolescentes dos anos 2000.
Pessoa extremamente chata e insistente, chata ao extremo. A galocha reforçava o exagero da chatice de alguém.
Chaveiros enfeitados com bichinhos de pelúcia, dados, bolas e bonequinhos que enchiam a mochila. Quanto mais pendurado na mochila, mais estilo se tinha. A função de segurar chaves era a menos importante de todas.
Aquele que ostenta, anda estiloso, cheio de grife e atitude. Mistura de descolado com metido a rico. Andava sempre cheio de marca pra chamar a atenção.
Salgadinho de queijo da Elma Chips com o mascote, o guepardo Chester. Deixava os dedos cobertos de pó de queijo. Disputado a tapa na festa de aniversário.
Drágeas de chiclete em caixinha de papelão, com casquinha branca crocante e goma por dentro. Um dos chicletes mais antigos e tradicionais do Brasil.
Chiclete da Arcor que vinha em tablete duplo dentro de uma embalagem alongada. Tinha sabor intenso de tutti-frutti e a fama de durar mais.
Chiclete em formato de pequenos quadrados que prometia bolas enormes. Era o concorrente de quem queria mascar bastante por pouco dinheiro.
Chiclete clássico vendido em bolinhas coloridas nas máquinas de moeda da entrada do supermercado. Sabor que sumia em segundos, mas a diversão era acertar a moeda.
Chiclete recheado com calda líquida que explodia na boca na primeira mordida. O recheio doce era a graça toda. Febre entre a criançada na cantina da escola.
Chiclete em formato de bola com sabores frutados, popular nas máquinas e cantinas. Fazia parte do trio que disputava o bolso da criançada.
Chiclete mole que servia para encher bolas enormes que estouravam na cara e grudavam no nariz. O Ploc vinha com tirinhas de piada dentro da embalagem que todo mundo lia em voz alta. Mascar até perder o gosto e depois grudar embaixo da carteira era tradição.
Bolas grandes de chiclete colorido vendidas em máquinas e pacotes. Feitas pra fazer a maior bola possível antes de estourar no rosto.
Chiclete de bola popular que vinha com tatuagem de molhar ou figurinha dentro. Fazer bola gigante e estourar na cara era esporte de criança. Custava centavos e valia uma tarde de diversão.
Drágeas de chiclete coloridas vendidas em caixinha pela Arcor. Pareciam confetes durinhos por fora e viravam goma de mascar por dentro.
Chicletes de bola coloridos e baratinhos vendidos em máquinas e bancas. Mascavam-se até perder o gosto e ainda assim continuava na boca. Diversão garantida por poucos centavos.
Chiclete quadradinho da Arcor que vinha com tirinhas de piada ou desenhos dentro da embalagem. Fazia bola gigante e tinha sabor forte de tutti-frutti.
O menino caipira de chapéu de palha criado por Maurício de Sousa, que mora na roça e fala do jeitinho do interior. Vive na Vila Abobrinha com os amigos e a prima Rosinha. Trazia o charme da vida no campo.
Programa de humor da Globo com Chico Anysio dando vida a dezenas de personagens numa cidadezinha fictícia. Foi escola para a galeria de tipos que Chico imortalizou.
Um jogador esconde um chicotinho (galho ou pano torcido) enquanto os outros procuram. Quem está escondendo guia dizendo 'tá quente' ou 'tá frio', e quem acha persegue os demais com ele.
Esconde-se um chinelo enquanto os outros procuram, com dicas de 'quente' e 'frio'. Quem encontra pode correr atrás dos colegas dando chineladas leves de brincadeira.
Sandália de dedo de borracha que começou simples e branca e virou item de moda colorido e mundialmente famoso. Acompanhou o brasileiro do quintal à passarela.
Brinquedo de bebê que faz barulho ao ser sacudido, com bolinhas ou sementes dentro de uma cápsula colorida. Servia para distrair e estimular o bebê. Era o primeiro brinquedo de quase todo mundo.
Bombom da Nestlé de chocolate suíço cremoso, vendido avulso ou em caixa. Símbolo de chocolate fino e presente de ocasião especial.
Barrinha fininha de chocolate ao leite da Garoto, vendida por moedas. Clássico das vendas em condomínio e do troco da cantina.
Barra da Nestlé com amendoim, caramelo e wafer cobertos de chocolate. Era a opção pra quem queria algo mais encorpado e energético.
Barra da Nestlé com flocos crocantes de arroz e cobertura de caramelo e chocolate. Tinha textura crocante e meio mastigável.
Balas mastigáveis frutadas em formato alongado, importadas e vendidas em caixinha. Coloridas e azedinhas, eram disputadas quando apareciam.
Tablete da Lacta com crocância de flocos crocantes dentro do chocolate ao leite. Um dos chocolates mais amados do Brasil.
Chocolate branco da Nestlé, doce e cremoso. Foi o primeiro contato de muita criança com chocolate branco.
Tablete tradicional de chocolate ao leite da Lacta, no papel roxo e prateado. Era o chocolate de toda a vida das mesas brasileiras.
Chocolate da Nestlé com formato ondulado e cremosidade leve, fácil de partir aos pedacinhos. O comercial dizia que era pra comer devagar.
Barras de chocolate da Nestlé que disputavam a preferência nas prateleiras. O Charge tinha recheio crocante e o Crunch os flocos estalando. Cada um tinha seu favorito na escola.
Bolinhas crocantes cobertas de chocolate Nescau, vendidas em saquinho. Crocantes por fora e com o sabor do achocolatado dentro.
Bombom de chocolate branco com recheio cremoso, embrulhado no papel dourado. Irmão do Sonho de Valsa e igualmente disputado.
Chocolate da Nestlé com recheio de coco cremoso por dentro do chocolate ao leite. Sabor tropical inconfundível.
Bombom da Garoto com recheio cremoso de amendoim e wafer, no papel vermelho. Concorrente direto do Sonho de Valsa.
Bombom da Lacta com recheio cremoso de castanha e wafer, embrulhado no papel rosa brilhante. Presença obrigatória em datas comemorativas.
Chocolate aerado da Nestlé cheio de bolhinhas de ar que estouravam na boca. A leveza era o grande charme do tablete.
Ovinho de chocolate ao leite que trazia um brinquedinho de montar na cápsula amarela dentro. A graça era brincar tanto quanto comer.
Ovinho ou barra de chocolate que vinha com um brinquedinho de brinde dentro. A surpresa do brinquedo valia mais que o chocolate. Fazia a felicidade da criançada na saída da escola.
Tablete da Garoto com pedaços de castanhas, frutas ou flocos dentro. Tinha vários sabores e a embalagem dourada de luxo.
Bombom da Arcor em formato de tartaruguinha, com casquinha de chocolate e recheio cremoso. A carinha de tartaruga era a marca registrada.
Suco ou refresco congelado dentro de um saquinho plástico comprido, cortado na ponta com o dente. Geladinho caseiro vendido na porta da escola.
Restaurante onde garçons passam de mesa em mesa servindo carnes no espeto até o cliente pedir parada. Programa de comemoração em família. A plaquinha de 'sim' e 'não' controlava o desfile de carnes.
Perder a paciência de vez e desistir, mandando tudo às favas. Era o momento em que a pessoa não aguentava mais e largava de mão.
Chuveiro com a resistência à mostra que esquentava a água na hora, dando aquele cheirinho de queimado quando ligava no inverno. Mexer no fio molhado era choque garantido.
Programa policial da Record que cobria ocorrências, acidentes e flagrantes com tom dramático e popular. Marcou o jornalismo policial sensacionalista da TV brasileira.
Caixinha decorada de metal que ficava na mesa de centro para guardar e oferecer cigarros à visita. Abria com um clique e às vezes tocava uma musiquinha.
Jogo de habilidade da Estrela em que os jogadores empilhavam peças sobre uma plataforma instável apoiada num botão. A qualquer movimento errado, a plataforma virava e espalhava as peças. Era nervosismo puro a cada rodada.
Com cinco pedrinhas ou saquinhos de areia, joga-se uma para o alto e tenta-se pegar as do chão antes de aparar a que sobe. As fases vão exigindo pegar mais pedrinhas de uma vez.
Versão das cinco marias jogada com saquinhos costurados de pano e areia em vez de pedras. Mais macios, eram fáceis de aparar e não machucavam a mão nas jogadas rápidas.
Cinema ao ar livre onde se assistia ao filme de dentro do carro, com som por caixinha na janela. Era programa de casal e de família nas noites de fim de semana. Quase desapareceu, mas deixou saudade.
Salas de cinema localizadas nas ruas centrais, antes do domínio dos shoppings. Tinham telão único, marquise iluminada e cartazes pintados à mão. A sessão da tarde lotava de namorados e estudantes.
Cinto bem largo usado marcando a cintura por cima de vestidos e blusas soltas. Realçava a silhueta e era acessório indispensável de quem seguia a moda.
Cinzeiro grande montado sobre um pedestal alto, que ficava em pé ao lado da poltrona da sala. Comum quando fumar dentro de casa era normal e a visita acendia o cigarro na sala.
Cinzeiro decorativo feito com um aro de pneu de borracha em miniatura, brinde clássico de borracharia e posto de gasolina. Ficava na mesa de centro como lembrancinha.
Brincadeira de roda em que as crianças dão as mãos e giram cantando 'Ciranda, cirandinha'. Ao fim da cantiga, alguém vai ao meio da roda para dançar ou recitar um verso.
Cantiga de roda sobre a laranja madura que caiu na beira da estrada. As crianças giram cantando e brincam de amizade e despedida embaladas pela letra.
As crianças ficam com as mãos em concha e uma delas passa fingindo depositar um anel ou objeto pequeno em cada uma. No fim, todos tentam adivinhar com quem o anel ficou.
Lona armada de passagem pela cidade com palhaços, trapezistas e mágicos. A chegada do circo era anunciada por carro de som pelas ruas. A pipoca, o algodão-doce e o picadeiro encantavam a criançada.
Portal brasileiro com enorme variedade de joguinhos em Flash gratuitos. Era um dos sites preferidos para matar o tempo jogando direto pelo navegador. Tinha desde jogos de menina até clássicos de ação e raciocínio.
O famoso clipe de papel animado que aparecia no Word oferecendo ajuda. Tinha boa intenção, mas costumava atrapalhar mais do que ajudar. Virou um dos personagens mais lembrados da informática.
O assistente animado em forma de clipe de papel que aparecia no Microsoft Office para 'ajudar'. Surgia perguntando 'Parece que você está escrevendo uma carta' bem na hora em que mais atrapalhava. Virou símbolo de irritação e foi aposentado pela Microsoft anos depois.
Mundo virtual da Disney em que você controlava um pinguim, fazia amigos, jogava minigames e decorava seu iglu. Tinha versão em português e era um dos lugares mais seguros e divertidos para crianças jogarem online. Foi encerrado em 2017, deixando muita saudade.
Tribo das pistas de música eletrônica, com roupas futuristas, cores neon, acessórios reluzentes e às vezes maquiagem chamativa. Vivia para as raves e baladas.
Programa de auditório da Band comandado por Admar Costa, o Bolinha, recheado de música, humor e brincadeiras. Foi um dos grandes nomes da TV de auditório por muitos anos.
Clube de bairro com piscina, quadras e salão de festas para os sócios. Era onde a família passava o domingo e os jovens aprendiam a nadar. Os bailes e as festas juninas lotavam o salão.
Abreviação de 'comigo', muito comum em convites e combinações. Encurtava o convite sem perder o carinho. Tinha a irmã 'ctg' para 'contigo'.
Filtro de café feito de um saquinho de pano preso num aro com cabo de arame. Coava o café direto na garrafa e, com o uso, ficava marrom e impossível de lavar de volta ao branco.
Cobertor grosso e pesado de lã, geralmente xadrez ou estampado, que esquentava demais mas pinicava a pele. Era o reforço de inverno tirado do fundo do armário.
O refrigerante mais famoso do mundo, na clássica garrafa de vidro que se devolvia no mercado. Trocar o casco na venda fazia parte da rotina. Geladinha, era o ápice do calor.
Doce de coco com açúcar, vendido em quadradinhos brancos ou queimados nas barraquinhas. Tinha versão molinha e a mais durinha caramelizada.
Programa com bonecos da TV Cultura ambientado numa fazenda, estrelado pelo curioso Júlio e seus amigos bichos. Misturava música e aprendizado de forma divertida. Marcou a TV infantil brasileira.
Desdobramento do programa Cocoricó da TV Cultura, em que os personagens da fazenda visitavam a cidade grande. Continuava ensinando e divertindo a criançada.
Duplas formam tocas de mãos dadas e cada coelhinho fica no meio de uma. Ao grito de 'coelhinho, sai da toca!', todos trocam de lugar e quem ficou sobrando sem toca fica de fora.
Cola em formato de bastão que girava para subir, mais limpa que a cola líquida. Não molhava o papel e era prática, mas o usuário sempre girava demais e quebrava a ponta. Acabava muito mais rápido do que parecia.
Cola líquida com cores e brilho para enfeitar trabalhos e desenhos escolares. Demorava a secar e deixava o glitter espalhado por toda a casa por semanas. Mais decoração do que cola de verdade.
Cola específica para colar isopor ou bastão derretido na pistola, usada em trabalhos manuais. A cola quente queimava os dedos sem dó nas maquetes da feira de ciências. Deixava fiapinhos de cola por todo lado.
Cola branca líquida vendida em frasco com tampa de bico, clássica dos trabalhos escolares. O bico entupia sempre e era preciso espetar com um alfinete para destravar. Passar cola na palma da mão e descascar quando secava era diversão garantida.
Colas brancas escolares usadas em trabalhos, colagens e na clássica brincadeira de passar na mão. Esperar secar pra descascar da palma era diversão garantida. Item certo da lista de material.
Aparecer em algum lugar, comparecer a um evento. 'Cola lá em casa' era o convite informal padrão. Sinônimo de dar as caras.
Colares artesanais de contas coloridas ou tiras de couro, ligados ao espírito hippie e depois ao surf wear. Davam um toque despojado e natural ao visual.
Creme dental tão popular que virou nome genérico de pasta de dente. Estava no banheiro de praticamente toda casa brasileira. As propagandas reforçavam o sorriso branco e protegido.
Jogo social de fazenda muito popular no Orkut, parecido com o FarmVille. Os jogadores plantavam, colhiam e, principalmente, roubavam a plantação dos amigos. Foi um dos jogos mais viciantes da era de ouro do Orkut.
Linha de bonecos militares articulados, versão brasileira do G.I. Joe lançada pela Estrela. Vinham com armas, veículos e bases enormes para montar batalhas épicas. As articulações permitiam poses de ação que o Falcon não tinha.
Jogo de tiro em primeira pessoa online e gratuito, muito popular no Brasil. Reunia milhões de jogadores em partidas de tiroteio competitivo. Era presença garantida nas lan houses e nos computadores caseiros.
Expressão da época que significava conseguir algo sem alarde, na surdina. Quem 'comia quieto' agia discretamente para não chamar atenção. Usada em tom de esperteza.
Amaciante de roupas que deixava tudo macio e cheiroso depois da lavagem. O perfume das roupas no varal era inconfundível. Tornou-se item indispensável na lavanderia.
Instrumento de metal com uma ponta de agulha e outra para o lápis, usado para desenhar círculos. A pontinha afiada era irresistível para riscar a carteira e cutucar o colega da frente. Fazer um círculo perfeito de primeira era questão de honra.
Forma curta de 'comunidade', referente aos grupos do Orkut. 'Entra na comu' era o convite para participar de um grupo temático. Abreviação típica da rede.
Grupos temáticos do Orkut que reuniam pessoas com os mesmos gostos, com títulos muitas vezes engraçados como 'Eu odeio acordar cedo'. Entrar em comunidades dizia muito sobre a personalidade da pessoa. Eram a alma da rede.
Grupos temáticos do Orkut que reuniam pessoas por gostos, frases engraçadas e identificação. Tinham nomes criativos e muitas vezes hilários sobre situações do cotidiano. Entrar em comunidades era um jeito de mostrar a própria personalidade.
Conector redondo e colorido usado para mouse (verde) e teclado (roxo). Encaixar com o pino na posição certa era um desafio às cegas atrás do gabinete. Foi padrão antes do USB dominar.
Casa especializada em bolos, tortas e doces finos, com balcão refrigerado de vitrine. As mesinhas serviam café da tarde com salgados e docinhos. Comprar o bolo de aniversário ali era questão de tradição.
Confeitos de chocolate em formato de moedinha colorida, da Pan. Versão nacional bem popular nas cantinas e festas.
Drágeas de chocolate coloridas com casquinha crocante que não derretem na mão. Vinham no saquinho amarelo do amendoim e marrom do ao leite.
Seriado da TV Cultura sobre quatro irmãs e os dilemas da adolescência, gravado de forma intimista. Conquistou os jovens dos anos 90 pela identificação com os personagens.
Tênis de lona popularíssimo, calçado oficial da educação física e das peladas de rua. Barato e durável, vestia os pés de meio Brasil. Virou sinônimo de tênis escolar.
Roupa feita do tecido sintético que brilhava, não amassava e esquentava muito no calor brasileiro. Camisa e calça combinando em cores fortes eram o auge da elegância disco.
Par de poltronas estofadas, muitas vezes de courvin marrom, que reclinavam com uma alavanca lateral. Eram o trono do pai na hora de assistir ao jornal e ao futebol.
Aparelho de videogame que se conectava à TV de tubo por meio de um cabo de antena ou cabo RCA. Sintonizar no canal 3 ou 4 para o jogo aparecer era o primeiro desafio.
Marca de eletrodomésticos popular, conhecida pelo pinguim do logo e pelo freezer e geladeira que duravam anos. Era presença garantida nas cozinhas brasileiras. Sinônimo de durabilidade para muita família.
Aquele numerozinho no rodapé dos sites pessoais que mostrava quantas pessoas já tinham visitado. Era motivo de orgulho ver o número subir. Costumava vir em estilo de display digital piscante.
Primeiros controles de TV que eram ligados ao aparelho por um cabo. A liberdade era limitada pelo comprimento do fio. Foi o antecessor do controle por infravermelho.
Ventoinha que resfriava o processador e o gabinete do computador. Com o tempo acumulava poeira e fazia barulho de avião. Limpar o cooler devolvia o silêncio à máquina.
Um cãozinho rosa medroso que mora no meio do nada com um casal de idosos e precisa enfrentar criaturas assustadoras para protegê-los. O clima era estranho, sombrio e ao mesmo tempo engraçado. Marcou pelo terror leve.
Pessoa mais velha, de meia-idade. Podia ser respeitoso ('os coroas') ou um elogio pra quem era maduro e atraente ('coroa gata'). Os pais também eram 'os coroas'.
Variante do lenço atrás cantada com 'Corre cutia, na casa da tia'. Sentados em círculo, os participantes esperam o lenço ser deixado atrás de alguém para iniciar a perseguição.
Mensagens que pediam para você repassar para várias pessoas sob pena de azar ou promessa de sorte. Misturavam histórias assustadoras, promessas românticas e lendas urbanas. Entupiam as caixas de entrada e geravam medo bobo na garotada.
Frasquinho de tinta branca com pincel para cobrir erros escritos a caneta. Demorava a secar, empelotava e fazia relevo no papel. O cheiro forte e o vício de desenhar com ele eram parte da experiência.
Onze carros disparatados disputam corridas malucas, com destaque para o trapaceiro Dick Vigarista e seu cão Muttley. As armadilhas e trapaças nunca davam certo para os vilões. Clássico atemporal da Hanna-Barbera.
Cortina feita de fios de contas coloridas ou de bambuzinhos, pendurada no lugar de uma porta para separar ambientes. Fazia um barulhinho gostoso quando você atravessava.
Faixa de barba que descia pela lateral do rosto, deixada bem comprida e às vezes grossa. Era marca registrada do visual masculino setentista, inspirada nos cantores e galãs da época.
Manequim em formato de torso humano, montado num pedestal, usado por costureiras para ajustar e provar as roupas em produção. Ficava num canto e às vezes assustava de noite.
Bota robusta de cano alto e solado grosso, usada por roqueiros, punks e a galera alternativa. Combinava com vestido leve ou jeans rasgado num contraste bem dos anos 90.
Jogo de tiro em primeira pessoa por equipes que dominou as lan houses do Brasil. As partidas de terroristas contra contraterroristas eram febre e até campeonatos rolavam. O famoso mapa de_dust2 é praticamente patrimônio cultural gamer.
Versão clássica do jogo de tiro em equipe que dominou as lan houses. Era jogado em rede local com a galera gritando estratégias. Virou sinônimo da experiência de lan house.
Salgado frito em formato de gota recheado de frango, o queridinho das festas brasileiras. Era o primeiro a sumir da bandeja.
Pequeno móvel de cabeceira ao lado da cama, com uma ou duas gavetas. Guardava o despertador, o copo de água, o remédio e tudo que precisava ficar ao alcance da mão na hora de dormir.
Móvel de sala com portas de vidro onde se guardavam os copos, taças e louças "de visita" que quase nunca eram usados. Exibir o jogo de jantar bonito ali era questão de orgulho da família.
Blusa curta que deixava a barriga à mostra, ou camiseta comum amarrada num nó na frente para encurtá-la. Foi visual marcante das jovens nos anos 90 e 2000.
Televisão portátil minúscula com tela de poucas polegadas e antena retrátil. Funcionava a pilha e pegava poucos canais com muito chiado. Era item de quem não queria perder a novela em lugar nenhum.
Quebra-cabeça tridimensional de seis faces coloridas que precisavam ser alinhadas girando as camadas. Resolver as seis cores era um desafio que poucos dominavam. Muita gente desistia e arrancava os adesivos para 'resolver'.
Aproveitar, gostar e se divertir com algo ou alguém. Era a palavra para todo tipo de lazer e prazer da galera.
Estabelecimento com computadores conectados à internet, alugados por hora. Foi onde muita gente teve o primeiro contato com a web, o MSN e o Orkut. O barulho do teclado e o cronômetro correndo eram parte do clima.
Animê de corridas futuristas em que carros guiados por computadores de bordo disputam um campeonato mundial. O jovem Hayato pilotava o avançado Asurada. Mistura de velocidade e tecnologia.
Estabelecimento que alugava computadores com internet e jogos por hora. Era ponto de encontro para jogos em rede e bate-papo. Pagar mais uma horinha para terminar a partida era inevitável.
D
Sinônimo de muito legal, bacana, irado. Surgiu forte no skate e na galera paulistana e tomou conta do país inteiro. Servia pra qualquer coisa boa: um tênis, uma festa, uma pessoa gente fina.
Jogo de tabuleiro com peças redondas pretas e brancas movidas na diagonal para capturar as do adversário. Chegar ao outro lado coroava a peça como dama, que andava livremente. Comiam-se as peças pulando sobre elas.
Cadeiras são dispostas em círculo, sempre uma a menos que o número de brincantes. Enquanto a música toca todos rodam em volta, e quando ela para é preciso sentar; quem fica em pé sai.
Quadro do Domingão do Faustão em que artistas competiam dançando diferentes ritmos, avaliados por uma banca de jurados. Virou um dos quadros mais populares e duradouros do domingo.
Adolescente que, após um acidente, fica meio fantasma e ganha poderes para caçar fantasmas que invadem o mundo dos vivos. Escondia o segredo dos pais caçadores de fantasmas. Mistura de heroísmo e dramas de escola.
Petit suisse que prometia 'valer por um bifinho' nas propagandas. Era a sobremesa que toda criança queria na geladeira. Raspar o potinho até o fim era obrigatório.
Chamar atenção indevidamente ou entregar uma intenção sem querer. Quem dava bandeira acabava se denunciando sozinho.
Bobear, descuidar ou facilitar para alguém. Também significava demonstrar interesse romântico de forma sutil.
Faltar a um compromisso, deixar alguém na mão. Parecido com dar um bolo, mas valia para qualquer combinação desfeita.
Dar bandeira, deixar transparecer uma intenção ou um segredo sem querer. Quem dava pala se entregava sozinho.
Travar mentalmente, ficar confuso e sem reação. Vinha do fliperama, quando a máquina dava tilt e parava de funcionar.
Deixar alguém esperando e não comparecer a um encontro combinado. Era a maior decepção possível num tempo sem celular para avisar.
Sumir de propósito, furar um compromisso ou enrolar alguém pra não cumprir o combinado. Quem leva um perdido fica esperando à toa. Arte de desaparecer sem dar satisfação.
Facilitar a vida de alguém, dar uma ajuda ou uma chance extra. Um pequeno favor para quem precisava de uma mãozinha.
Fingir que não sabe de nada para se livrar de uma responsabilidade. Quem dava essa de fazia cara de desentendido.
O pato mascarado Darkwing era um super-herói atrapalhado que defendia a cidade de São Canário de vilões esquisitos. Tinha como ajudante o piloto Lançote e a filha adotiva Gosalyn. Paródia divertida dos heróis sombrios.
Estar tranquilo, relaxado ou sem preocupação. Quem estava 'de boa' não tinha estresse nenhum. Uma das gírias mais duradouras da época.
Sem custo, de graça, sem pagar nada. Reforço descontraído da ideia de algo gratuito.
Resposta afirmativa cheia de empolgação, significando 'com certeza, pode crer, bora'. Apesar da palavra, quer dizer o contrário de demora: é um sim na hora. Fecha qualquer combinado.
No Orkut, era um texto que um amigo escrevia sobre você no seu perfil, que precisava ser aprovado antes de aparecer. Ganhar um depoimento bonito do crush era a glória. Trocar depoimentos era sinal de amizade verdadeira.
Recados especiais que os amigos escreviam no seu perfil do Orkut, mais elaborados que os scraps. Eram declarações de amizade e carinho que ficavam fixas no perfil. Pedir e trocar depoimentos era prova de amizade verdadeira.
Relógio de cabeceira redondo, com dois sininhos em cima e um martelinho que batia entre eles fazendo um barulho ensurdecedor. Precisava dar corda toda noite para funcionar.
Jogo de mistério em que os jogadores investigavam um assassinato dentro de uma mansão. Era preciso descobrir o culpado, a arma e o cômodo do crime usando dedução e cartas secretas. Acusar errado podia te tirar da partida.
Animê sobre um detetive adolescente que encolhe ao tamanho de criança após uma droga e passa a resolver crimes disfarçado de garoto. Usava gadgets e dedução brilhante. Sucesso entre os fãs de mistério.
Comunidade online de artistas para publicar desenhos, ilustrações, fotografia e arte digital. Foi referência mundial para quem queria mostrar trabalho e receber comentários. Marcou a juventude de muitos artistas e fãs de fan art.
Regra sagrada das locadoras: a fita VHS tinha que voltar rebobinada até o começo, senão pagava multa. Tinha até adesivo na caixa pedindo 'seja gentil, rebobine'. Quem esquecia rezava pra atendente não perceber.
Brinquedo de equilíbrio formado por uma peça em forma de ampulheta girada sobre uma corda presa a duas varetas. Dava para fazer truques, lançar no ar e pegar de volta. Vinha do circo e exigia muita prática.
Animê sobre crianças levadas ao Mundo Digital, onde cada uma ganha um monstro parceiro que evolui em batalha. A amizade entre humano e Digimon era o coração da história. Rivalizava com Pokémon nos recreios.
Miniaturas de dinossauros usadas para encenar batalhas pré-históricas no chão e na caixa de areia. Tinham desde o pequeno velociraptor até o gigante tiranossauro. A febre cresceu muito depois dos filmes de dinossauro.
Programinha que discava o número do provedor para conectar à internet discada. Mostrava a velocidade ridícula da conexão em uma janelinha. Toda vez começava aquele ritual de espera.
O Walkman dos CDs: um aparelho achatado e redondo que tocava seu CD favorito por aí. O problema é que pulava na menor trombadinha, então você andava igual a um robô pra não chacoalhar. Os modelos topo de linha tinham aquela função anti-shock que era pura magia.
CD-ROM que vinha colado nas revistas de games e informática, cheio de demos e programas. Era a chance de testar jogos antes de comprar. Esperar a revista nova chegar só pelo CD valia a pena.
Bolacha grande e preta de plástico onde a música era gravada em sulcos. Vinha numa capa de papelão com arte caprichada e encartes. Riscar um vinil era tragédia: a música começava a repetir o mesmo trecho.
Disco óptico do tamanho de um vinil usado para filmes com qualidade superior à VHS. Era caro e raro no Brasil, item de entusiastas. Foi um antecessor do DVD.
Dispositivo de armazenamento permanente do computador, com discos magnéticos girando lá dentro. Medido antes em megabytes e depois em gigabytes que pareciam infinitos. Ouvir o HD 'ranhando' era sinal de que ele estava trabalhando.
Site do canal Discovery Kids com joguinhos educativos e divertidos para os pequenos. Misturava aprendizado e diversão com os personagens da programação. Era um dos sites mais indicados pelos pais por ser seguro e educativo.
Programa da MTV Brasil em que o público ligava para pedir os videoclipes favoritos, montando um ranking. Era o jeito da turma decidir o que tocava na telinha.
Mídia quadrada de armazenamento; a famosa de 3,5 polegadas guardava apenas 1,44 MB, ou seja, menos que uma foto de celular de hoje. Levava trabalho escolar, jogos e vírus de uma máquina pra outra, e vivia dando o temido erro de leitura. Até hoje é o ícone de 'salvar' em vários programas.
Sucessor menor e mais rígido do floppy, com carcaça de plástico e protetor metálico deslizante. Armazenava normalmente 1,44 MB e virou o símbolo eterno do ícone 'Salvar'. Empurrar a tampinha metálica de leve era um vício irresistível.
Mídia de armazenamento magnética flexível e quadrada, daí o apelido carinhoso de 'floppy'. Realmente dobrava nas mãos e guardava poucos kilobytes, mas era o estado da arte para levar arquivos de um PC para outro. Riscar ou aproximar de ímãs era certeza de perder tudo.
Conjunto de vários disquetes numerados para instalar o sistema operacional. Era preciso trocar disco por disco na ordem certa. Um disquete defeituoso no meio arruinava toda a instalação.
Recurso do disquete 3½ que travava a gravação ao deslizar uma trava plástica no canto. Servia para proteger arquivos importantes de serem apagados. Esquecer a trava aberta dava dor de cabeça.
Mídia da Iomega parecida com um disquete grosso, com bem mais capacidade (de 100 a 750 MB). Precisava de um drive Zip próprio para funcionar. Era a solução para guardar arquivos grandes antes do CD gravável.
Doce de leite cremoso vendido em latinha ou tablete, tradicional de Minas Gerais. Comido de colher direto da lata era um pecado delicioso.
O programão de domingo à tarde da Globo com Fausto Silva no comando, cheio de quadros, danças e o famoso 'Olha o gabarito!'. Tinha Vídeo Cassetada, Dança dos Famosos e plateia delirando. Domingo à tarde era sinônimo de Faustão na sala.
Modo como o público se referia carinhosamente ao Domingão comandado por Fausto Silva na Globo. Era sinônimo de tarde de domingo agitada com quadros e música.
Programa dominical do SBT que marcou época com Gugu Liberato no comando, cheio de quadros, pegadinhas e brincadeiras. Foi um dos grandes concorrentes do domingo na TV brasileira.
Programa musical e de festivais que marcou a TV brasileira, palco de grandes momentos da MPB. Foi onde despontaram canções e artistas históricos.
Jogo de peças marcadas com pontinhos em que se encaixa número com número até alguém bater. Tradição em mesa de bar, churrasco de família e tarde de chuva. E sempre tinha quem enfileirasse as pedras em pé só para derrubar tudo no efeito cascata.
Garoto comum que registrava no diário suas aventuras na escola, suas paixões e seu herói imaginário, o Super Bocão. Doug Funnie era apaixonado pela Patti Mayonnaise e andava com o cão Porkchop. Retratava os dilemas da pré-adolescência.
Outro nome conhecido para Caverna do Dragão, sobre os jovens presos num mundo de fantasia tentando voltar para casa. Cada um recebeu uma arma mágica do Mestre dos Magos. Enfrentavam o terrível Vingador.
Animê em que Goku e seus amigos defendem a Terra de inimigos cada vez mais fortes, como Vegeta, Freeza e Cell. As lutas tinham gritos longos, transformações em Super Saiyajin e a icônica Kamehameha. Carregar uma energia podia durar três episódios.
Desenho sobre três amigos chamados Ed que vivem aprontando no bairro para conseguir dinheiro e comprar doces. Cada plano mirabolante terminava em desastre cômico. Tinha um traço e um humor bem peculiares.
O ricaço Tio Patinhas e seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho caçavam tesouros pelo mundo. O vilão sempre tentava roubar a Caixa-Forte cheia de moedas. A música de abertura grudava na cabeça por dias.
Variante do pega-pega em que quem é tocado pode ser 'congelado' (duro) e depois libertado (mole) por um colega. O pegador tenta deixar todos duros ao mesmo tempo.
Disco óptico com muito mais capacidade que o CD (4,7 GB ou mais), que popularizou filmes em casa com qualidade e extras. Substituiu a fita VHS e trouxe menus interativos, cenas deletadas e legendas selecionáveis. Locadoras e coleções de DVD foram febre nos anos 2000.
Versões nacionais e similares do videogame Atari que tornaram os joguinhos acessíveis a mais famílias. Vinham com dezenas de jogos em um cartucho só. Foram a alternativa baratinha pra criançada jogar.
E
Expressão de união, parceria e firmeza entre amigos. Significa 'estamos juntos, pode contar comigo'. Vira saudação, despedida e selo de lealdade.
Saudação informal vinda de 'e aí?', usada para puxar conversa de forma descontraída. Equivalia a um 'oi, tudo bem?'. Continua sendo a abertura padrão de qualquer papo casual.
Serviço de hospedagem gratuita onde se criava o próprio site cheio de GIFs animados. As páginas tinham fundo musical, contador de visitas e o aviso 'em construção'. Foi onde muita gente fez seu primeiro site.
Edredom acolchoado com tecido brilhante de cetim, com estampas chamativas, que escorregava da cama no meio da noite. Era o luxo do quarto do casal.
Interjeição de surpresa, susto ou admiração. Servia para reagir a praticamente qualquer coisa inesperada. Coringa das emoções brasileiras.
Duas crianças seguram um elástico esticado nas pernas enquanto uma terceira executa sequências de pulos e enroscos, subindo a altura a cada acerto. Errar a sequência passava a vez.
Apresentadora que fez sucesso no programa infantil do SBT, cantando e brincando com a criançada. Mais tarde migrou para programas de auditório dominicais, sempre com o sorriso marcante.
Situação complicada, difícil ou ruim. Quando o negócio ficava 'embaçado', era melhor tomar cuidado. Sinônimo descontraído de problemático.
Enrolação, conversa para empurrar o tempo ou enganar alguém. Quem embromava ficava adiando o que tinha de fazer.
A boneca de pano falante e respondona do Sítio do Picapau Amarelo, criada por Monteiro Lobato. Dizia tudo o que pensava sem papas na língua. Virou símbolo da imaginação infantil brasileira.
Tribo urbana dos anos 2000 marcada por franja caída sobre o olho, cabelo preto chapado, roupa escura e acessórios coloridos. Ligada a um estilo de rock sentimental e à expressão das emoções.
Carinhas feitas com pontuação, como :) e :P, usadas antes dos emojis gráficos. Eram a forma de expressar emoção nas conversas de mensageiros e fóruns. Cada um tinha seus favoritos e variações criativas.
Programa de compartilhamento P2P baseado na rede eDonkey, com o simpático mascote de mula. Era usado para baixar arquivos grandes como filmes e jogos, e exigia muita paciência por causa das filas e dos créditos. Quanto mais você compartilhava, mais rápido conseguia baixar.
Ficar preocupado, paranoico ou obcecado com alguma coisa. Quem encanava ficava remoendo o assunto sem parar.
Enciclopédia digital da Microsoft distribuída em CD-ROM. Reunia textos, fotos, vídeos e jogos educativos num só lugar. Foi a fonte de muitos trabalhos escolares antes da internet popular.
Livreto dobrado que vinha dentro da caixinha do CD com letras, fotos e créditos. Acompanhar a música lendo a letra no encarte era um prazer. Caprichar na arte do encarte fazia diferença.
Máquina pesada com escovas giratórias usada para encerar e dar brilho no piso de taco ou paviflex. Puxava de um lado para o outro e exigia força nos braços para controlar.
A madrugada chegava e a emissora encerrava a programação, às vezes tocando o Hino Nacional antes de virar aquela tela de chuvisco. Quem dormia no sofá acordava com o barulho de televisão fora do ar. A TV literalmente dormia e voltava só de manhã.
Enrolar, falar muito sem dizer nada de útil para preencher tempo ou espaço. Muito usado na escola em redações sem conteúdo.
Aquela coleção de livrões pesados que era o Google da época, vendida de porta em porta a prestação. Pesquisa escolar começava e terminava ali, copiando à mão. Ocupava a estante inteira da sala e dava aquele ar de família estudada.
Conjunto de muitos volumes grossos de capa dura, vendido de porta em porta, que reunia todo o conhecimento da época. Ficava enfileirado na estante como troféu de cultura.
Problema, confusão ou situação complicada. Arrumar encrenca era se meter em apuros sem necessidade.
Aguentar calado uma situação desagradável ou uma ofensa. Quem engolia sapo se segurava para não responder.
Aparelho de som com fileiras de controles deslizantes para ajustar grave, médio e agudo, formando um desenho de montanha. Mexer nele deixava o som "do jeito certo".
Faz de conta em que uma criança é a professora e as outras (ou as bonecas) são os alunos. Havia lição no quadro, chamada e até castigo de ficar de joelhos no milho.
Programa de humor da Globo com Chico Anysio no papel do Professor Raimundo, dando aula para uma turma de alunos engraçadíssimos como Seu Boneco, Aldemar Vigário e a Dona Cacilda. Cada chamada da lista virava uma piada.
Versão do esconde-esconde feita à noite, com as luzes apagadas para aumentar o susto. O escuro deixava cada esconderijo mais misterioso e a procura mais emocionante.
Um contava até um número de olhos fechados encostado no 'pique' enquanto todos se escondiam, e depois saía caçando. Quem fosse achado tinha que correr para bater no pique antes do pegador. O melhor esconderijo era aquele que ninguém nunca descobria.
Escova de madeira com cerdas firmes usada para tirar poeira, fiapos e pelos das roupas, principalmente dos ternos e casacos antes de sair.
Brincadeira de ritmo em roda na qual cada um passa um objeto ao colega ao lado no compasso da cantiga 'Escravos de Jó jogavam caxangá'. Quem se atrapalhava no 'tira, deixa, zigue-zigue-zá' saía da roda.
Bronca severa, humilhação ou tratamento grosseiro. Levar um esculacho era ser repreendido de forma dura e pública.
Bagunçar, estragar, criticar duramente ou zoar alguém sem dó. Quem esculhamba detona com palavras ou faz a maior desordem. Palavra forte e cheia de personalidade.
Esmalte de tons escuros usado por garotos e garotas ligados ao rock, ao emo e ao visual alternativo. Era sinal de atitude e quebra das regras.
Os shows especiais que a Globo exibia nas festas, com grandes cantores como Roberto Carlos e produções caprichadas. Eram tradição garantida das noites de fim de ano.
Show anual de fim de ano de Roberto Carlos na Globo, virou tradição das festas para milhões de brasileiros. O Rei cantava seus sucessos num cenário grandioso e emocionava o país.
Espiral verde que se acendia na ponta e queimava lentamente soltando fumaça para espantar os mosquitos. Apoiada num suportezinho de metal, ficava aceso a noite toda.
Utensílio de metal em forma de prensa, no qual você colocava a batata cozida e apertava as alças para fazer purê. Exigia força no braço e às vezes a batata espirrava para fora.
Nome completo do seriado Changeman, fenômeno entre as crianças brasileiras dos anos 80 e 90. A turma de heróis defendia a Terra das forças alienígenas de Gozma. Misturava ação, robôs e transformações.
Régua triangular usada nas aulas de desenho geométrico e matemática para traçar ângulos retos. Vinha no par clássico de 45 e 60 graus. Vivia perdido no fundo da mochila, lembrado só no dia da prova de geometria.
Combinação, plano ou jeito de fazer algo. Montar um esquema era organizar uma situação para que tudo desse certo.
Ficar preocupado ou estressado com algo. O conselho mais comum era justamente não esquentar a cabeça à toa.
Estar em alta, em ótima fase ou no auge do sucesso. Tanto valia para pessoas quanto para modas e músicas do momento.
Caixa que ficava embaixo da mesa do computador para proteger o aparelho contra picos e quedas de energia. Tinha luzinhas e fazia um zumbido baixinho ligado o tempo todo.
Caixa colocada entre a tomada e o PC para proteger contra variações de energia. Tinha um interruptor que dava um clique firme ao ligar. Era considerado item indispensável de quem cuidava do computador.
Grande estante de madeira que tomava uma parede inteira da sala, com nichos para a TV, o som, livros, enfeites e o bar. Era o móvel principal e o cartão de visitas da casa.
Ter vontade de fazer algo ou sentir interesse romântico por alguém. Estar a fim de alguém era gostar dessa pessoa.
Estar muito animado, cheio de energia e disposição. Comparação com o brinquedo de corda que funcionava a todo vapor.
Estar muito feliz, distraído ou apaixonado. Quem estava nas nuvens vivia no mundo da lua de tão contente.
Não estar a par dos assuntos, estar desinformado ou ultrapassado. O contrário de estar antenado com as novidades.
As crianças dançam ou se mexem livremente até alguém gritar 'estátua!'. Nesse instante todos congelam na posição em que estão, e quem se mexer primeiro perde.
Continuar a diversão em outro lugar depois que o programa principal acaba. Era o famoso pós-festa para quem ainda queria curtir.
Arminha artesanal feita com uma forquilha de madeira e tiras de elástico que lançavam pequenas pedras. Também chamado de bodoque ou baladeira, era brinquedo de menino aventureiro, usado para acertar latas e alvos. Os pais sempre alertavam para não mirar em ninguém.
Forquilha de madeira ou metal com elástico, levada escondida pelas crianças para atirar pedrinhas. Item proibido que rendia confisco certo na escola. Mais lenda de quintal do que arma de verdade.
Estojos escolares de vários andares e compartimentos que eram pura febre. Quanto mais segredinhos e botõezinhos, mais inveja despertava. Carregar o estojo recheado era status na sala.
Conjunto de canetas hidrográficas de ponta fina em várias cores, muito popular nas escolas. As cores vibrantes deixavam o caderno colorido e organizado. A ponta amassava se apertada demais no papel.
Estojo cilíndrico de plástico ou metal, comprido como um canudo, com tampa que rosqueava ou encaixava. Cabiam poucos lápis e qualquer chacoalhada fazia um barulho de maracá. Simples, resistente e indestrutível.
Conjunto de material escolar vendido em caixa, com lápis, borracha, apontador e régua combinando. Era o presente clássico de início de ano letivo. Vinha com itens que nunca eram usados, só para encher a caixa.
Lata reutilizada, muitas vezes de biscoito ou bombom, que virava estojo de lápis. Cada chacoalhada fazia um estardalhaço metálico na sala. Solução caseira, criativa e praticamente indestrutível.
Kit com truques de mágica, baralho marcado, varinha e moedas para a criança virar mágico. Vinha com manual ensinando os passos de cada ilusão. Render aplausos na sala era o objetivo final.
Estojo de tecido que desdobrava em vários andares, cada um com seu zíper, prometendo organização total. Tinha espaço para lápis, canetas, régua e até calculadora, mas acabava virando um amontoado caótico. Quanto mais andares, maior o orgulho do dono.
Maior fabricante de brinquedos do Brasil, responsável por bonecas, jogos e clássicos como o Genius e o Autorama. A marca esteve presente em praticamente toda lista de Natal. Sinônimo de brinquedo de qualidade por gerações.
Etiquetas adesivas com nome, série e turma para colar nos cadernos e livros. A mãe preenchia uma a uma no início do ano. Garantiam (na teoria) que o material perdido voltaria ao dono.
Placa de espuma colorida usada em trabalhos manuais, cartazes e lembrancinhas. Cortar, colar e montar bichinhos de EVA era atividade certa nas aulas de artes. Sobrava sempre uma montanha de retalhos coloridos.
F
Rede social criada em 2004 que se tornou a maior do mundo. No Brasil, demorou a emplacar por causa do Orkut, mas acabou dominando por volta de 2011 e 2012. Trouxe o feed de notícias, as curtidas e os jogos sociais para a vida de todos.
Expressão de espanto, descrença ou indignação. Podia significar tanto surpresa quanto irritação, dependendo do tom. Eternizada por personagens de novela da época.
Boneco de ação aventureiro da Estrela, versão brasileira do G.I. Joe, com cabelo, barba e roupas que podiam ser trocadas. Tinha acessórios como botes, paraquedas e equipamentos de combate. Foi o boneco que ensinou meninos a brincar de boneco sem vergonha.
Refrigerantes de frutas coloridos que alegravam as festas de criança. A Fanta laranja, a Sukita e a uva Grapette pintavam a língua. Combinação certa com salgadinho e bolo.
Revista eletrônica dominical da Globo, misturando reportagens, quadros, música e entretenimento. O 'show da vida' fechava o domingo de muita família brasileira.
Farmácia que preparava medicamentos e fórmulas sob medida, conforme a receita. Tinha o balconista de jaleco e o cheiro característico de remédio. Muitas também vendiam o tradicional xarope caseiro.
Jogo social de fazenda que virou febre no Facebook por volta de 2009. Você plantava, colhia e cuidava de animais, enchendo o feed dos amigos com pedidos de ajuda. Foi um dos maiores fenômenos dos jogos casuais da época.
Conjunto de animais de plástico em miniatura como vacas, cavalos, porcos e galinhas, acompanhados de cercas e celeiro. As crianças montavam uma fazenda no tapete e imitavam os sons dos bichos. Vinha em saquinhos ou baldes cheios.
Abreviação de 'fim de semana', muito usada para combinar programas. Economizava letras e já avisava que o assunto era diversão. Continua viva nos grupos de mensagem.
Mercado de rua montado uma vez por semana com barracas de frutas, verduras, peixes e pastel. O feirante gritando as ofertas dava o tom da manhã. Era passeio e compra ao mesmo tempo.
Kit com martelo, chave de fenda e furadeira de plástico para imitar o trabalho de marceneiro ou mecânico. Algumas furadeiras faziam barulho e vibravam. As crianças 'consertavam' tudo pela casa.
Ferro de passar roupa de metal maciço que era aquecido com brasas de carvão colocadas dentro dele. Pesado e difícil de controlar a temperatura, foi sendo substituído pelo ferro elétrico.
Ferro de passar pesado, sem desligamento automático nem vapor, que esquentava muito e podia chamuscar a roupa se você descuidasse. Era comum borrifar água na roupa com a mão para ajudar a passar.
Conjunto de trenzinho elétrico da Estrela, com trilhos, vagões, estações e cenários para montar uma ferrovia completa. Armar todo o circuito era um projeto de tarde inteira. O comercial na TV fazia toda criança querer um.
Arraial montado em escolas, igrejas e clubes em junho, com quadrilha, fogueira e comidas típicas. As bandeirinhas e o forró davam o tom da noite. Era encontro garantido de toda a vizinhança.
Festivais de música exibidos na TV que reuniam compositores e intérpretes disputando com canções inéditas. Foram momentos marcantes da história da música popular brasileira.
Expressão para acalmar alguém, equivalente a 'relaxa' ou 'fique tranquilo'. Era o pedido de calma em momentos de tensão. Atravessou as décadas sem envelhecer.
Ter um envolvimento amoroso casual com alguém, sem compromisso de namoro. Era o estágio anterior e mais leve do relacionamento. Definiu toda uma geração de paixões adolescentes.
'Ficar' é o lance sem compromisso, aquele beijo ou romance passageiro. O 'ficante' é a pessoa com quem se fica sem namorar de verdade. Revolucionou a vida amorosa da juventude.
Estar completamente sem dinheiro, na pior situação financeira. Expressão para quando a grana acabava de vez.
Aquela ficha de metal com um corte no meio que você enfiava no orelhão para fazer ligação. Andar com fichas no bolso era questão de sobrevivência social. Quando a ligação caía, lá se ia mais uma fichinha pelo ralo.
Pasta de capa dura com argolas de metal para encaixar folhas avulsas e divisórias. Permitia organizar todas as matérias em um só lugar, na teoria. As argolas desalinhavam e rasgavam as folhas na prática.
Expressão para aquela figurinha repetida que todo mundo já tinha aos montes e ninguém queria nas trocas. Virou gíria para a pessoa que aparece em todo lugar e em todo evento. No álbum, era a pilha de repetidas que enchia a mochila à toa.
Pequenas estampas autocolantes que se colavam em álbuns temáticos, especialmente os da Copa do Mundo. A caçada pela figurinha que faltava virava obsessão e gerava trocas na escola. Completar o álbum era conquista de campeão.
Conseguir algo de graça às custas dos outros, especialmente comida ou cigarro. Quem filava vivia pedindo emprestado sem devolver.
Filmadora grande que se apoiava no ombro e gravava direto em fitas VHS. Era pesada e tinha um visor minúsculo. Registrava festas e viagens da família em filmes tremidos.
Filtro de água feito de cerâmica, com uma vela de porcelana dentro que limpava a água gota a gota e a deixava fresquinha. Ficava num cantinho da cozinha pingando o tempo todo.
Pergunta e resposta ao mesmo tempo, querendo dizer 'tudo certo, tudo bem'. Cumprimento clássico da quebrada. Também confirma que está tudo combinado.
Situação, história ou esquema. 'Qual é a fita?' perguntava o que estava acontecendo. Coringa para se referir a qualquer assunto.
Fita transparente adesiva usada para colar, consertar e remendar quase tudo. Achar a ponta do rolo era um desafio diário e quase sempre acabava em frustração. Remendava livro rasgado e barra de calça em emergências.
Formato de fita de vídeo da Sony, rival do VHS, com qualidade considerada melhor. Acabou perdendo a guerra dos formatos para o VHS. Virou exemplo clássico de tecnologia superior que não venceu.
Pequeno cartucho de plástico com fita magnética para gravar e ouvir música. Dava para gravar as músicas direto do rádio e montar coletâneas. A fita às vezes saía do carretel e enroscava no aparelho.
Versão moderna do corretivo, que aplicava uma fita branca seca por cima do erro. Mais limpa e rápida que o líquido, mas a fita rasgava no meio com frequência. Acabava antes do esperado e era cara.
Fita de papel bege que colava sem brilho e podia ser escrita por cima. Servia para etiquetar potes, fixar cartazes na parede e identificar cadernos. Rasgava reto na mão sem precisar de tesoura.
Faixa larga de tecido amarrada na cabeça, muito usada nas aulas de aeróbica e ginástica. Tornou-se símbolo da era fitness dos anos 80.
A fita cassete onde você gravava músicas do rádio e montava aquela coletânea perfeita pro crush. Quando a fita enroscava, era enrolar com o dedo ou com a ponta de uma caneta Bic. Cada lado tinha umas seis músicas e você decorava a ordem de cor.
No camelô do centro dava pra comprar a fita ou o CD pirata do filme que ainda estava no cinema. A qualidade às vezes era duvidosa, com sombra de cabeça passando na tela. Mas era barato e todo mundo fazia vista grossa.
Aquela caixa retangular preta onde cabiam filmes e gravações da família. Cada fita tinha um rótulo escrito à mão, às vezes com três filmes gravados por cima um do outro. Alugar uma na locadora no sábado à noite era programa de família garantido.
Fitas de vídeo e o aparelho videocassete que reinaram antes do DVD. Alugar filme na locadora e rebobinar a fita eram rituais. O 'aperte rewind antes de devolver' era lei.
Flauta de plástico usada nas aulas de música, terror dos ouvidos de professores e pais. Todo mundo aprendia 'Asa Branca' e 'Parabéns a Você' nela. Ficava engordurada e mal lavada no fundo da mochila.
Apresentador polêmico famoso por quebrar discos no ar quando não gostava de uma música. Seu programa de auditório e o julgamento de calouros marcaram a TV das décadas de 70 e 80.
Site de hospedagem e compartilhamento de fotos, queridinho de fotógrafos e entusiastas. Tinha organização por álbuns, tags e uma comunidade ativa de troca de elogios. Foi um dos pioneiros das redes voltadas a imagens.
Casa cheia de máquinas enormes e barulhentas onde você trocava dinheiro por fichas para jogar Street Fighter, Mortal Kombat e Metal Slug. O cheiro era de cigarro e adrenalina, e sempre tinha aquele moleque imbatível no controle. Empilhar fichas na máquina era a forma de marcar 'eu sou o próximo'.
Disquete preparado para inicializar o computador quando o sistema não subia sozinho. Era o disquete salvador em emergências de manutenção. Guardar um disco de boot era providência de quem entendia do assunto.
Leitor de disquetes ligado pela porta USB, usado quando os PCs pararam de trazer o drive interno. Servia para resgatar arquivos antigos guardados em disquetes. Era a ponte entre a era do disquete e a do pen drive.
Arranjos de flores artificiais de plástico colocados em vasos pela casa, que nunca murchavam mas acumulavam poeira. Davam um colorido na sala sem precisar de cuidado.
Abreviação de 'falou', usada como despedida descontraída no fim das conversas. Significava 'até mais' ou 'a gente se fala'. Combinava perfeitamente com o 'vlw' formando a dupla clássica do encerramento.
Animê baseado no universo de Dragon Quest sobre o jovem Fly, criado por monstros, que se torna herói para derrotar o Rei do Mal. Tinha aventura, magia e muitas batalhas. Conquistou os fãs de RPG e aventura.
Variante de 'firmeza', usada como cumprimento ou confirmação de que está tudo certo. Bastava um 'fmz?' para perguntar como a pessoa estava. Versão abreviada de uma gíria que já era abreviação.
Personagem de boneco peludo e simpático interpretado por Orival Pessini, que fez sucesso em programas infantis da Globo. Virou febre, com bonecos vendidos para a criançada toda.
Forma carinhosa e estilizada de 'fofo', muito usada nos recados do Orkut e fotologs. Servia para elogiar alguém de modo meigo. Parte essencial do vocabulário miguxês.
Fogão a gás tradicional da cozinha brasileira, com quatro queimadores e um forno embaixo. Acender exigia palito de fósforo e jeito, porque o automático demorou para virar padrão.
Réplica de fogão com panelinhas e utensílios para brincar de cozinhar. As crianças preparavam 'comidinhas' imaginárias para a família. Era item central das brincadeiras de casinha.
Pessoa abusada, que se aproveita dos outros e tira vantagem. O folgado não tinha noção dos limites e fazia o que queria.
Folha avulsa pautada com furos na lateral, feita para o fichário. Vendida em blocos de várias cores pastel. Os furinhos rasgavam ao primeiro puxão e a folha vivia caindo do fichário.
Um jogador pensa numa palavra e desenha tracinhos para cada letra. O outro vai chutando letras, e a cada erro completa-se o bonequinho na forca até acertar a palavra ou perder.
Forma de metal com divisórias e uma alavanca que você levantava para soltar os cubos de gelo de uma vez. Saía com aquele estalo e os cubos grudavam nos dedos congelados.
Plataforma em que as pessoas faziam perguntas, muitas vezes anônimas, e você respondia publicamente. Foi febre por volta de 2010 e gerava curiosidade e fofoca. Era a moda das perguntas anônimas antes de outros apps do tipo.
Brinquedo que assava bolinhos de verdade usando o calor de uma lâmpada, imitando uma confeitaria. As crianças preparavam massinhas comestíveis e esperavam assar. Rendia guloseimas pequenas e muita diversão.
Plástico adesivo transparente usado para forrar capas de cadernos e livros e protegê-los. Aplicar sem fazer bolhas de ar era uma arte que poucos dominavam. A mãe sempre fazia melhor do que a criança.
Festança animada e barulhenta, baile popular cheio de gente. Também podia significar confusão ou bagunça generalizada.
Conjunto de bonecos de plástico em miniatura representando cowboys e índios, com cavalos, cercas e o forte de madeira. Era reproduzir os filmes de faroeste no chão do quarto. Vinha em caixa com dezenas de peças pequeninas.
Forte de brinquedo da Estrela com soldados, índios e cavalos para batalhas no tapete. Montar o cenário do velho oeste era pura imaginação. Clássico dos meninos dos anos 80.
Sites de discussão organizados em tópicos, onde comunidades de fãs trocavam ideias sobre qualquer assunto. Tinham avatares, assinaturas personalizadas e sistema de reputação. Foram o coração das comunidades online antes das redes sociais dominarem.
Foto de perfil tirada bem de pertinho e de cima, ângulo que dominava o Orkut e o fotolog. Era o jeito de parecer mais bonito antes das selfies existirem. Quase todo mundo tinha uma.
Espécie de blog feito de fotos, onde você postava uma imagem por dia e a galera deixava comentários. Foi enorme nos anos 2000, especialmente nas tribos emo e patricinha/mauricinho. As fotos eram bem produzidas, muitas vezes tiradas de cima ('foto 3x4 de anjo') e com legenda dramática.
Aplicativo em que você fazia check-in nos lugares que visitava e ganhava medalhas e títulos. O grande prêmio era virar 'prefeito' de um lugar visitando-o com frequência. Foi febre no início dos anos 2010 entre os antenados.
O canarinho amarelo Piu-Piu vivia escapando das garras do gato Frajola, que nunca conseguia almoçá-lo. A vovó e o buldogue costumavam atrapalhar os planos do gato. 'Eu acho que vi um gatinho!' era a deixa do passarinho.
Franja volumosa erguida com laquê formando uma onda alta na testa. Era marca das mulheres antenadas dos anos 80 e dava trabalho para montar.
Caixa ou cesta com tampa onde se guardavam linhas, agulhas, botões, dedal e tesourinha. Muita gente reaproveitava lata de biscoito para isso, criando a clássica armadilha doce.
Jogo de praia com duas raquetes de madeira e uma bolinha de borracha, em que a graça é manter a troca de batidas sem deixar cair. Não há ganhador, só a parceria de rebater o máximo possível. O barulho das batidas é a trilha sonora do verão.
Disco de plástico arremessado pelo ar para um amigo pegar, planando em linha reta ou em curva. Era diversão de praia, parque e quintal. O cachorro da família sempre queria participar da brincadeira.
Site que reunia centenas de joguinhos em Flash para jogar direto no navegador. Foi salvação nos computadores da escola e nas tardes de tédio. Tinha jogos de todos os tipos, dos mais bobos aos surpreendentemente viciantes.
Cantiga de roda em que se canta 'fui no Tororó beber água e não achei'. Ao chamar 'morena/o que está no meio', escolhe-se quem entra no centro da roda.
Aparelho que fazia dois furos na folha para encaixar em fichários e pastas. Os furinhos redondos que sobravam eram a melhor parte para jogar nos colegas. Esvaziar o compartimento de confetes era diversão garantida.
Passar à frente de alguém, tomar o lugar ou a vez do outro. Quem furava o olho levava vantagem de forma desleal.
Bichinho eletrônico peludo com olhos grandes que falava, piscava e aprendia palavras com o tempo. Começava falando 'furbês' e ia soltando palavras em português. Ligava sozinho de madrugada e assustava a casa toda.
Notícia exclusiva ou, ao contrário, uma mancada e um erro bobo. O contexto definia se era um furo de reportagem ou uma falha.
Jogo de mesa em que botões representavam jogadores que eram impulsionados com uma palheta para chutar uma bolinha. Cada time tinha suas cores e o goleiro era movido por uma barra. Os campeonatos entre amigos duravam temporadas inteiras.
G
Rede paulista de lojas de eletrodomésticos muito conhecida pelas propagandas chamativas e pelos preços agressivos. Concorria de igual pra igual com as outras gigantes do varejo da época. Acabou absorvida e desaparecendo do mercado.
Gabinete de computador deitado na horizontal, com o monitor apoiado em cima dele. Era o formato clássico antes dos gabinetes em pé (torre). Tinha display de números vermelhos que fingia mostrar a velocidade.
Grupo de amigos, turma ou conjunto de pessoas reunidas. Originalmente ligada às torcidas, espalhou-se para qualquer grupo animado.
Corredor coberto no centro das cidades com lojinhas pequenas e variadas. Reunia chaveiro, lanchonete, sebo e loja de discos num só lugar. Era atalho movimentado entre uma rua e outra.
Recipiente de louça em formato de galinha, com a parte de cima removível, usado para guardar ovos ou como enfeite na mesa e na cozinha. Charmoso e funcional ao mesmo tempo.
Cantiga de roda sobre o pintinho amarelinho que cabe na mão. As crianças cantavam e gesticulavam imitando o piado e o tremor do pintinho de frio.
Videogame portátil da Nintendo com tela verde-acinzentada e jogos em cartucho como Tetris e Pokémon. Funcionava a pilha e podia ser levado para qualquer lugar. A tela sem luz exigia jogar perto da janela.
A frase fatídica em letras garrafais que aparecia quando você perdia todas as vidas e tinha que começar tudo de novo. Vinha acompanhada de uma musiquinha triste que dava raiva. Em jogo difícil sem save, era praticamente um luto coletivo na sala.
Desenho baseado nas tirinhas do gato laranja preguiçoso e comilão que odeia segundas-feiras e ama lasanha. Implicava com o cão Odie e o dono Jon. Humor preguiçoso e delicioso.
Desenho da Disney sobre guerreiros de pedra que viram estátuas de dia e despertam à noite para defender Nova York. O clã liderado por Goliath enfrentava conspirações modernas. Tinha clima gótico e roteiros sérios.
Garrafinha de plástico com canudo retrátil e estampa de personagem, para levar suco ou água à escola. O canudo entupia e o bocal ganhava aquele gosto característico de plástico. Vazava na mochila sem aviso.
Garrafa para manter o café quente, com uma bomba em cima que você apertava para o líquido sair pelo bico. Vinha com estampas de flores e ficava na mesa o dia todo.
Mulher bonita, atraente. 'Que gata!' era o elogio padrão pra moça deslumbrante. Também virava forma de chamar a paquera: 'e aí, gata?'.
Pessoa bonita e atraente, usado tanto no masculino quanto no feminino (gata). Virou o elogio físico mais popular da década.
Geladeira antiga com uma maçaneta de metal cromado tipo alavanca que você puxava para abrir. O freezer era um cubículo lá em cima que vivia cheio de gelo grudado e precisava ser descongelado de vez em quando.
Massa viscosa e pegajosa, geralmente verde, vendida em potinhos no formato de lixeira ou caveira. Era nojenta e divertida ao mesmo tempo, escorrendo entre os dedos. Acabava cheia de fiapos e cabelo grudados.
Desenho sobre um adolescente capaz de controlar nanorrobôs em seu corpo e transformar partes dele em máquinas. Trabalhava para uma organização que caçava criaturas mutantes. Cheio de ação e tecnologia.
Brinquedo eletrônico circular da Estrela com quatro botões coloridos que acendiam e tocavam notas numa sequência. Você precisava repetir a sequência na ordem certa, que ia ficando cada vez maior e mais difícil. Testava memória, reflexo e paciência ao mesmo tempo.
Programa da Globo apresentado por Angélica, com crianças respondendo perguntas e dando respostas espontâneas e engraçadas. A sinceridade dos pequenos era a graça do programa.
Quadro e programa que destacava talentos e histórias de superação de pessoas comuns. Era a TV celebrando gente do dia a dia.
Forma de se referir a todo mundo, ao grupo inteiro. 'A geral foi' significava que todos foram. Substituía 'todo o pessoal' de modo rápido.
Sigla do inglês 'good game', dita ao fim de uma partida online para elogiar o jogo. Era sinal de boa esportividade entre jogadores. Virou padrão nas lan houses.
Os quadrinhos da infância, com a Turma da Mônica liderando o pelotão ao lado de Disney e super-heróis. Custavam pouco, cabiam na mochila e eram trocados na escola feito moeda. Ler gibi escondido na aula era esporte nacional.
Imagens em movimento que repetiam em loop, marca registrada dos sites antigos. Eram usados em assinaturas de fórum, sites pessoais e recados de Orkut. Os de chamas, glitter e bonequinhos dançando eram clássicos.
Imagenzinha animada de um trabalhador ou placa avisando que a página ainda estava sendo feita. Enfeitava praticamente todo site pessoal da época. Virou símbolo eterno da web antiga.
Bastões de cera colorida usados para pintar nos primeiros anos escolares. Quebravam ao menor aperto e derretiam se ficassem perto do sol ou do radiador. O cheiro característico marcou a infância de gerações.
Programa de reportagens da Globo, conhecido pelas matérias sobre natureza, ciência, saúde e curiosidades. A narração caprichada e os mistérios da Amazônia eram marca registrada.
Mapa-múndi em formato de bola que girava sobre um suporte, usado para estudar geografia e decorar a escrivaninha. Alguns acendiam por dentro como abajur.
Serviço de e-mail do Google lançado em 2004 com uma então impensável caixa de entrada de 1 GB. No começo era por convite, o que tornava cada convite um item cobiçado. Revolucionou o e-mail com busca eficiente e organização por conversas.
Doce firme de goiaba cortado em fatias grossas, ótimo com queijo no famoso Romeu e Julieta. Vinha em caixinha de madeira ou lata.
Chiclete sem açúcar em tablete da Adams, vendido em embalagem alongada. Marcou por ser a goma de mascar dos comerciais modernos.
Buscador lançado em 1998 que revolucionou a internet com resultados muito mais precisos que os concorrentes. Sua página limpa e a velocidade fizeram dele o site mais usado do mundo. O verbo 'googlar' entrou para o vocabulário cotidiano.
Navegador portátil que mostrava o mapa e indicava o caminho por voz no carro. Era preso no para-brisa por uma ventosa. Acabou com a era de imprimir o caminho ou perguntar na rua.
Marca brasileira de aparelhos de som, rádios e TVs, símbolo de qualidade em áudio nos anos 80. Ter um system Gradiente na sala era o sonho dos amantes de música. As caixas de som potentes faziam a alegria das festas.
Tubinho com minas finas de grafite para recarregar a lapiseira. A caixinha quebrava todas as minas ao mesmo tempo se caísse no chão. Era impossível encaixar uma mina nova sem perder duas no processo.
Aparelho de metal que prendia folhas com grampos metálicos. Vivia sem grampo justamente na hora de entregar o trabalho. Grampear o dedo sem querer era acidente clássico de escritório e de escola.
Pequena peça de arame dobrado para prender folhas sem perfurá-las. Acabava virando antena improvisada, ferramenta para apertar botões ou brinco de mentira. Vivia espalhado no fundo de gavetas para sempre.
Dinheiro. Uma das gírias mais duradouras, usada para falar de qualquer quantia em qualquer situação.
Jogo online gratuito de ação e plataforma com personagens carismáticos e combates em fases. Foi muito popular no Brasil entre os jogadores mais jovens. Tinha um estilo de desenho fofo e batalhas dinâmicas.
Drive capaz de gravar dados e músicas em CDs virgens. Gravar exigia não mexer no PC para não 'estourar' a mídia e perder o CD. Fazer coletâneas musicais para os amigos virou febre.
O aparelho que gravava som em fita cassete, perfeito pra registrar recados, aulas ou aquela música favorita do rádio. Apertar play e rec ao mesmo tempo na hora certa era arte. Tinha quem gravasse a própria voz só pra rir do som estranho depois.
Quando ia perder o capítulo, a solução era programar o videocassete pra gravar na fita VHS. Tinha que acertar o horário certinho e torcer pra fita não acabar no meio. Quem não sabia mexer chamava o filho ou o sobrinho pra programar.
Gravata bem estreita, muitas vezes de cores vivas ou de couro, usada pela turma do new wave e do pop. Era o contraponto descolado às gravatas largas tradicionais.
Fabricante de jogos de tabuleiro e quebra-cabeças, dona de clássicos como Detetive, Cara a Cara e War. As tardes em família giravam em torno desses jogos. Sinônimo de diversão de mesa.
Armário grande de madeira com três módulos, gavetas no meio e um espelho na porta central. Pesado e imponente, dominava o quarto do casal.
Confeitos redondos de chocolate embrulhados em papel colorido imitando bola de gude. Comprados a granel em festas e bombonieres.
Animê sobre três meninas levadas a um mundo de fantasia para se tornarem guerreiras mágicas e salvar uma princesa. Pilotavam gênios gigantes e dominavam poderes elementais. Misturava aventura, magia e emoção.
Fabricante de brinquedos conhecida por carrinhos, bonecos e itens licenciados de desenhos. Trazia para o Brasil brinquedos de personagens famosos da TV. Presença constante nas prateleiras das lojas.
Jogo online de tiros por turnos em que você mirava mísseis ajustando ângulo e força contra os adversários. Foi febre nas lan houses brasileiras nos anos 2000. Tinha veículos diferentes, vento que atrapalhava a mira e muita risada.
H
Mundo virtual em formato de hotel onde você criava um avatar pixelado, decorava quartos e conversava em salas temáticas. Lançado no Brasil em 2006, virou febre com sua moeda própria e os móveis raros. Era ponto de encontro, paquera e até golpes de troca de mobis.
Bala refrescante que muita criança chupava só pelo sabor, não pela garganta. O gelado de menta ou o sabor cereja eram os favoritos. Passava de mão em mão na sala de aula.
O chinelo mais brasileiro que existe, com seu solado de arroz e a propaganda 'não deformam, não soltam as tiras'. Antes baratinhas e populares, viraram febre fashion nos anos 2000. Presença garantida em todo lar.
Bonecos da linha Masters of the Universe, com músculos exagerados e o herói loiro empunhando sua espada poderosa. Vinham com personagens como Esqueleto, Mer-Man e o castelo de Grayskull. Apertando a cintura, o boneco dava um golpe giratório.
Bonecos musculosos como He-Man, Esqueleto, Comandos em Ação e Tartarugas Ninja que protagonizavam batalhas épicas no quintal. Vinham com armas, espadas e o famoso grito 'Eu tenho a força!'. Cada criança montava sua coleção e improvisava as histórias do desenho.
Faixa larga de tecido ou plástico usada para prender o cabelo bem à frente da cabeça. Foi acessório muito popular entre as meninas nos anos 2000.
Tiro certeiro na cabeça do inimigo nos jogos de tiro, que matava na hora. Era a jogada mais admirada das lan houses. Quem dava headshot ganhava respeito imediato.
Programa de entrevistas e variedades da Hebe Camargo, a 'Rainha da Televisão', exibido por décadas no SBT. Hebe recebia famosos com simpatia, beijinhos e seu jeito glamouroso.
Animê japonês sobre uma menina órfã que vai morar com o avô rabugento nos Alpes suíços e conquista todo mundo com sua alegria. As paisagens das montanhas e a amizade com o pastor Pedro encantaram gerações. Baseado no livro de Johanna Spyri.
Réplica de helicóptero com hélices que giravam, algumas movidas a fricção ou pilha. As crianças simulavam decolagens e resgates pela casa. Os modelos mais avançados até voavam um pouco.
Programa de humor non-sense da MTV Brasil, com esquetes absurdos e personagens cult como o Tola e o Capitão Caverna do programa. Marcou a juventude com seu humor escrachado e politicamente incorreto.
Menino de cabeça oval que mora com os avós numa pensão na cidade grande e ajuda todo mundo a resolver problemas. A colega Helga era apaixonada por ele em segredo, mas o tratava mal. Retratava a vida urbana com muita ternura.
Rede social internacional que teve sua fatia de popularidade nos anos 2000. Permitia perfil, fotos, recados e até alguns jogos sociais. Competia com Orkut e MySpace pela atenção dos jovens.
O jovem Peter Parker ganha poderes de aranha após uma picada e vira o herói amigão da vizinhança em Nova York. Solta teias, escala paredes e enfrenta vilões como o Duende Verde e o Doutor Octopus. A série animada dos anos 90 fez muito sucesso na TV.
Miniaturas de carros de metal em escala pequena, famosas pela velocidade nas pistas laranja com loopings. Vinham em modelos esportivos, de corrida e fantasia. Colecionar e disputar corridas com os amigos era irresistível.
Serviço de e-mail gratuito comprado pela Microsoft em 1997 que virou sinônimo de correio eletrônico para muita gente. Era usado para criar conta no MSN, mandar correntes e receber aquelas apresentações de PowerPoint com mensagens de reflexão. Os endereços criativos da adolescência viraram piada anos depois.
O cientista Bruce Banner se transforma no gigante verde Hulk quando fica com raiva, ganhando força descomunal. Quanto mais bravo, mais forte fica. Símbolo da fúria incontrolável dentro de cada um.
I
Um dos primeiros mensageiros instantâneos populares, lançado em 1996, identificado por um número (o UIN) em vez de e-mail. Famoso pelo som 'Uh-oh!' quando chegava mensagem e pela florzinha verde de status. Foi o antecessor do MSN no coração dos internautas.
Portal e provedor de internet lançado em 2000 que ficou conhecido por oferecer acesso discado gratuito, algo revolucionário na época. Tinha notícias, e-mail e diversos canais de conteúdo. Foi um dos grandes nomes da internet brasileira no início da década.
Jogo em grupo em que um jogador desenhava ou fazia mímica para a equipe adivinhar a palavra, contra o relógio. Misturava criatividade, pressa e muita risada. Os desenhos saíam tão ruins que ninguém acertava.
Impressora doméstica que borrifava tinta no papel, popularizando a impressão colorida em casa. Os cartuchos secavam ou acabavam sempre na hora errada. Imprimir foto exigia papel especial e muita paciência.
Impressora que formava as letras batendo agulhas numa fita de tinta. Era barulhenta e usava papel contínuo com as bordinhas serrilhadas. O som dela imprimindo era inconfundível.
Tecnologias para trocar arquivos entre aparelhos sem cabo. O infravermelho exigia apontar um aparelho bem em frente ao outro e não mover, enquanto o Bluetooth chegou depois com mais alcance e praticidade. Foi assim que a galera trocava toques polifônicos, fotos e jogos no celular.
Bomba de metal com um pistão que você empurrava para borrifar inseticida líquido pela casa. Versão antiga e manual dos sprays aerossóis que vieram depois.
Detetive desastrado cujo corpo era cheio de aparelhos secretos acionados pelo comando 'Vai, Bugiganga!'. Quem resolvia os casos de verdade eram sua sobrinha Penny e o cão Brain. Caçava o vilão Garra, que só aparecia acariciando um gato.
Aplicativo de fotos lançado em 2010 famoso por seus filtros e pelo formato quadrado das imagens. Transformou a forma de registrar e compartilhar o cotidiano. No início, era todo sobre filtros exagerados em fotos de comida e do pôr do sol.
Forma de acesso à internet pela linha telefônica, lenta e cobrada por pulsos ou por minuto. Baixar uma música em MP3 podia levar quase uma hora e uma imagem carregava de cima pra baixo na tela. Muita gente só navegava de madrugada por causa da tarifa mais barata.
Navegador da Microsoft que vinha junto com o Windows e por isso dominou a internet por anos. Era o famoso 'e' azul que praticamente todo mundo usava para acessar a web. Com o tempo ganhou fama de lento e cheio de falhas, perdendo espaço para Firefox e Chrome.
Jeito abreviado e estilizado de escrever na internet, com 'vc', 'kd', 'aki' e letras trocadas. Era marca registrada das conversas de MSN e dos recados de Orkut. Para os mais novos, era moderno; para os professores, um pesadelo.
Animê sobre uma estudante que cai num poço e volta ao Japão antigo, onde conhece o meio-demônio Inuyasha. Juntos buscam os fragmentos da Joia de Quatro Almas. Misturava romance, ação e fantasia.
Status do MSN em que a pessoa aparecia offline para os outros, mas continuava conectada e vendo tudo. Era a tática suprema para espiar o crush sem dar bandeira. Causou inúmeros mal-entendidos amorosos.
O Yakult, com seu frasquinho pequenino de leite fermentado, era tradição na merenda. Tomar de uma vez só ou dar uns goles era um ritual. Presença certa na geladeira das casas.
Marca de iogurtes presente na geladeira das famílias, dos potinhos aos de beber. O sabor morango era o queridinho da garotada. Sobremesa e lanche garantidos.
Brinquedo de dois discos ligados por um eixo onde se enrolava um barbante, que descia e subia na palma da mão. Quem dominava fazia o 'passear o cachorrinho' e o 'pular a cerca'. Teve o boom dos ioiôs profissionais coloridos que todo mundo queria ter.
Tocador de música portátil da Apple lançado em 2001, famoso pela roda clicável (click wheel) e pela promessa de '1000 músicas no bolso'. Virou objeto de desejo com seus fones brancos icônicos. Funcionava em parceria com o iTunes para organizar a biblioteca.
Algo demais, sensacional, radical. Veio do universo do rock e do skate pra dizer que uma coisa é muito boa. Não tem nada a ver com raiva nesse uso.
Isqueiro grande e decorativo que ficava parado em cima da mesa de centro da sala. Funcionava à pedra e gasolina e às vezes vinha junto com a cigarreira de metal.
J
Casaco de jeans, muitas vezes desbotado, decorado com tachas metálicas, bottons e patches de bandas. Era a armadura dos roqueiros e da turma que curtia heavy metal.
Embora seja seriado japonês (tokusatsu), virou ícone das tardes brasileiras ao lado dos desenhos. O herói Jaspion combatia monstros gigantes com o robô Daileon. 'Daileon, eu vou!' era a deixa do combate.
Menino gênio que vive criando invenções malucas, ajudado pelo cão-robô Goddard. Suas experiências costumavam causar caos na cidade de Retroville. Misturava ciência, comédia e aventura.
Aquela musiquinha de propaganda que grudava na cabeça e não saía nunca mais. Vendia desde sabão em pó até loja de móveis, e todo mundo sabia cantar de cor sem nem querer. O bom jingle vendia o produto só na força do refrão.
Talk show de Jô Soares no SBT que inaugurou o formato de entrevista noturna no Brasil, antes de o apresentador migrar para a Globo. Era a sofisticação do bate-papo nas madrugadas.
Boneco inflável ou de base arredondada e pesada que, ao ser empurrado, balança e volta sempre à posição em pé. A graça era socá-lo e vê-lo teimosamente se levantar.
Joguinho clássico dos celulares Nokia em que uma cobra crescia ao comer pontinhos. O desafio era não bater nas paredes nem em si mesma. Foi o passatempo número um nas filas e ônibus.
Sentados em roda, gira-se uma garrafa no chão e ela aponta para alguém ao parar. Conforme o combinado, a pessoa apontada cumpre uma prenda, responde uma pergunta ou dá um selinho.
Conjunto de cartas com pares de figuras iguais, viradas para baixo, em que se tentava encontrar os pares pela memória. Cada jogador virava duas cartas por vez tentando lembrar onde estavam as figuras. Simples, educativo e disputado.
Num quadro de nove casas, dois jogadores marcam alternadamente X e O tentando alinhar três símbolos. Ganha quem fecha uma linha, coluna ou diagonal antes do adversário.
Tabuleiro da Estrela que simulava a vida adulta: faculdade, profissão, casamento, filhos e aposentadoria. Os jogadores andavam em carrinhos de plástico que enchiam de pininhos azuis e rosa representando a família. Ganhava quem chegasse ao fim com mais dinheiro.
Mantas e capas de tecido jogadas sobre o encosto e os braços do sofá para proteger o estofado do desgaste e da gordura do cabelo. Vinham em cores e estampas que tentavam combinar com a sala.
Portal brasileiro de joguinhos online em Flash, concorrente dos outros sites do tipo. Reunia jogos variados que rodavam direto no navegador, sem precisar instalar. Fez parte do cotidiano de quem matava o tempo com joguinhos online.
Galã metido e burrão de topete loiro, óculos escuros e camiseta preta que se achava irresistível. Vivia dando em cima das mulheres e levando foras retumbantes. Suas poses e a frase 'Uau, mamãe!' eram inesquecíveis.
Linha de produtos para bebês famosa pelo xampu que não ardia os olhos e pelo cheiro inconfundível. O talco e o sabonete eram presença em todo enxoval. Cheiro que remete na hora à infância.
Algo ótimo ou alguém legal, gente boa. Usada também como resposta para dizer que estava tudo bem.
Aquele caderno do jornal cheio de anúncios miudinhos onde se comprava carro, alugava casa e arrumava emprego. Você circulava com caneta as oportunidades e ligava do orelhão na mesma hora. Era o OLX e o LinkedIn de papel, tudo numa folha só.
O jornal de papel que chegava de manhã cedinho, com notícias, classificados e a tinta que sujava os dedos. O pai lia no café da manhã e depois o caderno virava forro de chão pra pintura. Procurar emprego ou casa era folhear os classificados página por página.
Principal telejornal da Globo, no ar desde 1969, que acompanhou os grandes fatos da história do Brasil. A vinheta e a bancada viraram símbolo da hora de saber das notícias.
O controle do videogame, com a alavanca e os botõezinhos que ficavam suados na hora da emoção. O modelo do Atari tinha um único botão laranja e a alavanca preta inesquecível. Quando perdia a fase difícil, era ele que voava do outro lado da sala.
Controle conectado pela porta de jogos (game port) para jogos de PC, especialmente simuladores de voo. Precisava ser calibrado dentro do jogo para funcionar direito. Era enorme e dominava a mesa.
Bala de goma firme e brilhante, geralmente em formato oval e cores variadas. Símbolo de festa infantil, ficava espalhada em potes na mesa.
K
Carrinho de criança movido a pedal, feito de metal ou plástico resistente, em que se andava pela calçada e pelo quintal a todo vapor. Era objeto de inveja na rua inteira e símbolo de status na garagem. Quem tinha emprestava por minutos cronometrados.
Programa de troca de arquivos P2P muito popular no início dos anos 2000, sucessor espiritual do Napster. Servia para baixar músicas, filmes e programas, mas era um ninho de vírus e arquivos falsos. Você baixava uma música e às vezes vinha outra coisa totalmente diferente.
Programas de compartilhamento de arquivos (P2P) usados depois do Napster. Baixava-se música, filme e programa, muitas vezes com arquivos falsos no meio. A barra de download travada em 99% era um suplício.
Forma abreviada e censurada de um palavrão, escrita para escapar dos filtros e dos pais. Era o jeito de xingar sem escrever por extenso. Internetês criativo da época.
Calçado híbrido entre tênis e chuteira, queridinho das peladas de rua e do futebol de várzea. Servia pra tudo: jogar bola, ir à escola e correr da bronca. Ícone da molecada brasileira.
Adolescente que equilibra a vida escolar com missões secretas para salvar o mundo. Ao lado do desastrado Ron e do rato-toupeira Rufus, enfrentava o vilão Dr. Drakken. 'O que foi?' era a frase ao atender o comunicador.
Maleta com estetoscópio, seringa e termômetro de brinquedo para a criança brincar de médico. Os pais e os bichinhos de pelúcia viravam pacientes. Despertava a vontade de cuidar dos outros.
Representação escrita da risada, marca registrada do brasileiro na internet. Quanto mais 'k', mais engraçado era considerado o que a pessoa disse. Virou identidade nacional e até hoje confunde estrangeiros.
Creme dental clássico de embalagem amarela, rival do Colgate por décadas. O hálito puro do Kolynos era promessa das propagandas. Saiu do mercado nos anos 90 em troca de outra marca.
Portal de jogos em Flash e HTML jogáveis no navegador, com sistema de conquistas. Reunia uma comunidade que avaliava e comentava os jogos. Foi referência para quem buscava games independentes online.
Desenho sobre o cachorro do Superman, vindo de Krypton, que vive com um menino na Terra e usa seus superpoderes para ajudar. Voava e tinha visão de calor como o dono. Mistura de heroísmo e fofura para os pequenos.
L
Um menino gênio com sotaque que esconde um laboratório secreto gigante atrás da estante do quarto. Sua maior dor de cabeça era a irmã Dee Dee, que vivia bagunçando suas invenções apertando o botão 'O que faz isto aqui?'. Pura comédia científica.
O fotógrafo de praça com sua câmera de caixote sobre tripé que revelava o retrato ali mesmo, na hora. Você posava sério, esperava uns minutos e saía com a foto na mão. Era a selfie instantânea de antigamente, feita por um artista da esquina.
Pequena lâmpada de querosene improvisada, muitas vezes feita de vidro com um pavio, usada para iluminar quando faltava energia. Soltava fuligem e cheiro forte.
Lampião com reservatório de querosene e uma camisa incandescente protegida por um vidro, que iluminava a casa quando faltava luz ou onde não havia energia elétrica.
Estabelecimento que alugava computadores conectados em rede e à internet por hora. Foi point de uma geração para jogar Counter-Strike, acessar o Orkut, fazer trabalho escolar e baixar músicas. O barulho de teclado e a gritaria de partida faziam parte do ambiente.
Lancheira retangular de lata estampada com desenhos animados e heróis da época. Vinha com uma garrafinha térmica que sempre quebrava por dentro. Amassava com facilidade, mas era praticamente eterna.
Estabelecimento que servia lanches, salgados, sucos e refrigerantes no balcão. O cheiro de coxinha fritando atraía a freguesia da hora do almoço. Muitas tinham banquinhos altos no balcão e cardápio escrito na parede.
Lanterna portátil que dependia de pilhas grandes e vivia com a luz fraca. Companheira de acampamento, apagão e leitura escondida embaixo do cobertor. A pilha acabava sempre na hora mais necessária.
Lápis com uma borrachinha presa por um anel de metal na extremidade. A borracha endurecia, sujava o papel e acabava antes do lápis. Ainda assim era prática para correções rápidas.
Caixa de lápis coloridos que era sonho de consumo na escola, especialmente as versões de 24 ou 36 cores. As cores claras nunca acabavam e as escuras viravam tocos rapidinho. A caixa de metal era o auge do luxo.
Marca de lápis e lápis de cor presente na escola de todo mundo. A caixa de 12 cores era item obrigatório do material escolar. O lápis preto nº 2 escreveu provas de gerações.
O lápis de grafite mais comum da escola, exigido especialmente nas provas de gabarito. Mordê-lo na ponta de borracha era um hábito difícil de largar. Acabava sempre um toco minúsculo impossível de segurar.
Porta-grafite que dispensava o apontador e dava ar de adulto a qualquer estudante. A grafite quebrava sempre na hora da prova e o tubinho de reposição vivia vazio. Cliques repetidos no botão eram um vício coletivo.
Quadro do Caldeirão do Huck que reformava a casa de famílias em situação difícil, entregando o lar transformado. A reação emocionada dos moradores era o ponto alto.
Lata redonda de biscoito amanteigado que, depois de acabar a bolacha, virava costureira, caixa de remédio ou de quinquilharias. Quase nunca tinha biscoito de verdade dentro.
Reforço de que algo é muito legal, batendo na tecla com 'pra caramba'. Era o jeito família de elogiar sem palavrão. Estampava o entusiasmo da meninada.
Calça justíssima e elástica, muitas vezes em cores neon ou estampas chamativas, usada na ginástica e no dia a dia. Virou ícone da era da aeróbica e das aulas de dança.
Blocos de montar coloridos que se encaixavam para construir qualquer coisa que a imaginação permitisse. Vinham em caixas temáticas com instruções, mas a graça era inventar do zero. Pisar descalço numa peça era uma das maiores dores da infância.
Loção desodorante e refrescante de cheiro marcante, usada para limpar e perfumar a pele. O frasco rosa era item de toucador clássico. Passava de mãe pra filha como hábito de beleza.
Leite em pó tradicional, item de confiança nas casas brasileiras. Comer Ninho de colher na lata era guloseima clássica da criançada. Companheiro do café e das receitas.
Panelinha alta e estreita de alumínio, com cabo e bico, usada para ferver o leite. Vivia subindo e transbordando se você desviasse o olhar por um segundo.
Sentados em roda, todos cantam enquanto um corre por fora segurando um lenço. Ele larga o lenço atrás de alguém, que precisa perceber e correr atrás dele antes que ocupe o lugar vago.
Ser rejeitado por alguém que se estava paquerando. O fora era a recusa que deixava o pretendente sem graça.
Blocos de montar nacionais compatíveis com o estilo Lego, mais acessíveis para o bolso brasileiro. Permitiam construir casas, carros e robôs com peças coloridas que se encaixavam. Eram o presente garantido de aniversário.
Reunião dos maiores heróis da DC — Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Caçador de Marte e Ajax — defendendo a Terra de grandes ameaças. As batalhas eram épicas e bem construídas. Trouxe um tom mais sério às animações de heróis.
Continuação animada do filme da Disney com a menina havaiana Lilo e o alienígena azul Stitch, o Experimento 626. Juntos caçavam outros experimentos espalhados pela ilha. Tinha muita confusão e fofura.
Outro famoso programa de compartilhamento de arquivos da era P2P, muito usado para baixar músicas. Tinha interface simples e a mesma fama dos concorrentes de vir cheio de vírus. Foi tirado do ar por processo judicial em 2010.
Programa da Globo que reconstituía crimes reais e pedia a colaboração do público para encontrar foragidos. A trilha tensa e as reconstituições prendiam o telespectador na cadeira.
Dupla formada pelo leão tagarela Lippy e a hiena pessimista Hardy, que vivia repetindo 'Oh, que miséria!'. Andavam metidos em pequenas confusões. Comédia clássica da Hanna-Barbera.
Liquidificador robusto, geralmente branco, com copo grosso de vidro e várias velocidades em botões coloridos. Pesado e barulhento, durava décadas e passava de geração em geração.
Aquele catálogo grosso e amarelo (as Páginas Amarelas) com o telefone de quase todo mundo e de todo comércio da cidade. Achar um número era folhear página por página em ordem alfabética. Quando velha, virava banquinho pra criança alcançar a mesa.
Seção dos sites pessoais onde os visitantes deixavam recados e elogios. Era a forma de interagir com o dono da página antes das redes sociais. Encher o livro de visitas dos amigos era praticamente uma obrigação social.
Loja onde se alugavam fitas VHS (e depois DVDs) para assistir em casa. O ritual de passear entre as prateleiras escolhendo o filme da sexta-feira era quase tão bom quanto o filme em si. Quem entregasse a fita sem rebobinar pagava o pecado em multa.
Estabelecimento que alugava fantasias para o Carnaval, festas a fantasia e peças de teatro. As araras lotadas de roupas coloridas eram um convite à brincadeira. Garantia o look da folia sem precisar comprar.
Estabelecimento dedicado a brinquedos que era o paraíso na Terra para qualquer criança. As vitrines no Natal e no Dia das Crianças paravam o trânsito de narizes grudados no vidro. Sair de lá sem ganhar nada era drama garantido.
Tradicional rede de lojas de departamentos brasileira, símbolo de elegância em São Paulo. Vendia de roupas a eletrodomésticos e tinha vitrines de Natal famosas. Encerrou as atividades no fim dos anos 90.
Estabelecimento que vendia discos de vinil, fitas cassete e depois CDs. Tinha cabines para ouvir antes de comprar e vendedores que sabiam tudo de música. Folhear as capas era um prazer à parte.
Rede de lojas de variedades onde se achava de tudo: brinquedo, chocolate, CD e pilha. Era parada obrigatória nos centros e shoppings. A seção de doces a granel encantava a criançada.
Rede de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos popular nos anos 80 e 90. Famosa pelo crediário e pelas propagandas marcantes na TV. Não resistiu às crises e fechou.
Rede de lojas de variedades com preços populares, comum nos centros das cidades. Vendia desde armarinhos até brinquedos baratos. Foi um dos points de compras acessíveis do brasileiro.
Redes regionais de eletrodomésticos e variedades que faziam parte do varejo popular nas cidades do interior. Disputavam o cliente no grito das propagandas e do crediário. Sumiram conforme as grandes redes se expandiram.
Rede paulista de eletrodomésticos e móveis conhecida pelo crediário próprio e atendimento popular. Espalhou-se pelo interior de São Paulo e regiões vizinhas. Símbolo de compra parcelada sem complicação.
Rede de roupas focada no público feminino, com o famoso bordão 'de mulher pra mulher'. Era onde muita gente comprava lingerie, roupas e o look novo a preço camarada. Marcou as idas ao shopping de várias gerações.
Sigla do inglês 'laughing out loud', equivalente internacional do nosso 'kkk'. Era usada por quem queria parecer mais antenado ou conversava com gringos. Nunca destronou o 'kkk' por aqui, mas marcou presença.
Sensação de moleza, preguiça ou sonolência. Estar de lombra era estar com aquela indisposição gostosa de não querer nada.
Coletânea de clássicos da Warner com Pernalonga, Patolino, Gaguinho, Frajola e Piu-Piu, entre outros. Cada curta era uma aula de comédia maluca terminando com 'Isso é tudo, pessoal!'. Atravessou gerações nas tardes da TV brasileira.
O papagaio gigante e atrapalhado que fazia dupla com Ana Maria Braga, interpretado por Tom Veiga. Suas trapalhadas e o jeito manhoso conquistaram o público das manhãs.
Quadrinho para desenhar com uma caneta sem tinta sobre uma película, apagando ao puxar uma alavanca ou deslizar uma régua. Dava para desenhar e apagar infinitas vezes. Era diversão limpa e sem bagunça.
Jogo de tabuleiro com peões coloridos que davam a volta no percurso conforme o resultado do dado. O objetivo era levar todos os peões à 'casa' antes dos adversários. Cair na casa do adversário o mandava de volta ao início.
Luminária de teto com pingentes de cristal ou vidro que brilhavam quando a luz acendia. Pendurado na sala de jantar, era o luxo da casa — e um pesadelo na hora de limpar peça por peça.
Mechas mais claras feitas no cabelo para dar contraste e ar de sol e praia. Foram febre entre homens e mulheres na virada do milênio.
M
Maçã espetada num palito e mergulhada em calda vermelha de açúcar caramelizado. Brilhante e crocante, era a estrela das festas juninas.
Peça única de calça com alças e peitilho que sobe até o peito, muito popular em jeans. Atravessou décadas, indo do visual hippie ao das crianças e adolescentes nos anos 90.
Variante do 'mestre mandou' em que se obedece só aos comandos iniciados por 'macaco disse'. Quem cumpre uma ordem sem essa frase é eliminado da brincadeira.
Marca-se uma faixa no chão como 'rua' e um pegador fica dentro dela. As crianças precisam atravessar de um lado a outro sem serem tocadas pela mãe da rua.
A menina comilona da Turma da Mônica, capaz de comer quantidades absurdas, em especial melancia. Magrinha apesar do apetite, anda com a gatinha Mingau. É a melhor amiga da Mônica.
Programa matinal da Globo apresentado por Ana Maria Braga, com receitas, dicas, entrevistas e o papagaio Louro José. Virou companhia certa das manhãs brasileiras.
Amido de milho tão tradicional que virou nome genérico do produto. A vitamina de Maizena e o mingau aqueciam as noites frias. Ingrediente certo em bolos, cremes e papinhas.
Pessoa chata, inconveniente e difícil de aguentar. A imagem é a de algo incômodo que ninguém quer carregar.
Novela juvenil da Globo ambientada inicialmente numa academia e depois em colégios, com elenco jovem que renovava a cada temporada. Foi trampolim de muitos atores e febre entre os adolescentes.
Forma de chamar um amigo ou conhecido, sem necessariamente significar louco. Equivalente a cara ou parceiro entre a galera.
O gato malandro líder de uma gangue de gatos de rua de Nova York, sempre bolando golpes para ganhar dinheiro fácil. Driblava o guarda Belola, que tentava acabar com a esperteza do bando. Clássico da Hanna-Barbera.
Xingamento leve pra quem é bobo, trouxa ou desajeitado. Carioca da gema, virou também provocação no futebol. Dependendo do tom, era brincadeira entre amigos ou ofensa de verdade.
Forma de dizer que algo é legal, descolado ou tranquilo. Muito usada no Rio de Janeiro e depois espalhada pelo Brasil todo. Podia descrever desde uma roupa até uma situação relax.
Forma carinhosa e informal de chamar um amigo, derivada de 'irmão'. Ganhou força com a cultura do hip-hop e do skate nos anos 90. Usado tanto no começo quanto no fim das frases para reforçar a fala.
Recipiente de vidro com tampa, geralmente em formato retangular, para guardar a manteiga ou margarina na mesa. Algumas tinham o desenho de uma vaquinha na tampa.
O mesmo que pão-duro, alguém avarento e apertado com dinheiro. Tinha mão fechada na hora de gastar.
Tradicional loja de departamentos paulistana, símbolo de sofisticação e do centro de São Paulo. Tinha de tudo, das geladeiras às roupas finas, e a famosa liquidação do Mappin lotava as ruas. Fechou as portas no fim dos anos 90.
Kits com batom, sombra e esmalte infantis para as meninas brincarem de se maquiar. Tinha cores fortes e cheiro adocicado. Saía tudo borrado, mas a diversão era garantida.
A calculadora de mesa, muitas vezes com aquele rolinho de papel que imprimia as contas, usada no comércio e no escritório. As teclas grandes faziam um barulho satisfatório de tlec-tlec. Era objeto de respeito do tio do mercadinho fechando o caixa.
Máquina de costura montada numa bancada de ferro, acionada por um pedal que você balançava com os pés para girar a roda. Não usava eletricidade e durava a vida toda; muitas viravam herança de família.
O aparelho mecânico que imprimia letra por letra no papel a cada tecla que você socava com força. Errou? Ou usava o corretivo branco ou começava tudo de novo. O barulho do carro voltando no fim da linha (tlim!) é inesquecível pra quem viveu.
Câmeras de filme da Kodak que registraram as memórias antes da era digital. Esperar revelar o filme pra ver as fotos era pura ansiedade. O rolinho de 36 poses era precioso.
Apresentadora infantil que estourou no SBT com seu jeito espevitado e suas músicas. Era figura constante na rotina das crianças dos anos 80 e 90.
Tira de papel, plástico ou metal para marcar onde se parou de ler. Vinha de brinde em livros e revistas ou era feito à mão na escola. Acabava sempre esquecido dentro do livro devolvido para a biblioteca.
Cantiga de roda em que as crianças marcham ou giram cantando 'Marcha soldado, cabeça de papel'. Costumava acompanhar fileiras e brincadeiras de imitar um pelotão.
Animê comovente sobre um menino italiano que cruza o oceano sozinho em busca da mãe, que foi trabalhar na Argentina. A jornada era cheia de dificuldades e de muita saudade. Fazia a criançada chorar de emoção.
Margarinas tradicionais que passavam no pãozinho do café da manhã. O potinho vazio sempre acabava guardando comida na geladeira. Item indispensável da mesa brasileira.
Doce branco fofinho coberto de coco ralado, mole e que derretia na boca. Comum em festas de aniversário e quitandas.
Penteado infantil com o cabelo dividido em duas partes e preso em rabinhos laterais. Clássico das meninas, muitas vezes enfeitado com laços e elásticos coloridos.
Doce de goiaba ou banana em rolinho firme, embrulhado em papel manteiga. Tradicional do interior e das vendas de beira de estrada.
Marshmallow macio em formato de coração ou tubinho colorido, da Fofura. Era leve, fofo e desmanchava na boca.
Algo legal, bacana ou divertido, muito usada no Norte e Nordeste do Brasil. 'Que massa!' era a exclamação de quem aprovava. Espalhou-se pelo país inteiro.
Pasta colorida e moldável usada para criar bonecos, animais e formas pela imaginação. Vinha em potinhos ou com fábricas de moldar que extrudavam formatos. O cheiro característico ficava nas mãos por horas.
Console da Sega lançado no Brasil pela Tectoy, com jogos como Alex Kidd, que vinha na memória do aparelho. Tinha gráficos superiores aos do Atari e controle com dois botões. Foi sucesso absoluto nas casas brasileiras.
Aquele papel grosso e absorvente usado pra secar o excesso de tinta da caneta-tinteiro antes de borrar tudo. Era essencial na época da escrita molhada, quando a tinta demorava a secar. Hoje quase ninguém sabe o que é, mas já salvou muito caderno de mancha.
Miniaturas de carros e caminhões de metal que vinham em caixinhas do tamanho de uma caixa de fósforos, daí o nome. Eram réplicas caprichadas de veículos reais. Concorriam diretamente com os Hot Wheels no coração da meninada.
A versão masculina da patricinha: playboy arrumadinho, gel no cabelo e roupa de marca. Filho de papai que vivia bem e fazia questão de mostrar. O oposto do moleque de rua.
Animê sobre robôs de batalha chamados Medabots, comandados por crianças em duelos de robótica. Cada robô tinha uma medalha que definia sua personalidade. Sucesso entre os fãs de animes de luta.
Faz de conta em que uma criança é o médico e a outra o paciente. Usavam-se objetos do dia a dia como termômetro e seringa imaginários para 'curar' bonecas e amigos.
Console de 16 bits da Sega que trouxe o Sonic e gráficos impressionantes para a época. Disputava a guerra dos videogames com o Super Nintendo. Ter um era sinal de que a família estava modernizando.
Desenho baseado no famoso game em que o robô azul Megaman combate o Dr. Wily e seus robôs do mal. Disparava raios pelo canhão de braço. Trazia a tecnologia e a ação do videogame para a TV.
Um dos maiores serviços de hospedagem e compartilhamento de arquivos do mundo. Era amplamente usado para distribuir filmes, músicas e programas. Foi fechado de forma espetacular pelas autoridades em 2012.
Meias compridas que iam até abaixo do joelho, usadas com saia ou shorts num visual colegial. Voltaram à moda nos anos 2000 em cores e listras variadas.
Pente de memória RAM no formato SIMM, instalado nas placas-mãe antigas. Vinha em quantidades hoje irrisórias, medidas em poucos megabytes. Encaixar o pente no soquete exigia um clique firme e correto.
Cartão de memória usado para salvar o progresso dos jogos de console. Tinha capacidade limitada, medida em 'blocos'. Perder ou apagar o memory card era uma tragédia para o jogador.
Mensagem de texto curta enviada entre celulares, limitada a 160 caracteres. Para economizar, abreviava-se tudo com 'vc', 'tb' e 'blz'. Digitar no teclado numérico, apertando várias vezes a mesma tecla, era um esporte.
Versão frutada das drágeas Mentos em rolinho colorido, com vários sabores. Mastigável e refrescante, vinha sempre no bolso da mochila.
Site de compra e venda online lançado em 1999 que virou gigante do comércio eletrônico na América Latina. No começo, funcionava muito em formato de leilão entre usuários. Foi onde muita gente fez a primeira compra pela internet.
Pequeno comércio de bairro que vendia de tudo um pouco: arroz, feijão, açúcar e produtos avulsos. O dono conhecia todo mundo pelo nome e fiava no caderninho. Foi sendo engolida pelos grandes supermercados.
Mesa baixa da sala com tampo de vidro e estrutura de madeira, onde ficavam o controle, a revista e o cinzeiro. O vidro vivia marcado por dedos e copos sem descanso.
Móvel específico para o computador, com um nicho para o monitor de tubo, uma bandeja deslizante para o teclado e um espaço embaixo para o gabinete e o estabilizador.
Rede brasileira de lojas de departamentos que vendia de tudo, dos brinquedos aos artigos esportivos. Concorria de igual para igual com o Mappin. Faliu na virada para os anos 2000.
Um líder dá ordens começando por 'o mestre mandou'. Só se deve obedecer quando a ordem vem com essa frase; quem cumpre um comando sem ela acaba eliminado.
Boneca de bebê da Estrela feita para ser cuidada como um filho de verdade, com mamadeira, chupeta e roupinhas. As meninas brincavam de mamãe, dando banho e ninando a boneca. Algumas versões fechavam os olhinhos quando deitadas.
Usar influência ou contatos para conseguir algo. Quem mexia os pauzinhos movimentava conhecidos nos bastidores.
O camundongo de orelhas redondas, símbolo máximo da Disney e um dos personagens mais reconhecidos do planeta. Sempre otimista, vivia aventuras ao lado da Minnie, do Pateta, do Donald e do cão Pluto. Sua silhueta é um ícone mundial.
Vexame, vergonha em público. 'Pagar mico' é se dar mal na frente dos outros e querer sumir. Quanto mais gente vendo, maior o mico.
Aparelho de som que reunia rádio, toca-fitas duplo e CD player numa torre só, com caixas grandes dos lados e luzinhas que dançavam no ritmo da música. Centro da festa em casa.
Microfone de brinquedo com eco ou que tocava músicas para a criança cantar junto. Transformava a sala em palco de show. Os vizinhos nem sempre apreciavam o talento revelado.
Desculpa esfarrapada, conversa para enrolar ou enganar alguém. Quem dava migué estava tentando se livrar de uma situação. Sinônimo de papo furado.
Dialeto exagerado do internetês em que tudo era escrito de forma fofa e deformada, como 'amiguxo', 'naum' e 'fofuxo'. Era a linguagem oficial dos fotologs e perfis do Orkut. Hoje é lembrado com humor e um certo constrangimento.
A máquina que a escola usava pra copiar provas e atividades em folhas roxas com aquele cheiro inconfundível de álcool. O professor girava a manivela e saíam as cópias quentinhas. Receber a prova ainda cheirosa e cheirar a folha era tradição de toda turma.
Garota, moça ou namorada. Forma descontraída de se referir a uma mulher jovem, muito usada entre os rapazes.
Sabão em barra clássico usado para lavar roupa no tanque. A barra amarela era figura certa na área de serviço. Esfregar a roupa com Minerva era ritual das donas de casa.
Aparelho de som compacto com rádio, CD duplo e toca-fitas, com caixas potentes. Era o centro das festas e churrascos da casa. As luzinhas do equalizador piscando no ritmo eram hipnotizantes.
Site internacional com enorme coleção de joguinhos em Flash, muito popular no Brasil. Tinha jogos de esportes, ação, raciocínio e clássicos viciantes. Foi um dos endereços mais visitados por quem queria jogar de graça no navegador.
Cliente de IRC (Internet Relay Chat) onde a galera entrava em canais (#nomedasala) para bater papo em grupo por texto. Tinha comandos, bots, DCC para enviar arquivos e uma cultura própria de 'ops' e 'bans'. Era a sala de bate-papo dos mais nerds e dedicados.
Mandar muito bem, fazer algo memorável que vira lenda (mito). Quem mita arranca aplausos e vira assunto. Nasceu na internet e caiu no falar de todo mundo.
Abreviação de 'maior', usada pra intensificar qualquer coisa. Em vez de 'a maior bagunça', virava 'mó bagunça'. Coringa total da fala paulistana.
Algo divertido, curioso ou interessante. 'Que barato!' era exclamação de quem gostava de algo. Nada a ver com preço, e sim com diversão.
Uso de 'mó' como intensificador para descrever uma fome enorme. Mostra como o 'mó' grudava em qualquer palavra. Frase típica do recreio.
Um grande erro, descuido ou falha. 'Vacilar' era pisar na bola, dar mole. O vacilo ficava marcado por um bom tempo.
Enfeite giratório pendurado sobre o berço, com bichinhos coloridos que rodavam ao som de uma música suave. Acalmava o bebê e o ajudava a dormir. As melodias de caixinha de música ficavam na memória.
Mochila que virava carrinho, com cabo retrátil e rodinhas para puxar pelo chão. Prometia salvar as costas das crianças do peso dos livros. Travava em qualquer degrau, calçada esburacada ou escada da escola.
Mochila escolar fechada por fivelas de plástico ou metal em vez de zíper. As fivelas quebravam e eram remendadas com nó ou fita. Estampas de personagens e desenhos animados eram o grande atrativo.
Mochila escolar estampada com heróis, desenhos e personagens da moda. Trocar a mochila a cada ano letivo era quase um ritual.
Acessórios escolares de personagens, com fechamento de velcro que fazia aquele barulho ao abrir. Eram coloridos, cheios de bichos e desenhos da moda.
Marca de mochila escolar resistente, sonho de consumo de muitos estudantes nos anos 90 e 2000. Aguentava o peso dos livros e durava anos sem rasgar. Ter uma original, e não a imitação, era questão de orgulho.
Gíria pejorativa antiga pra mulher feia, parente do 'baranga'. Era dita na maior zoeira sem noção da época, e hoje carrega um peso preconceituoso. Entra aqui só como memória do vocabulário de outrora.
Aparelho que conectava o computador à internet pela linha telefônica. Fazia aquele som icônico de chiados e bipes ao discar. Enquanto navegava, ninguém podia usar o telefone de casa.
Aparelho que conectava o computador à internet pela linha telefônica, geralmente a 56k de velocidade no máximo. Fazia aquele barulho inconfundível de chiados e bipes ao discar, o 'handshake'. Enquanto estava conectado, ninguém podia usar o telefone de casa.
Máquina de ferro presa na beirada da mesa por uma morsa, com uma manivela que você girava para moer a carne. A carne saía em fios pelos furinhos da frente.
Blusa de moletom confortável, muitas vezes larga e com estampas grandes ou frases em inglês. Foi peça-chave do visual casual e dos personagens de filmes e seriados da época.
Marca tradicional de bicicletas, eterna rival da Caloi nas ruas e quintais. A Monark Barra Circular era clássico absoluto. Resistente, passava de pai pra filho.
A dentuça baixinha e dona da rua, personagem principal da Turma da Mônica de Maurício de Sousa. Anda sempre com o coelho azul Sansão e é forte como ninguém. Quem mexe com ela leva uma coelhada.
Monitor de tubo de raios catódicos, pesado e profundo, que ocupava metade da mesa. Esquentava, zumbia baixinho e atraía poeira com a estática da tela. Foi o padrão até os monitores de tela plana o aposentarem.
Bonecas inspiradas no desenho da menininha de cabelo ruivo com chapéu, que tinham cheiro de morango. Cada personagem da turma tinha um aroma de fruta diferente. Cheirar a boneca era parte essencial da brincadeira.
Jarra de barro cru usada para guardar e refrescar a água naturalmente, sem precisar de geladeira. A própria porosidade do barro mantinha a água fresca.
Um comandante grita 'morto' e 'vivo' alternadamente, cada vez mais rápido. Ao ouvir 'morto' todos se agacham e ao ouvir 'vivo' levantam; quem erra o comando sai da brincadeira.
Rede de tecido fino e transparente pendurada sobre a cama ou o berço para proteger dos mosquitos durante a noite. Comum em regiões quentes do Brasil.
Raquete elétrica movida a pilha que dava um choque e matava o mosquito ao ser acertado, soltando uma fagulha e um estalo. Caçar pernilongo com ela virava esporte noturno.
Mouse que usava uma bolinha de borracha rolando por dentro para detectar o movimento. Vivia acumulando sujeira nos roletes, o que travava o cursor. Limpar a bolinha era um ritual periódico.
Mouse que usava um sensor de luz vermelha no lugar da bolinha de borracha. Acabou com a sujeira que travava o cursor. A luzinha vermelha brilhando embaixo era a novidade da época.
Tapetinho usado embaixo do mouse de esfera para ele deslizar melhor. Os de borracha com estampas e até com apoio de gel eram os favoritos. Sem ele, o mouse de bolinha patinava na mesa.
Navegador gratuito e de código aberto lançado em 2004 como alternativa ao Internet Explorer. Ganhou fama por ser mais rápido, seguro e personalizável com extensões. Foi a escolha de quem queria fugir do navegador padrão.
Formato de áudio comprimido que deixava as músicas pequenas o suficiente para baixar e guardar aos montes. Foi o motor da revolução da música digital, dos programas P2P aos tocadores portáteis. Graças a ele dava pra carregar centenas de músicas em um aparelhinho.
Pequeno aparelho que guardava centenas de músicas em arquivo digital, sem fita nem CD. Transferir as músicas pelo cabo do computador levava uma eternidade. A tela minúscula e os botões duvidosos eram parte do charme.
Sistema operacional de linha de comando da Microsoft, anterior ao Windows gráfico. Tudo era feito digitando comandos na tela preta. Saber 'cd', 'dir' e 'copy' era conhecimento de ouro.
Abreviação de 'mensagem', usada em qualquer contexto digital. Servia para SMS, MSN e recados em geral. Economia de teclas que virou padrão.
Abreviação de 'mesmo', cortando as vogais do meio. Usada para confirmar ou enfatizar. Fazia par com o eterno 'né' das conversas.
Apelido do Windows Live Messenger (antes MSN Messenger), o programa de mensagens instantâneas que dominou os anos 2000 no Brasil. Era onde a galera conversava, dava 'zumbido' e ficava online esperando o crush aparecer. Símbolo máximo da socialização adolescente da época.
Programa de mensagens instantâneas da Microsoft que dominou as tardes de uma geração inteira. Tinha status (ocupado, ausente, 'volto já'), nudge (aquela chacoalhada na tela), emoticons e a clássica tática de ficar online e offline pra chamar a atenção do crush. O som de alguém ficando online era inesquecível.
Forma curta de 'muito', sem as vogais. Servia para enfatizar qualquer coisa rapidinho. Tinha também a versão feminina 'mta'.
Emissora dedicada a videoclipes e cultura jovem, que marcou os anos 90 e 2000 com VJs, programas musicais e humor. Era a TV da garotada antenada em música e comportamento.
Azar, má sorte ou energia ruim. Estar de mufa era estar com uma sequência de coisas dando errado.
Corte de cabelo curto na frente e nas laterais e comprido atrás, no estilo da dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Foi extremamente popular no Brasil dos anos 80 e início dos 90.
Rede social focada em compartilhar fotos, vídeos e textos com amigos e família. Foi popular por volta de 2006 e disputava atenção com Orkut e fotolog. Depois mudou de foco para comércio eletrônico antes de encerrar.
Picador de alimentos de plástico com uma manivela em cima que girava as lâminas para cortar cebola, alho e temperos sem fazer chorar. Versão manual e barata do processador elétrico.
Faixa de documentários sobre a vida selvagem exibida na TV brasileira, mostrando bichos e a natureza. Era a aula de biologia mais divertida da semana.
Seriado infantil da TV Cultura sobre o garoto Lucas, um menino sonhador com imaginação fértil. Encantou crianças e adultos pela sensibilidade e pelo personagem inesquecível.
O cachorro verde de Dick Vigarista, conhecido pela risada baixinha e rouca quando algo dava errado. Resmungava palavrões inaudíveis quando ficava bravo com o dono. Roubou a cena na Corrida Maluca.
Rede social famosa por permitir personalizar totalmente o perfil com HTML, fundos coloridos e música tocando automaticamente. Foi gigante mundialmente e essencial para bandas divulgarem seu som. No Brasil, perdeu de longe para o Orkut.
N
Abreviação minimalista de 'não', reduzida a uma só letra. Era usada por quem já tinha cansado até de escrever 'naum'. O máximo da economia de digitação.
Bolinhas brancas de naftalina espalhadas nas gavetas e no armário para afastar traças e mariposas das roupas guardadas. Deixavam um cheiro forte e inconfundível na roupa.
Pioneiro do compartilhamento de músicas em MP3 entre usuários (P2P), lançado em 1999. Permitia baixar praticamente qualquer faixa de graça, o que revolucionou e abalou a indústria fonográfica. Acabou processado por violação de direitos autorais e foi fechado em sua forma original.
Marca brasileira de cosméticos vendida por consultoras, conhecida pelos perfumes e pela linha Mamãe e Bebê. O cheirinho de bebê da Natura é inesquecível. Cresceu de vendas em casa para gigante nacional.
Forma estilizada de escrever 'não', com o 'ão' virando 'aum'. Era considerado descolado e fazia parte do dialeto dos fotologs e do Orkut. Hoje causa um misto de nostalgia e vergonha alheia.
Frase típica do miguxês para dizer que não entendeu algo, com a fofura exagerada do 'nadinha'. Mostrava a tendência de deixar tudo mais meiguinho na escrita. Estilo puro de fotolog.
Grafia estilizada e fonética de 'né', típica do miguxês dos fotologs. Era o jeito fofinho de pedir concordância. Hoje desperta nostalgia imediata.
Pessoa muito estudiosa ou apaixonada por tecnologia, jogos e ciência, na época usada de forma mais pejorativa. Era o aluno aplicado e meio desligado do social. Com o tempo virou motivo de orgulho.
Lançadores que disparam dardos de espuma com ponta macia, seguros para brincadeiras de guerra dentro de casa. Os dardos sumiam embaixo dos móveis com facilidade impressionante. Viraram febre de batalhas em equipe.
Café solúvel tradicional, presente nas manhãs e nos cafés depois do almoço. O vidro do Nescafé era reaproveitado pra guardar de tudo na cozinha. Sinônimo de café rápido.
Achocolatado em pó que energizava a criançada com a propaganda 'energia que dá gosto'. Misturado no leite ou comido seco da lata, era paixão nacional. Café da manhã sem Nescau não era a mesma coisa.
Um dos primeiros navegadores populares da internet, pioneiro nos anos 1990. Foi o concorrente do Internet Explorer na chamada 'guerra dos navegadores'. Seu legado deu origem ao Mozilla Firefox.
Site que hospedava animações e jogos em Flash criados por usuários. Foi berço de muitos animadores e games independentes famosos. Tinha conteúdo de humor ácido e total liberdade criativa.
O nome ou apelido que a pessoa colocava no MSN, geralmente recheado de frases de música, indiretas e símbolos estranhos. Trocar o nick era um evento, especialmente para mandar recado para alguém. Era a arte de falar sem falar.
O nick era o apelido que você usava nas salas de bate-papo, no MSN e nos jogos, muitas vezes recheado de símbolos e letras estilizadas. O avatar era a imagenzinha que te representava, indo do bonequinho a uma foto editada. Juntos formavam sua identidade na internet antes das redes sociais com nome real.
Apelido do NES e de seus clones populares no Brasil, console de 8 bits com controle retangular e cartucho cinza. Jogos como Super Mario Bros, Contra e Duck Hunt fizeram história. A pistola de plástico para o Duck Hunt era a sensação.
Reality show de sobrevivência da Globo em que participantes enfrentavam provas e disputavam comida e imunidade em lugares isolados. Foi um dos primeiros grandes realities da TV brasileira.
Equipamento com bateria que mantinha o computador ligado por alguns minutos na queda de energia. Dava tempo de salvar tudo antes de desligar. Quando faltava luz, ele apitava sem parar.
Celular da Nokia famoso pela resistência lendária e bateria que durava dias. Trazia o jogo Snake e tinha capas trocáveis. Virou meme eterno de aparelho indestrutível.
Vinda do inglês 'newbie', designava o iniciante ou inexperiente, especialmente em jogos online. Era usada de forma zombeteira com quem jogava mal. Termo nascido nas lan houses.
Programa feminino da Record apresentado por Ana Maria Braga, com receitas, dicas e o papagaio Louro José. Foi o embrião do estilo que ela levaria depois para a Globo.
O carro-chefe da Globo, exibido depois do Jornal Nacional, que parava o Brasil inteiro. Família toda reunida no sofá, vizinha comentando o capítulo no dia seguinte e final de novela que era quase feriado nacional. Mesmo começando às nove, todo mundo chamava de 'das oito'.
De forma tranquila, sem problemas e sem estresse. Indicava que algo seria feito com calma e boa vontade.
O
Rede de perfumaria e cosméticos brasileira que virou parada certa para presentes. O perfume Acqua Fresca e o Malbec marcaram época. Era sinônimo de presente caprichado de aniversário e Dia das Mães.
Cantiga de roda sobre o cravo que brigou com a rosa debaixo de uma sacada. As crianças giram cantando e encenando a briga do casal de flores.
Óculos de grau ou de sol com armações enormes que cobriam boa parte do rosto, às vezes com lentes degradê. Eram o auge do glamour, vistos em capas de disco e novelas.
Videogame de cartuchos da Philips popular no Brasil nos anos 80, concorrente do Atari. Trazia jogos como Pega-Ladrão e tinha teclado numérico no console. Foi o primeiro videogame de muitas casas brasileiras.
Site brasileiro de cartões virtuais e mensagens animadas muito usado nos anos 2000. Funcionava de forma parecida com o Voxcards, permitindo enviar recados ilustrados para datas especiais. Fazia parte da cultura de espalhar carinho por e-mail.
Variante estilizada de 'ok', com um 's' a mais para soar mais simpático. Confirmava algo de forma descontraída. Comum nas conversas de MSN.
Enchimento colocado nos ombros de blusas, blazers e vestidos para deixar a silhueta larga e angulosa no alto. Foi a marca máxima da moda oitentista, inspirada nas executivas e nas novelas.
Sabão em pó tradicional, presente no tanque e na máquina de lavar de gerações. As propagandas mostravam a roupa mais branca impossível. Sinônimo de lavar roupa no Brasil.
Clima, estilo, situação ou modo de agir de alguém. Falar de qual era a onda de uma pessoa era perguntar como ela era ou o que estava pretendendo.
Estar conectado e disponível para conversar, principalmente no MSN. Ficar 'online' à espera de alguém aparecer era um clássico drama adolescente. O oposto era ficar invisível para espiar sem ser visto.
Aquela cabine de telefone público em forma de concha, geralmente azul ou laranja, que ficava na esquina de toda rua. Era o WhatsApp da época: você entrava, enfiava a ficha (depois o cartão) e falava com o mundo. Quem nunca rabiscou um recado ou achou uma ficha esquecida lá dentro?
Rede social criada pelo Google em 2004 que virou febre absoluta no Brasil, a ponto de a maioria dos usuários do mundo ser de brasileiros. Tinha perfil, scraps (recados), depoimentos e as famosas comunidades como 'Eu odeio acordar cedo'. Receber muitos depoimentos e estar no topo dos 'amigos' de alguém era questão de honra.
Brincadeira de votação dentro do Orkut em que os amigos comparavam pessoas em categorias como 'mais bonito' ou 'mais engraçado'. Era divertido e ao mesmo tempo gerava aquela ansiedade de saber o resultado. Fez parte da diversão social da rede.
Desenho (Rugrats) contado do ponto de vista de bebês que vivem aventuras enormes na imaginação. Tommy, Chuckie, os gêmeos Phil e Lil e a mandona Angélica falavam entre si sem os adultos entenderem. Mostrava o mundo gigante visto por quem ainda engatinha.
Continuação de 'Os Anjinhos' que mostra Tommy, Chuckie, Angélica e companhia já pré-adolescentes. Trazia os dilemas da escola e da idade. Reencontro nostálgico com os bebês favoritos crescidos.
Desenho de ação, conhecido em inglês como C.O.P.S., sobre uma equipe de policiais de alta tecnologia que combatia o crime organizado. Cada membro tinha um equipamento especial. Vinha com linha de bonecos.
Desenho conhecido em inglês como Codename: Kids Next Door, sobre crianças agentes secretas que combatem a tirania dos adultos. Cada agente tinha um número de código e uma especialidade. Usavam geringonças feitas de objetos do dia a dia.
Spin-off da Corrida Maluca em que a piloto Penélope vive em perigo e é salva pela Patrulha do Esquadrão Abominável. O vilão de capa e cartola era o cruel Dick Vigarista. Uma aventura por episódio cheia de armadilhas.
Seriado de humor da Globo sobre funcionários públicos de uma repartição que viviam enrolando para não trabalhar. Satirizava com graça a burocracia e a malandragem do dia a dia.
Versão animada do filme em que uma equipe captura fantasmas com mochilas de prótons. O simpático fantasma verde Geleia (Slimer) era o mascote da turma. Toda criança queria a mochila e a frase 'Quem você vai chamar?'.
Desenho sobre dois irmãos castores, Norbert e Dag, que saem de casa para viver numa represa. As aventuras eram cheias de humor bobo e situações absurdas. Clássico da Nickelodeon.
Animê japonês (Saint Seiya) sobre jovens guerreiros que vestem armaduras inspiradas nas constelações para proteger a deusa Atena. Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki elevavam seu cosmo até o limite em batalhas épicas. Estreou na Manchete e virou febre nacional.
Família da Idade da Pedra com carros movidos a pé, dinossauros domésticos e tecnologia feita de pedra. Fred Flintstone, sua esposa Wilma e o vizinho Barney Rubble viviam em Bedrock. O grito 'Yabadabadu!' é marca registrada do desenho.
Trio de super-heróis disfarçados de banda de rock que entrava em ação ao receber um chamado secreto. Multi-Homem, Fluido e Força combatiam vilões malucos. Mistura de música e aventura bem anos 60/70.
A família do futuro da Hanna-Barbera, com carros voadores, robôs domésticos e esteiras automáticas. George Jetson, a esposa Jane, os filhos e a robô Rosie viviam em prédios nas nuvens. Era o oposto futurista dos Flintstones.
Equipe de jovens super-heróis formada por Robin, Ravena, Estelar, Ciborgue e Mutano que mora numa torre em forma de T. Combatiam vilões como Slade enquanto viviam confusões de adolescentes. Misturava ação com humor.
Sitcom da Globo com Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães vivendo um casal cheio de neuras e situações constrangedoras. Conquistou o público pelo humor inteligente sobre as bobagens do dia a dia.
Timmy Turner é um garoto que ganha dois padrinhos mágicos, Cosmo e Wanda, capazes de realizar seus desejos com a varinha. Os pedidos sempre saíam pela culatra de um jeito engraçado. Cheio de humor e aventura.
Família amarela de Springfield formada por Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie, numa sátira da vida americana. Bart era o moleque rebelde do 'Comi, fui!' e Homer o pai trapalhão viciado em rosquinhas. Tornou-se a animação mais longeva da TV.
Pequenos seres azuis que viviam em casas de cogumelo numa floresta, liderados pelo sábio Papai Smurf. Falavam trocando palavras por 'smurf' e fugiam do feiticeiro Gargamel e seu gato Cruel. A única mulher da vila era a Smurfette.
Desenho da Nickelodeon sobre uma família que viaja o mundo gravando documentários de natureza. A menina Eliza tinha o dom secreto de falar com os animais. Cheio de aventura e bichos selvagens.
O quarteto de Renato Aragão (Didi), Dedé, Mussum e Zacarias que dominou as tardes de domingo por décadas. Confusão, bordões e aquele humor pastelão que fazia a família inteira rir junto. 'Cacildis' e 'mrecord' viraram patrimônio nacional.
Ursinhos coloridos que viviam nas nuvens e tinham um símbolo na barriga que disparava o 'Olhar Carinhoso'. Cada um representava um sentimento, como amor, sorte ou bons sonhos. Espalhavam carinho e derrotavam vilões rabugentos.
Reunião dos heróis da Marvel — Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk e companhia — para enfrentar ameaças grandes demais para um herói só. A série animada é considerada uma das melhores adaptações dos quadrinhos. Cheia de ação e fidelidade.
Pessoa que se deixa enganar facilmente ou que age de forma ingênua. Era um xingamento comum para quem caía em golpe ou fazia papel de bobo.
Bombom da Lacta de chocolate branco com recheio cremoso, embrulhado em dourado. Eterno rival do Sonho de Valsa nas caixas de bombom. Paixão de quem prefere o branquinho.
Mundo virtual social em que você criava um avatar, jogava minigames e conversava com pessoas do mundo todo. Tinha moeda própria, roupas para o avatar e ambientes para explorar. Era uma alternativa ao Habbo para quem gostava de socializar online.
O cartaz gigante na beira da estrada e nas avenidas, com a propaganda colada em folhas de papel pelos cartazeiros. Era impossível não bater o olho enquanto andava de ônibus ou carro. Anunciar num outdoor era sinal de que a marca era grande.
Ovo de chocolate oco vendido pendurado no varal das lojas, sempre com um brinde dentro. A ansiedade de descobrir o brinde era metade da festa.
Termo dos jogos online para quando alguém era dominado ou humilhado em uma partida. Dizer 'owned' era zombar da derrota do adversário. Importado direto dos servidores gringos.
P
Abreviação de 'partiu', no sentido de bora ou vamos embora. Usada para convidar a galera para algum lugar. Convite rápido e animado.
Jogo de cartas que acompanhava o Windows, viciante na hora certa. A animação das cartas caindo na vitória era a recompensa. Foi a forma como muita gente aprendeu a usar o mouse.
Doce esfarelento de amendoim moído com açúcar, em formato de tablete ou rolinho. Some na boca e deixa aquele gostinho de festa junina.
Estabelecimento de pão fresco que virou instituição do bairro brasileiro. Além do pãozinho da tarde, servia café com leite, misto-quente e fofoca quentinha. Ir comprar pão era a primeira tarefa confiada às crianças.
Passar vergonha, fazer papel ridículo em público. O mico era o vexame, e quem o pagava ficava com a cara vermelha.
Aparelhinho preso no cinto que recebia mensagens curtas de texto ou números. Era preciso correr até um telefone para retornar o contato. Símbolo de status antes do celular popularizar.
Programa simples de desenho que vinha junto com o Windows. Foi o ateliê digital de gerações de crianças com o balde de tinta e o spray. Salvar a obra-prima em bitmap era o orgulho do dia.
Computador de mão (PDA) operado com uma caneta stylus na tela sensível ao toque. Tinha reconhecimento de escrita à mão e sincronizava com o PC. Era o gadget de quem se achava muito antenado.
Som muito alto, festa com música batendo forte. Servia para descrever qualquer ambiente com batida pesada e empolgante.
Panela de metal revestida de esmalte, geralmente branca ou azul, usada no dia a dia da cozinha. Bonita, mas o esmalte lascava com o tempo e a comida grudava se você descuidasse.
Panela de alumínio pesada com tampa que travava e uma válvula que chiava soltando vapor. Cozinhava feijão num instante, mas todo mundo tinha medo dela explodir.
Jogo de golfe online com personagens em estilo anime e visual fofo. Misturava esporte com elementos de fantasia e era surpreendentemente viciante. Fez sucesso entre quem queria algo mais leve e divertido.
Programa de humor da RedeTV! com pegadinhas, personagens caricatos e esquetes escrachados. Marcou os anos 2000 com tipos como o Vesgo e o Sílvio Santos imitado.
Pano de cozinha de tecido fino com bordados e barrados de crochê, muitas vezes com frases ou desenhos de frutinhas. Os mais bonitos eram só para decorar e ninguém podia usar de verdade.
Apelidos pra rapaz bonito, gostoso. 'Que pão!' ou 'que gato!' eram suspiros das meninas quando passava um bonitão. Elogio direto à beleza masculina.
Algo simples, fácil ou básico de fazer. Também usado para descrever uma pessoa ou coisa sem graça, sem nada de especial.
Rede de supermercados tradicional, presente na rotina de compras de muitas famílias por décadas. Marcou a memória de quem ia empurrando o carrinho pelos corredores no fim de semana. O logo virou símbolo do varejo brasileiro.
Pessoa muito sovina, que não gosta de gastar dinheiro. Segurava cada centavo e raramente pagava algo para os outros.
Papel sanfonado com furos nas laterais usado nas impressoras matriciais. As folhas vinham todas grudadas e eram alimentadas por tração. Separar as bordinhas serrilhadas era quase terapêutico.
Papel fino e enrugado, vendido em rolos coloridos, usado para enfeitar festas e fazer trabalhos. Soltava tinta nas mãos suadas e desbotava se molhasse. Ideal para flores de papel e bandeirinhas de festa junina.
Imagens e GIFs baixados da internet para enfeitar a área de trabalho do computador. Glitter, paisagens e personagens eram os preferidos. Trocar o papel de parede era um jeito de deixar o computador com a sua cara.
Folha brilhante e metálica usada para dar destaque em cartazes e trabalhos escolares. Reflexivo e chamativo, deixava qualquer trabalho com cara de luxo. Marcava cada dobra e amassado para sempre.
Loja de material escolar e de escritório onde se compravam cadernos, canetas e lápis. No início do ano letivo virava um formigueiro de pais com listas na mão. Tinha sempre o cheirinho bom de caderno novo.
Flerte, ato de cortejar alguém de quem se gosta. Também se referia à própria pessoa por quem se tinha interesse.
As assistentes de palco loiras e uniformizadas que acompanhavam a Xuxa em seus programas, dançando e cantando com a apresentadora. Ser paquita era o sonho de muita menina nos anos 80 e 90.
Assunto, situação, coisa ou negócio. Palavra coringa que podia significar quase tudo dependendo do contexto.
Abreviação carinhosa de 'parceiro', o amigo de fé. Popularizada pelo funk e pelo dia a dia da molecada. O parça está sempre do seu lado.
Parque montado provisoriamente em terrenos baldios, com roda-gigante, carrossel e barraca de tiro ao alvo. Chegava à cidade, ficava algumas semanas e partia. As luzes piscando à noite anunciavam a chegada da diversão.
Convite ou empolgação pra começar algo: 'partiu praia', 'partiu balada'. É o gatilho que dispara o plano. Nasceu na internet e grudou na boca de todo mundo.
Com as mãos postas em concha, todos recebem a passagem de um anel escondido por um participante. Depois, alguém é desafiado a adivinhar em qual par de mãos o anel realmente ficou.
Dois times respondem perguntas e podem 'passar' ou 'repassar' a vez ao adversário. A brincadeira virou febre depois do quadro de TV e era recriada na escola com perguntas inventadas.
Pasta com folhas de plástico transparente para guardar trabalhos e provas organizados. Usada para entregar pesquisas com capricho ao professor. Capa dura e dezenas de plásticos davam ar de seriedade ao trabalho.
Graxa para engraxar sapatos de couro, vendida numa latinha redonda achatada que abria girando a tampa. Vinha com a escova e o pano para dar o brilho final.
Pasta com várias divisórias internas em forma de fole, para separar documentos e provas. Acordeão de papelaria que prometia organização absoluta. Fechava com elástico que estourava ou com botão de pressão que cedia.
Barraca de feira livre que fritava pastéis na hora, geralmente acompanhados de caldo de cana. O óleo borbulhando e a massa estalando faziam parte da trilha sonora da feira. Comer pastel em pé, no domingo de manhã, virou tradição.
Pastilha verde de sabor forte de mentol e eucalipto, vendida em latinha. Usada para a garganta, mas muita gente chupava como bala.
Cachorro humanizado da Disney, atrapalhado e bonachão, eterno amigo do Mickey. Nos curtos clássicos da série 'Como Fazer', ele demonstrava esportes e tarefas sempre dando tudo errado. Seu grito 'Yáááá-hu-hu-huu!' ao cair é clássico.
Brinquedo de duas rodas com uma plataforma e um guidão, impulsionado com um pé no chão. Antigamente eram pesados, de ferro, e desciam ladeiras na alegria da molecada.
Brinquedo de banho em formato de patinho amarelo que boiava na banheira e às vezes apitava. Transformava a hora do banho num parque aquático. É um dos brinquedos mais clássicos e reconhecíveis de todos.
Calçado com rodinhas para deslizar, nas versões de quatro rodas paralelas ou em linha. Andar exigia equilíbrio e os tombos eram parte do aprendizado. As pistas e calçadões viviam cheios de patinadores.
Patins clássicos de quatro rodas que faziam a alegria da molecada nas calçadas e quadras. Cair de joelho ralado fazia parte do aprendizado. Símbolo da diversão ao ar livre.
Pato branco de marinheiro da Disney, famoso pelo gênio explosivo e pela voz difícil de entender. Vivia se irritando com os sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho e com qualquer azar do dia. É um dos personagens mais queridos do mundo.
O pato preto atrapalhado e ganancioso dos Looney Tunes, eterno rival do Pernalonga. Vivia perdendo as discussões e sofrendo as maiores trapalhadas. Seu jeito espalhafatoso e a fala enrolada o tornaram inesquecível.
Grupinho fechado de amigos que andam sempre juntos. Tinha um tom mais íntimo e exclusivo do que galera.
Menina mimada, metida e cheia de marcas, geralmente de família rica. Andava de roupa de grife, falava arrastado e torcia o nariz pra tudo. Virou estereótipo eterno dos anos 90.
Tribos urbanas de jovens de classe média alta que ostentavam roupas de marca, cores claras e visual caprichado. Viraram personagens de novelas e filmes adolescentes.
Brinquedo feito com latas vazias e barbante, em que a criança subia nas latas segurando as cordas e andava em cima delas. Era artesanal, barato e fazia um barulhão na calçada. Andar sem cair já era uma vitória.
Doce cremoso de amendoim com leite condensado, mais macio que o pé de moleque. Vendido em quitandas e festas juninas.
Doce típico de amendoim com rapadura ou açúcar caramelizado, duro de quebrar. Tradicional das festas juninas e barraquinhas de quermesse.
Doces de amendoim tradicionais, presença certa nas festas juninas e nas bancas. A paçoca quebradiça derretia na boca. Sabor de festa de São João e de viagem de estrada.
Exagerar, sair da linha, cometer excessos em comida, bebida ou farra. Botar o pé na jaca era passar dos limites na diversão.
Variação do pião usada em disputas em que se mira no pião do adversário com a ponta de ferro. Acertar e rachar o pião do outro era a maior glória da rodada.
Mesa de futebol de mão, também chamada de totó, com bonequinhos presos em barras giratórias controladas pelos jogadores. Girar e empurrar as barras fazia os bonecos chutarem a bolinha rumo ao gol. Era atração garantida em festas e clubes.
Variante do pega-pega em que cada criança pega vira parte de uma corrente de mãos dadas com o pegador. A fileira vai crescendo e tenta encurralar os que ainda correm soltos.
A brincadeira mais simples e eterna: um era o pegador e saía correndo atrás dos outros até encostar em alguém, que virava o novo pegador. Tinha as variações pega-ajuda, pega-gelo e pega-corrente. Voltava pra casa suado, ralado e feliz.
Jogo de varetas coloridas que se soltavam num montinho e você tirava uma de cada vez sem mexer nas outras. Cada cor valia uma pontuação, e a preta era a mais cobiçada. O segredo era ter a mão firme de cirurgião.
Jogos de tabuleiro clássicos da fabricante Estrela que reuniam a família na mesa. O Banco Imobiliário ensinou economia a tapa e gerou brigas históricas. Eram diversão garantida nas tardes de chuva.
Colher grande de madeira com dentes na ponta para servir e medir a porção de espaguete. Item simples da gaveta de talheres que durava anos sem estragar.
Ser revistado pela polícia ou por uma autoridade. A blitz que parava todo mundo era o famoso geral.
Implicar com alguém, ficar insistindo ou cobrando demais. Quem pegava no pé não largava do outro de jeito nenhum.
Exagerar na cobrança, na crítica ou no esforço. Tanto valia para quem maltratava alguém quanto para quem se dedicava demais.
Bichinhos de tecido macio e enchimento fofo, como ursos, cachorros e personagens de desenho. Eram companhia para dormir e ganhavam nomes carinhosos. O urso de pelúcia favorito acompanhava a criança por anos.
Pequeno dispositivo de memória que conecta na porta USB e substituiu o disquete com folga. Guardava megabytes e depois gigabytes de arquivos num aparelhinho que cabia no chaveiro. Virou item essencial para levar trabalhos, fotos e músicas pra qualquer lugar.
Móvel do quarto com espelho grande e gavetas, onde ficavam perfumes, batons, escova de cabelo e bijuterias. Tinha um banquinho na frente para a dona sentar e se arrumar.
Linha de processadores da Intel que sucedeu o 486 e abandonou a numeração. Trouxe um salto enorme de desempenho para os PCs domésticos. O adesivo 'Intel Inside' colado no gabinete era motivo de orgulho.
Cavalo xerife do Velho Oeste, valente e atrapalhado, que defendia a cidade ao lado do ratinho mexicano Babalu. Falava de forma exagerada e cheia de pose. Clássico simples e divertido da Hanna-Barbera.
Programa noturno de Fausto Silva na Band, antes de ir para a Globo, com humor, música e clima descontraído da madrugada. Foi onde o Faustão começou a despontar.
Jogo de tabuleiro em que se davam dicas progressivas sobre uma pessoa, lugar, coisa ou ano para os outros adivinharem. Quanto antes acertava, mais andava no tabuleiro. Testava conhecimentos gerais e cultura pop.
Procedimento químico que transformava o cabelo liso em volumosos cachos por meses. Foi mania nacional nos anos 80, tanto entre mulheres quanto homens.
Duas hastes de madeira com apoios para os pés que erguem a criança do chão. O desafio era andar em equilíbrio sem cair, ficando alto como um gigante.
O coelho cinzento esperto da Warner que mastiga cenoura e zomba dos inimigos com a frase 'O que é que há, velhinho?'. Sempre virava o jogo contra Hortelino Troca-Letras e o Patolino. É um dos personagens de desenho mais famosos do mundo.
Brinquedo de origem indígena, feito de uma base de couro ou palha com penas em cima, que se bate com a palma da mão para o ar. A meta era não deixar cair, rebatendo entre os amigos numa roda. A mão ardia, mas era impossível parar.
Marca tradicional de televisores e eletrônicos presente em muitas salas brasileiras. A TV Philco era companheira fiel das novelas e dos jogos de futebol. Atravessou décadas no imaginário do brasileiro.
Serviço de fotolog oferecido pelo portal Terra, no estilo de postar uma foto por dia com legendas. Concorria com o Fotolog tradicional e era bem popular no Brasil. Tinha a mesma cultura de comentários e fotos cuidadosamente escolhidas.
Bancada de pia feita de mármore sintético ou granitina, geralmente em tons de cinza ou rosa, com a cuba embutida. Substituiu as pias de cimento queimado nas reformas da época.
Brinquedo de madeira ou plástico com ponta de ferro que se enrolava num barbante e arremessava para rodar no chão. Os craques faziam o pião 'dormir' na palma da mão ainda girando. Bom mesmo era o duelo de derrubar o pião do amigo.
Pássaro maluco de penas vermelhas e risada inconfundível, criado por Walter Lantz, que aprontava com todo mundo. No Brasil passou por décadas em horários variados e virou sinônimo de desenho clássico. A gargalhada 'ã-ã-ã-ã-ã' é reconhecida por gerações inteiras.
Picolé cremoso da Kibon com cobertura crocante de chocolate por fora. Um clássico do carrinho de sorvete na praça.
Picolé azedinho à base de água com sabor de limão, o mais barato do carrinho. Pintava a língua e refrescava no auge do verão.
Picolé de creme coberto com chocolate da Kibon, no palito de madeira. Era o sorvete de bloco mais tradicional do verão.
Picolé de fruta da Kibon feito com pedaços e polpa de fruta de verdade. Refrescante e visto como a opção mais leve.
O geladinho caseiro de saquinho, vendido nas portas das casas por poucos centavos. Cada região tem seu nome: sacolé, dindin, chup-chup. Refresco baratinho dos dias de calor.
Jogo de pinball espacial que vinha instalado no Windows. Era o passatempo certo em qualquer computador. Junto com Paciência e Campo Minado, matou o tédio de muita gente.
Pincel de cerdas para pintar com guache ou aquarela nas aulas de artes. As cerdas se abriam e endureciam se não fosse bem lavado. Vivia molhado num copo de água que ficava sujo na carteira.
Jogo de raquetes pequenas e bolinha leve disputado sobre uma mesa com rede no meio, também conhecido como tênis de mesa. Em casa, virava brincadeira em qualquer mesa improvisada. A bolinha sempre acabava amassada ou perdida embaixo do móvel.
Dois ratos de laboratório: o Cérebro, genial e ambicioso, e o Pinky, atrapalhado e bobalhão. Toda noite o Cérebro bolava um plano mirabolante para dominar o mundo, e toda noite dava errado. A dupla virou clássico do humor.
O boneco de madeira criado por Gepeto que sonha em virar um menino de verdade, guiado pelo Grilo Falante. Toda vez que mentia, o nariz crescia. O clássico ensinava sobre honestidade e coragem.
Aparência, jeito ou estilo de uma pessoa. Ter pinta de algo era ter o visual ou o ar de determinada coisa.
Tinta atóxica feita para pintar usando os dedos diretamente no papel. Garantia obras de arte coloridas e crianças sujas da cabeça aos pés. Era a primeira experiência artística de muita gente.
Armação leve de varetas e papel que voa presa a uma linha aproveitando o vento. Em alguns lugares se travavam disputas no céu para cortar a linha da pipa adversária.
Pipoca pronta no saquinho para estourar no micro-ondas, da Yoki. Trouxe a praticidade da pipoca de cinema para a sala de casa.
Salgadinhos clássicos da Elma Chips e similares, presença certa nas festas e lanches. Os Fandangos de presunto deixavam os dedos laranja. Acompanhavam o refrigerante na hora do desenho.
Variação do pega-pega em que a criança está a salvo enquanto estiver com os pés fora do chão, em cima de algo alto. O pegador só pode tocar quem está com os pés no chão.
Variante do rouba-bandeira com dois campos e dois piques seguros. Cada time tenta capturar a bandeira inimiga e trazê-la para o próprio lado sem ser pego em território adversário.
No pega-pega, quem é tocado fica 'colado' parado no lugar como se estivesse congelado. Só volta a brincar se outro participante passar e descolá-lo encostando nele.
Mistura do esconde-esconde com um ponto seguro chamado pique. Além de não ser encontrado, vale correr e bater no pique antes do pegador para se salvar.
Ficar maluco, perder o controle ou se empolgar demais com algo. Podia ser de alegria, raiva ou surpresa.
Pirulito da Boavistense com formato de espiral colorida ou bola, vendido a granel em mercearias. Era a guloseima mais democrática do troco do pão.
Pirulito grande da Arcor com chiclete no recheio, irmão do chiclete de mesmo nome. Sabor intenso e durava um bom tempo.
Pirulito grande em formato de coração com listras coloridas, vendido em festas e parques. Mais enfeite e lembrança do que sabor.
Bala de goma em formato de dentadura sorridente, da Fini. A brincadeira era encaixar na boca antes de comer.
Pirulito da Florestal com diversos sabores frutados a preço de venda. Estava sempre no pote da mercearia ao lado do caixa.
Pirulito redondo com listras coloridas e mistura de sabores de fruta. Comum nas barraquinhas e festas infantis.
Pirulito grande e achatado da Florestal, com sabores frutados e o recheio macio no miolo. Marcou gerações por ser barato e durar bastante na boca.
Pirulito mastigável da Arcor que escondia um chiclete recheado bem no meio. A graça era chupar até chegar no centro borrachudo e mascar o resto.
Pirulito com chiclete no centro, a combinação perfeita de doce e goma. Chegar ao chiclete depois de chupar todo o pirulito era a recompensa. Clássico das vendinhas escolares.
Cantiga de roda divertida sobre o pirulito que bate-bate e o que já bateu. As crianças cantam e fazem gestos de bater as mãos no compasso.
Pirulito infantil baratinho vendido em pacotes nas mercearias. Sabor frutado simples que matava a vontade de doce no troco.
Rinque onde se alugavam patins e se deslizava ao som de música. Era point de adolescentes nos fins de semana. Cair de bumbum fazia parte da diversão.
Arminha de brinquedo que disparava uma rolha presa a um barbante com um estalo. A rolha saía com pressão de ar e voltava pelo cordão. Fazia barulho de tiro e divertia sem machucar.
Restaurante especializado em pizzas, muitas vezes com forno à lenha e rodízio. Reunia a família no domingo à noite em volta da mesa. O cheiro de queijo derretendo já valia a saída de casa.
Linha de placas de som da Creative que virou sinônimo de áudio em PC. Permitiu que os jogos tivessem música e efeitos de verdade. Ter uma Sound Blaster era garantia de compatibilidade.
Linha de placas aceleradoras 3D da 3dfx que revolucionou os gráficos dos jogos. Ter uma Voodoo deixava os jogos com texturas e efeitos impressionantes. Era objeto de desejo dos jogadores da época.
Programa de humor da Globo que satirizava costumes e comportamentos, com elenco de peso. Foi referência da comédia televisiva dos anos 70 e início dos 80.
A vinheta vermelha com aquele 'ploft' que interrompia a programação e gelava o coração de todo mundo. Significava notícia urgente e ninguém respirava até o apresentador falar. Até hoje dá um aperto só de lembrar o som.
Rapaz de família rica, almofadinha, que vivia na boa sem precisar ralar. Nas quebradas, virou apelido pra todo riquinho metido. Quase sempre dito com um tom de provocação.
Bonequinhos articulados com aquele sorriso fixo e cabelinho de capacete, que vinham com cenários de pirata, castelo, fazenda e delegacia. As mãozinhas em garra serviam para segurar espadas e ferramentas minúsculas que sempre sumiam no carpete. Montar a cidade inteira era o sonho.
Console da Sony que popularizou os jogos em CD e os gráficos 3D nos lares. Tinha a tela de abertura inesquecível e jogava CDs gravados com facilidade. Foi um divisor de águas na história dos videogames.
O famoso 'plim plim' era o som de duas notinhas que a Globo soltava entre o fim de um programa e o comercial. Virou apelido carinhoso (e às vezes zoeira) da própria emissora. Quem ouvia já sabia: lá vem o intervalo.
Programa e seriado infanto-juvenil dos anos 80 com clima de ficção científica e música. Marcou a geração que cresceu sonhando com aventuras espaciais.
Forma abreviada e suavizada de 'pô', interjeição de desânimo, surpresa ou apelo. Aparecia no começo das frases para dar emoção. Bem informal e carioca de origem.
Bolsinha presa por uma cinta na cintura, prática para guardar dinheiro e chaves. Caiu no esquecimento e décadas depois voltou como item da moda.
Vara com mola e apoios para os pés que permitia dar pulos repetidos mantendo o equilíbrio. Exigia coordenação para não cair logo no primeiro salto. Contar quantos pulos seguidos você dava era a competição.
Discos de papelão ilustrados, parecidos com os tazos, empilhados e derrubados com um disco mais pesado. Foram uma febre de coleção e de jogo nos anos 90. Ganhava quem virasse mais discos do avesso.
Animê sobre Ash Ketchum e seu Pikachu numa jornada para se tornar Mestre Pokémon, capturando criaturas e enfrentando ginásios. A Equipe Rocket aparecia toda semana só para 'decolar de novo'. Veio acompanhado de cartas, jogos e bichinhos virtuais.
A primeira temporada de Pokémon, em que Ash parte de Pallet com seu Pikachu rumo à Liga Pokémon. Conheceu Brock, Misty e capturou seus primeiros monstrinhos. É a fase mais lembrada do animê.
Um time de policiais persegue o time de ladrões pelo bairro ou pátio. Os ladrões pegos vão para a cadeia, de onde podem ser libertados se um colega encostar neles.
Mini bonequinhas que vinham dentro de estojos pequenos que se abriam revelando cenários completos. Cabia na palma da mão e dava para levar para qualquer lugar. As peças eram tão minúsculas que sumiam num piscar de olhos.
Rede de eletrodomésticos cujo mascote, o Pinguim, virou ícone da propaganda brasileira. Vendia geladeira, fogão, TV e som com crediário facilitado. O Pinguim animado nas lojas e nos comerciais era queridinho da garotada.
Janelas que abriam sozinhas com propagandas enquanto você navegava. Apareciam aos montes em certos sites e eram quase impossíveis de fechar todas. Foram um dos maiores incômodos da navegação antiga.
Marinheiro forte e cachimbo na boca que ganhava músculos gigantescos ao comer uma lata de espinafre. Disputava o amor da magrela Olívia Palito com o brutamontes Brutus. Fez muita criança comer espinafre achando que ficaria forte.
Reclamar em voz alta, denunciar ou espalhar uma injustiça. Quem punha a boca no trombone fazia barulho para ser ouvido.
Quadro emocionante do Silvio Santos em que pessoas pediam a realização de um sonho ou o reencontro com alguém querido. Quando a porta se abria, vinha o choro garantido de quem estava no palco e de quem assistia em casa.
Capa de crochê, muitas vezes em formato de boneca ou de bichinho, que escondia o rolo de papel higiênico reserva em cima da descarga. Pura decoração afetiva do banheiro.
Moldura de mesa, muitas vezes dourada ou de acrílico, que exibia a foto da família, do casamento ou das crianças na estante e no aparador da sala.
Posto de combustível que também servia lanches, café e banheiro para quem viajava. Virou ponto de parada estratégico nas estradas brasileiras. O cafezinho e o pão na chapa reanimavam o motorista.
Bonecos dos heróis coloridos da série, junto com seus capacetes, armas e os robôs gigantes Megazord. Dava para montar o Megazord juntando os zords de cada Ranger. Imitar os golpes em pose de luta era obrigatório.
Abreviação que servia tanto para 'porque' quanto para 'por que', deixando o contexto resolver a dúvida gramatical. Era praticidade pura no calor da conversa. Causou pesadelos em professores de português.
Programa de humor clássico da TV brasileira ambientado numa praça, com Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto. Foi o precursor do formato que viraria 'A Praça é Nossa'.
Área de lanchonetes e restaurantes do shopping com mesas compartilhadas. Ponto de encontro de adolescentes que dividiam uma batata frita e horas de conversa. As bandejas coloridas e o cheiro misturado faziam parte do passeio.
Superfície dura com uma presilha de metal no topo para prender folhas e escrever em qualquer lugar. Usada por fiscais, professores e em pesquisas de rua. Apertar e soltar a presilha sem motivo era um tique comum.
Recurso do Orkut em que você marcava amigos especiais como presença VIP no seu perfil. Ser escolhido como VIP de alguém era sinal de amizade próxima. Gerava ciúme e disputas entre os contatos.
Pequena presilha de plástico em forma de borboleta usada para prender mechas do cabelo, geralmente várias ao mesmo tempo. Foi acessório obrigatório das meninas dos anos 90 e 2000.
Chocolate da Nestlé recheado de coco, com a propaganda inesquecível 'morde que é prestígio'. Amado por uns e detestado por quem não curte coco. Clássico das prateleiras de doces.
Processador Intel 80386, marco da computação pessoal de 32 bits. Foi o motor de muitos PCs no fim dos anos 80 e começo dos 90. Ter um '386' era sinônimo de máquina moderna na época.
Sucessor do 386, mais veloz e com versões que já incluíam coprocessador matemático. Foi a máquina dos sonhos no início dos anos 90. O botão 'Turbo' no gabinete era um charme à parte.
Programa de variedades e bastidores das festas da alta sociedade, comandado por Amaury Jr. Mostrava o mundo glamouroso dos famosos e dos eventos badalados.
Aqueles programas de domingo com plateia ao vivo, quadros, prêmios, dançarinas e apresentador carismático. Silvio Santos era o rei do gênero, mas tinha pra todo gosto. A plateia gritava, ganhava dinheiro no avião e voltava pra casa feliz.
Programa de auditório de Gugu Liberato na Record, sucessor do Domingo Legal, com entrevistas, reportagens e quadros. Mantinha o estilo popular e emocionante que marcou sua carreira.
Talk show noturno de Jô Soares na Globo, com entrevistas bem-humoradas, a banda Sósia e o sofá das conversas. Jô misturava cultura e humor com perguntas afiadas e gargalhadas.
Programa popular comandado por Carlos Massa, o Ratinho, primeiro na Record e depois no SBT, com denúncias, testes de DNA, música e brincadeiras. Misturava emoção, polêmica e entretenimento popular.
Programa de humor da Bandeirantes apresentado por Luciano Huck, com esquetes, entrevistas e quadros irreverentes. Foi um dos trabalhos que projetou Huck na TV.
Programa do SBT voltado ao público jovem, apresentado por Serginho Groisman, com plateia de estudantes debatendo temas e recebendo shows de músicos. Foi a porta de entrada de muita banda nova na televisão.
Programa de auditório de Raul Gil, com calouros, música e quadros, exibido por várias emissoras ao longo das décadas. Revelou muitos talentos e marcou os fins de semana.
Programa de auditório dominical comandado por Senor Abravanel, o Silvio Santos, que virou sinônimo de domingo na televisão brasileira. Misturava jogos, prêmios em dinheiro, plateia animada e o carisma do apresentador conversando com o público. Foi ao ar por décadas no SBT e moldou o formato dos domingos do país.
O aparelho que jogava na parede as fotos de família guardadas em pequenos quadradinhos de filme. Reunir todo mundo na sala escura pra ver as fotos da viagem era um evento. Aquele clack do carrossel trocando de slide marcava cada lembrança.
O comercial em que o ator Carlos Moreno vivia o Garoto Bombril, sempre com aquele jeitinho simpático e o bordão '1001 utilidades'. Virou recordista de propaganda e parte da memória afetiva das donas de casa. Era comercial que a gente não trocava de canal.
Animação que aparecia na tela quando o computador ficava parado, criada originalmente para evitar o desgaste dos monitores antigos. Tinha clássicos como o cano 3D, o aquário, o céu estrelado e o texto rolando. Muita gente deixava só por achar bonito ou hipnotizante.
Empresas que forneciam o acesso à internet discada por assinatura ou minutagem. Distribuíam CDs de instalação às toneladas. Cada um tinha seu provedor de estimação.
Menina apaixonada por um jovem ninja chamado Garu, a quem persegue com beijos enquanto ele tenta fugir. Quase não tinha diálogos, contava tudo pela ação. Tinha visual fofo e bastante humor.
Banco baixo e estofado, sem encosto, geralmente redondo e revestido de courvin. Servia de apoio para os pés ou de assento extra quando chegava muita gente.
Dois batiam a corda e um (ou vários) pulava no meio ao ritmo de cantigas como 'um homem bateu na minha porta'. Entrar e sair sem tropeçar exigia timing de atleta. A corda virava chicote quando alguém errava a marcação.
Jogo de tensão em que um pirata era preso num barril e os jogadores enfiavam espadinhas nas fendas. A cada espada, podia ser a que faria o pirata pular para fora de susto. Perdia quem fizesse o pirata saltar.
Um jogador se curva apoiando as mãos nos joelhos e os outros saltam sobre ele apoiando-se nas costas. A cada rodada quem pula vira a base, formando uma fila de saltos.
Brinquedão inflável colorido em que a criançada pula sem parar, presença certa em festas e parques. Algumas versões tinham escorregador e formato de castelo. Pular descalço com os amigos era a melhor parte de qualquer festa.
Variante do jogo do elástico com sequências cantadas durante os pulos. As fases mudavam a altura e o padrão dos saltos, e errar passava a vez para as colegas que seguravam.
Duas pessoas batem a corda enquanto uma terceira pula no ritmo, muitas vezes ao som de cantigas. Errar o pulo passava a corda para quem batia.
Brincadeira de meninas em que duas seguravam um elástico esticado nas pernas e a terceira pulava sequências cada vez mais altas, cantando rimas. Começava no tornozelo e ia subindo até a cintura. Pisar no elástico ou errar a sequência significava trocar de lugar.
Marcas tradicionais de pão de forma, base do lanche e do sanduíche da lancheira. O pão fofinho de embalagem plástica era item certo no café da manhã. Sinônimo de pão de forma no Brasil.
Tribo urbana de atitude contestadora, com moicano, jaqueta de couro cheia de tachas, alfinetes e botas pesadas. Andava ligada ao rock punk e à crítica social.
Q
Redução máxima da palavra 'que', a um único caractere. Símbolo da pressa do MSN, onde cada letra a menos era tempo ganho. Aparecia em quase toda frase digitada.
Reprodução do quadro clássico de Da Vinci, quase obrigatório na parede da sala de jantar das casas brasileiras. Vinha em moldura dourada e era passado de geração em geração.
Quadro com pintura sobre tecido aveludado, geralmente de paisagens, cavalos ou figuras exóticas. Tinha um brilho diferente e era vendido de porta em porta.
Expressão multiuso que tanto servia para cumprimentar quanto para questionar uma atitude de alguém. O tom definia se era 'e aí' ou 'qual é o seu problema'. Coringa da conversa de rua.
Game show musical do SBT, apresentado por Silvio Santos, em que convidados famosos tentavam adivinhar canções a partir de poucos segundos de melodia. A plateia cantava junto e a competição entre os times rendia momentos hilários.
Pergunta provocativa pra saber a intenção ou o problema de alguém. 'Qual é a tua?' soa como desafio, cobrando explicação. Podia ser começo de paquera ou de briga.
Contração de 'qual é', usada como cumprimento ou pra cobrar uma atitude. 'Qualé, mano?' tanto saúda quanto provoca, dependendo do tom. Bem carioca e paulistano.
Programa infantil da Globo com clima de humor e monstros simpáticos, voltado para a meninada. Fazia parte da safra de atrações infantis dos anos 90.
Jogo de montar uma imagem encaixando dezenas ou centenas de peças irregulares. Exigia paciência e atenção aos detalhes das cores e bordas. Faltar uma peça no final era a maior frustração.
Brinquedo educativo com formas geométricas que precisavam ser encaixadas nos buracos correspondentes. Ensinava cores, formas e coordenação aos pequenos. Era o desafio das primeiras descobertas.
Doce duríssimo de coco com rapadura, que fazia jus ao nome ao morder. Vendido em barraquinhas de praia e festas populares.
Resolver um problema de forma improvisada ou ajudar alguém numa emergência. A solução nem sempre era perfeita, mas dava conta do recado.
Brincadeira de dois times separados por uma linha em que se acertava a bola no adversário para 'queimá-lo' e mandá-lo pro cemitério. Levar uma bolada nas costas ardia, mas valia a glória de salvar o time depois. Aula de educação física não era a mesma coisa sem ela.
Informação certeira, dica verdadeira e confiável. Um furo quente era uma novidade boa e garantida.
Festa beneficente de igreja com barracas de comida, pescaria e bingo. As luzes coloridas e a música animavam o pátio da paróquia. A renda costumava ajudar a comunidade.
Barraca ou quiosque na orla que vendia água de coco, espetinho e cerveja gelada. Refúgio do sol forte e ponto de descanso entre um mergulho e outro. O coco gelado no canudo é lembrança de verão.
Loja especializada em frutas, verduras e legumes frescos. Tinha caixotes na calçada e o cheiro de fruta madura denunciava o lugar de longe. Era a feira que ficava aberta a semana toda.
R
Programa educativo infantil da TV Cultura, antecessor do Castelo, voltado para os pequenos com música, brincadeiras e aprendizado. Foi pioneiro na TV infantil de qualidade no Brasil.
Cabelo todo preso de lado, caindo sobre um dos ombros, às vezes com a franja armada. Foi penteado típico das meninas dos anos 80, inspirado nos clipes pop.
Rir muito, gargalhar sem parar. Quem rachava o bico estava em crise de riso. Expressão visual e bem-humorada para a risada.
Aquele radinho portátil que funcionava com pilhas e ia pra qualquer lugar: praia, cozinha, obra. Acompanhar o jogo do time pelo radinho colado no ouvido era sagrado. Sintonizar a estação certa girando aquela rodinha exigia mão de cirurgião.
O despertador que tocava rádio pra te acordar de manhã, geralmente com números vermelhos brilhando no escuro. Acordar com a música tocando era bem melhor que o beep clássico. Ficava na cabeceira e era o primeiro objeto que você xingava de manhã.
MMORPG de visual fofo e colorido, extremamente popular no Brasil nos anos 2000. Tinha classes variadas, sistema de evolução e uma comunidade enorme e apaixonada. As guildas e os eventos criaram amizades que duram até hoje.
Ralador de metal em formato de caixa com quatro lados diferentes, para ralar queijo, cenoura, coco e fazer raspas finas. Ralar o dedo na pressa fazia parte do pacote.
Serviço de hospedagem de arquivos em que você subia algo e compartilhava o link para download. Era muito usado para distribuir arquivos grandes na internet. A versão gratuita tinha espera e limites que testavam a paciência.
Abreviação de 'recado', usada principalmente no contexto do Orkut e dos scraps. 'Deixa um rdc' pedia uma mensagem no perfil. Encurtava o pedido de interação.
Tocador de áudio e vídeo muito usado para streaming nos primórdios da internet, com o formato .rm. Permitia ouvir rádios online e assistir a vídeos que carregavam aos pouquinhos no buffer. Tinha fama de encher o computador de pop-ups e querer se meter em tudo.
O ritual obrigatório de voltar a fita até o começo antes de devolver na locadora, senão tomava multa. Tinha gente que comprava um aparelhinho só pra rebobinar e poupar o videocassete. Aquele barulhinho de motor girando era a trilha sonora da espera.
Tecido de algodão ou tela armado entre dois ganchos na parede ou no alpendre, usado para descansar e dormir, principalmente no Nordeste. Balançar nela depois do almoço era sagrado.
Refresco em pó dietético da Kraft, sem açúcar, voltado para quem fazia regime. Trouxe a versão light do suquinho de jarra.
Refresco em pó econômico em saquinho colorido, com muitos sabores de fruta. Era o suco em pó mais baratinho do mercado.
Refrescos em pó concorrentes do Tang, baratinhos e que faziam jarra cheia. Os saquinhos coloridos lotavam as prateleiras das vendas. Mataram a sede de muita criançada.
Refresco em pó da Kraft que rendia um jarro inteiro com um saquinho. Os sabores laranja, uva e abacaxi eram os mais comprados.
Refrigerante de cola clássico, ícone das mesas e lanchonetes brasileiras. A garrafinha de vidro gelada era o auge do refresco.
Refrigerante de laranja bem doce e alaranjado, queridinho das crianças. Junto da Coca, formava o combo das festas de aniversário.
Versão de uva da Fanta, roxa e adocicada, que pintava a língua. Disputava com a laranja a preferência da garotada.
Refrigerante de guaraná mais famoso do Brasil, doce e refrescante. Presença obrigatória no almoço de domingo e nas festas.
Versão de guaraná da Brahma que disputava espaço com o Antarctica. Doce e gaseificado, dividia opiniões nas mesas.
Refrigerante mais barato vendido em garrafa grande, das marcas regionais populares. Era o refri da festança que enchia muitos copos por pouco dinheiro.
Refrigerante de limão da Antarctica, com sabor cítrico marcante. Tradicional acompanhamento do churrasco e da feijoada.
Refrigerante de limão transparente e gaseificado da Coca-Cola Company. Refrescante e sem corante, era a opção limpa do grupo.
Refrigerante de laranja da Antarctica, doce e com comerciais marcantes. Concorrente direto da Fanta nas festas.
Refrigerantes regionais baratinhos que faziam sucesso nas festas e vendinhas. A tubaína vermelha e o Dolly Guaraná eram populares no interior. Refrigerante de festa de criança.
Régua de plástico transparente ou colorida, usada para sublinhar títulos e fazer margem no caderno. Servia também de instrumento musical na beira da carteira e de catapulta de papelzinho. Quebrava no meio com facilidade impressionante.
Régua de plástico maleável que dobrava sem quebrar, novidade frente às réguas duras. Servia de brinquedo de vibrar na carteira e de chicotinho inofensivo. As medições nunca saíam muito precisas por causa da flexibilidade.
Relógio digital de pulso com visor de cristal líquido, alarme e cronômetro. A pulseira de borracha esquentava no sol e marcava o braço. Apertar todos os botões para mudar a hora e nunca acertar era ritual conhecido.
Relógio de pulso com um teclado minúsculo de calculadora embutido no visor. Era preciso usar a unha ou a ponta da caneta para apertar as teclas. Auge da tecnologia de bolso e disfarce perfeito para colar na prova.
Relógio de parede em formato de casinha de madeira, do qual saía um passarinho cantando "cuco" a cada hora. Vinha com pesos em forma de pinha pendurados em correntes.
Relógio de parede de madeira com um pêndulo balançando atrás de um vidro, que badalava nas horas cheias. Marcava o tempo da casa e precisava de corda de vez em quando.
Relógio de pulso com teclinhas que funcionava também como calculadora. Era sonho de consumo da criançada e símbolo de quem gostava de tecnologia.
Loja que vendia e consertava relógios, além de pilhas e pulseiras. O relojoeiro, com a lupa no olho, parecia um cirurgião de engrenagens. Ganhar o primeiro relógio ali era marco da adolescência.
Animê dramático sobre um menino órfão que percorre a França com um artista de rua e seus animais. As desventuras e a busca pela família verdadeira marcavam cada episódio. Outro clássico que fazia chorar.
Dupla bizarra formada pelo chihuahua nervoso Ren e o gato bobalhão Stimpy. O humor era nojento, exagerado e cheio de close-ups grotescos. Foi um dos desenhos mais doidos e ousados da Nickelodeon.
Loja de departamentos de moda que cresceu pelo Brasil afora com o conceito de lifestyle. Tinha roupa pra todo estilo e o cartão Renner facilitava as compras parceladas. Virou parada obrigatória nos shoppings.
Programa da TV Cultura voltado a temas de meio ambiente e sustentabilidade. Foi pioneiro no jornalismo ecológico da TV brasileira.
Conversa boa, zoeira, momento de descontração com os amigos. 'Fazer uma resenha' é juntar a galera pra rir e jogar conversa fora. Também pode ser uma pessoa engraçada.
Jogo de tabuleiro com pinos numa cruz, em que se pulava uma peça sobre a outra para removê-la, até sobrar apenas uma. Era um desafio solitário e viciante de raciocínio. Sobrar mais de um pino significava recomeçar.
Restaurante self-service onde se paga pelo peso do prato. Virou solução prática para o almoço dos trabalhadores nas cidades grandes. O buffet variado agradava de vegetariano a carnívoro.
Equipamento de sala de aula que projetava na parede o que era escrito em folhas transparentes. As transparências eram preparadas à mão com canetas próprias. Foi o terror e a salvação dos professores.
Levar o rolo de filme até a loja e esperar dias pra ver como ficaram suas fotos. Sempre vinham umas tremidas, umas com o dedo na frente e uma ou outra surpresa. Abrir aquele envelopinho de fotos era uma caixinha de emoções garantida.
As publicações que traziam os babados dos famosos, casamentos, brigas e flagras de novela. Ficavam na mesa do salão de cabeleireiro e na sala de espera do dentista. Era a internet das fofocas antes de a internet existir.
Gibis da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali que ensinaram muita gente a ler. Comprar na banca era o programa preferido da criançada. Personagens que atravessaram gerações.
Arminha de brinquedo que usava uma fita ou rolinho de espoletas que estalavam e soltavam cheiro de pólvora ao disparar. Era a estrela das brincadeiras de mocinho e bandido. O cheiro e o barulho eram a graça toda.
Rede de moda popular que se espalhou pelo país com roupas baratas e na tendência. Era das primeiras a trazer coleções de famosos a preço acessível. O cartão Riachuelo ajudava a fechar muita sacola.
Sandália masculina de borracha que virou febre, confortável e durável. Era praticamente o calçado oficial do brasileiro no calor. Acompanhava da praia ao churrasco.
Toque de celular que reproduzia músicas com vários instrumentos, evoluindo dos bipes monofônicos. Baixar ou comprar toques virou um mercado por si só. Cada celular tocando era um show à parte.
Crianças de mãos dadas formam um círculo e cantam cantigas tradicionais enquanto giram. Muitas das brincadeiras de roda tinham trechos em que um participante entrava ou saía do meio.
Programa de auditório do SBT inspirado na ideia da roleta da sorte, em que participantes giravam a roda e tentavam adivinhar palavras escondidas em um painel. O famoso 'Roda, roda, roda' do Silvio embalava a torcida da plateia.
Brincadeira de manter o arco de bambolê girando no corpo pelo maior tempo possível. Valia rodar na cintura, no braço e até em várias partes ao mesmo tempo.
Passeio, saída ou programa com os amigos. Dar um rolê era sair sem destino fixo, só para curtir. Termo que atravessou décadas sem perder a força.
Cartucho com filme fotográfico de 35mm, geralmente de 12, 24 ou 36 poses. Tinha que ser trocado no escuro relativo, sem expor à luz. Levar para revelar e esperar as fotos era um ritual.
Tribo urbana ligada ao rock pesado, com cabelo comprido, roupa preta, jaqueta de couro ou jeans e camisetas de bandas. Andavam em grupo e curtiam shows de metal.
Abreviação de 'risos', uma risada mais contida e elegante que o 'kkk'. Era usada por quem queria mostrar bom humor sem exagerar nas teclas. Tinha um ar levemente mais educado.
Batata frita ondulada da Elma Chips, queridinha das festas e dos lanches. As ondinhas seguravam mais sabor e crocância. Saco que vinha sempre cheio de ar, mas valia.
Jogo de RPG online massivo jogado direto no navegador, lançado em 2001. Tinha um mundo enorme para explorar, missões e habilidades para desenvolver. Foi um dos primeiros MMORPGs gratuitos a fazer sucesso entre os jovens.
Estratégia de atacar rápido e em grupo em jogos como o Counter-Strike. 'Bora de rush' era o grito de guerra das lan houses. Termo que todo gamer da época conhecia.
S
Programa do SBT dedicado à música sertaneja, reunindo as duplas mais famosas em apresentações no auditório. Era o ponto de encontro de quem amava moda de viola aos sábados.
Detergentes e sabões muito populares na cozinha brasileira para lavar a louça. O detergente Ypê em frascos coloridos era presença certa na pia. Espuma garantida pra deixar tudo brilhando.
Sabonete de beleza famoso pelas propagandas com estrelas de cinema e novela. Prometia pele macia das musas da TV. Era o sabonete perfumado dos sonhos.
Sabonete preto de glicerina com cheiro inconfundível de lavanda. O formato oval e o aroma marcaram os banheiros brasileiros. Símbolo de sofisticação acessível.
Suporte de plástico para o sabonete que grudava no azulejo por meio de uma ventosa. Vivia caindo no meio do banho quando a ventosa perdia a sucção.
Ato de má-fé, trapaça ou injustiça contra alguém. Também podia significar brincadeira de mau gosto ou safadeza.
Entender ou compreender algo. 'Sacou?' era a pergunta clássica para checar se a mensagem foi captada. Bem brasileira e bastante usada.
Personagem do folclore brasileiro, o Saci-Pererê é o moleque de uma perna só, gorro vermelho e cachimbo que apronta dentro de redemoinhos de vento. Apareceu em desenhos e histórias nacionais. Símbolo do folclore do país.
Mesmo geladinho de saquinho, conhecido por nomes diferentes pelo Brasil afora. Tinha de groselha, leite condensado, frutas e até chocolate.
Sitcom da Globo gravado quase como teatro, ambientado no apartamento do Largo do Arouche com a família encrenqueira de Caco Antibes, Magda e Vavá. Cada episódio era uma confusão regada a piadas e bordões.
Seriado juvenil da Globo voltado ao público adolescente, com histórias leves e elenco jovem. Fez parte da onda de seriados teen dos anos 90.
Mandar embora, recusar ou desistir de algo. 'Sai fora!' tanto enxota alguém quanto significa 'eu não entro nessa'. Curto e direto ao ponto.
Saia bem rodada na barra, que abria como uma roda ao girar. Era usada com sapatilha e ombreira, num visual feminino e divertido.
Combinação de saia jeans curta usada sobre uma legging, deixando as pernas cobertas mas com ar moderno. Foi bem comum entre as adolescentes dos anos 2000.
Animê sobre Serena (Usagi) e suas amigas, garotas comuns que se transformam em guerreiras do amor e da justiça inspiradas nos planetas. Com tiaras, frases de efeito e o gato Luna, defendiam a Terra de vilões da Lua Negra. Marcou a infância de muitas meninas.
Estabelecimento de cuidados com cabelo e estética feminina. As clientes passavam a tarde de bobes e revistas, atualizando as novidades do bairro. Era ponto de socialização tanto quanto de beleza.
Espaço alugado para festas de aniversário, casamentos e formaturas. As festas infantis com palhaço e bolo de pasta americana aconteciam ali. A decoração de bexigas era o cenário das fotos.
Estabelecimento com mesas de sinuca onde a rapaziada disputava partidas e apostas. A fumaça do cigarro e o tilintar das bolas davam o clima. Era reduto masculino de fim de tarde.
Salas online divididas por tema, idade ou cidade onde estranhos conversavam por texto em tempo real. Foi onde muita gente fez amizade, paquerou e levou o clássico 'a/s/l?' (idade, sexo, localização). Os portais UOL e Terra eram os points mais movimentados.
Suporte de palha ou plástico trançado em forma de cestinha, onde se encaixavam o saleiro e o paliteiro de vidro. Enfeite clássico da mesa de cozinha.
Salgadinho crocante feito de mandioca fatiada e frita, em pacote. Alternativa à batata, com sabor marcante de aipim.
Salgadinho de trigo com sabor de bacon da Elma Chips, em formato de tubinho. Crocante e salgado, sumia rápido do pacote.
Salgadinho de milho com sabor de cebola em formato de argolinha, da Elma Chips. Crocante e com aquele cheiro forte característico.
Salgadinho de milho com sabor de queijo da Elma Chips que deixava os dedos alaranjados. A graça era lamber os dedos no final.
Tortilha de milho triangular da Elma Chips com sabor forte, queijo nacho ou picante. Robusto e crocante, virou febre nas festas.
Salgadinho de milho da Elma Chips nos sabores presunto e queijo. O Fandangos presunto era um dos mais amados da turma.
Salgadinho de milho leve e crocante da marca Fofura, em vários sabores. Pacote queridinho das festas e do lanche da tarde.
Salgadinho de milho em palitinhos da Elma Chips, sabores churrasco e original. Crocante e fininho, era diversão petiscar um a um.
Batata frita ondulada da Elma Chips, crocante e bem salgada. As ondinhas seguravam mais sabor em cada palito.
Salgadinho de batata palha em pacote, popular nas cantinas escolares. Fininho e crocante, era barato e bem salgado.
Palitinhos salgados crocantes vendidos em pacote, ótimos para petiscar. Combinavam com refrigerante na hora do lanche.
Salgadinho de trigo da Elma Chips em sabores fortes como churrasco e queijo picante. Pacote barato e tema certo das tardes em casa.
Brincadeira de pular por cima de uma linha riscada no chão, aumentando a distância a cada rodada. Quem pisava na linha ou caía aquém saía da disputa.
Animê sobre Kenshin Himura, um ex-assassino que vaga pelo Japão com uma espada de fio invertido, jurando nunca mais matar. Tinha uma cicatriz em cruz no rosto e um passado pesado. Misturava ação histórica e drama.
Sandália de plástico perfumado da marca Melissa, brilhante e colorida, que virou febre entre as meninas. Tinha aquele cheirinho doce inconfundível.
Seriado da Globo estrelado pela dupla de irmãos cantores Sandy e Junior, no auge da fama. Misturava música e histórias leves para o público jovem.
Pessoa gente boa, de bom coração, em quem se pode confiar. Elogio de caráter usado nas quebradas. O sangue bom não trai e está sempre pro que der e vier.
Loja de calçados onde o vendedor media o pé e trazia caixas e mais caixas para experimentar. Comprar sapato novo para a aula era ritual de volta às aulas. Algumas também faziam conserto de sapatos.
Calçado masculino que misturava o conforto do tênis com o ar elegante do sapato. Caiu no gosto de quem queria estar arrumado sem perder a comodidade.
Calçado de solado e salto altíssimos e grossos, que erguia a pessoa vários centímetros do chão. Virou febre na era da discoteca e dava aquele ar imponente combinado com a boca de sino.
Cantiga de roda e acalanto sobre o sapo-cururu à beira do rio. As crianças cantavam em roda ou na hora de dormir, embaladas pela melodia tranquila.
Brincadeira, piada ou deboche feito em cima de alguém. Tirar um sarro era zoar de forma leve e divertida.
Aparelho que digitalizava fotos e documentos de papel para o computador. A luz passava devagar lendo a imagem linha por linha, e o resultado às vezes saía torto ou desbotado. Foi a forma de muita gente colocar fotos antigas e desenhos na internet.
Aparelho que digitalizava fotos e documentos passando uma luz por baixo da tampa. A barra de luz andava devagar enquanto a imagem ia aparecendo na tela. Foi a porta de entrada para digitalizar o álbum de família.
O dogue medroso e comilão que, junto com Salsicha, Velma, Daphne e Fred, desvendava mistérios na Máquina do Mistério. No fim, o monstro sempre era um humano disfarçado. Biscoitos Scooby resolviam qualquer covardia.
Recado público deixado no perfil de alguém no Orkut, visível para todo mundo que entrasse na página. Receber muitos scraps era sinal de popularidade. Os mais criativos vinham com imagens e gifs piscando.
Abreviação de 'saudades', com o 's' repetido para dar mais ênfase ao sentimento. Aparecia muito em scraps e depoimentos. Quanto mais 's', maior a saudade declarada.
Pedido para prestar atenção ou ficar esperto. 'Se liga!' chamava a pessoa para a realidade ou para uma novidade. Funcionava como alerta amigável.
Ordem pra alguém cair na real, perceber a situação e parar de pagar de bobo. Dito com impaciência pra quem está perdido ou se iludindo. Um chacoalhão verbal.
Livraria de livros usados onde se garimpavam edições antigas a preço baixo. As pilhas empoeiradas e o cheiro de papel velho faziam parte do charme. Vender e comprar livros usados mantinha a roda girando.
Aquele secador de cabelo em formato de capacete que descia sobre a cabeça no salão de beleza. A cliente ficava ali sentada, lendo revista, enquanto os cachos secavam por baixo da redoma. Era o trono das tardes de salão das vovós e mães.
Aparelho ligado ao telefone que gravava recados em fita quando ninguém atendia. Gravar a mensagem de saudação engraçada era diversão. Ouvir os recados ao chegar em casa era hábito diário.
Aparelho ligado ao telefone que gravava os recados em uma fitinha quando ninguém atendia. Tinha uma mensagem de saudação que a família gravava e regravava várias vezes.
Marca de xampu e condicionador muito popular, com várias linhas para cada tipo de cabelo. As propagandas mostravam cabelos brilhantes e soltos ao vento. Presença garantida no box do banheiro.
Marca de eletrônicos famosa pelos televisores e pelo bordão 'Quem é Semp, Semp será'. As TVs Semp Toshiba eram referência de imagem nas casas brasileiras. Acompanhou a transição das TVs de tubo às mais modernas.
Jogo de lógica para dois jogadores em que um escondia uma sequência de pinos coloridos e o outro tentava adivinhar. Dicas indicavam quantas cores e posições estavam certas a cada tentativa. Era xadrez para a mente.
Brinquedos inspirados no personagem criado em homenagem ao piloto Ayrton Senna, com carrinhos e bonecos. Faziam parte de uma linha que misturava diversão e a paixão nacional pela Fórmula 1. Eram muito populares na época.
Querer tudo só para si, ser egoísta principalmente em brincadeiras e jogos. O fominha não dividia a bola nem a vez com ninguém.
Faixa de filmes de ação e aventura exibida pela Globo, garantia de adrenalina na tarde. A vinheta animava todo mundo que gostava de filme cheio de explosão.
Faixa dedicada a filmes de comédia na grade das emissoras, garantindo risada na programação. Era o convite para relaxar rindo.
Faixa de filmes exibida na madrugada, para os notívagos e fãs de cinema que viravam a noite acordados. O nome já dizia tudo sobre o horário.
Filme exibido pela Globo no meio da tarde, com aquela vinheta inconfundível e a voz anunciando o título. Era o programa da garotada que chegava da escola e de quem ficava em casa. Sempre tinha um filme do tipo que fazia chorar numa quarta-feira à toa.
Faixa de filmes em que o público telefonava para concorrer a prêmios durante a exibição. Misturava o cinema em casa com a emoção de poder ganhar algo.
As crianças cantam 'vamos passear na floresta enquanto seu lobo não vem'. Perguntam 'seu lobo está?', e quando o lobo responde que vai sair, todos correm para não ser pegos.
Spin-off de He-Man estrelado por Adora, irmã gêmea do príncipe Adam, que se transforma na poderosa She-Ra com sua Espada Protetora. Ela liderava a Grande Rebelião contra a Horda do Mal em Ethéria. Foi uma das primeiras heroínas de ação a ganhar desenho próprio.
Centro comercial fechado e climatizado que reunia lojas, praça de alimentação e cinema. Virou point de passeio das famílias e dos adolescentes no fim de semana. Andar de cima a baixo sem comprar nada já era diversão.
Expressão de aprovação total, algo excelente que merece aplauso. Tem cara de comentário esportivo, mas servia pra tudo de bom. Quando algo dava certo, era show de bola.
Quadro clássico do programa do Silvio Santos em que pessoas comuns subiam ao palco para mostrar talento e enfrentar uma banca de jurados. Notas baixas e comentários ferinos viraram marca registrada, e a buzina do reprovado era temida por todo calouro.
Programa de humor da Record comandado por Tom Cavalcante, com esquetes e seus muitos personagens. Tom dava vida a tipos caricatos que faziam o público gargalhar.
Programa infantil do SBT apresentado por Mara Maravilha, cheio de música, dança e brincadeiras coloridas. Mara cantava e animava a criançada com energia contagiante.
Animê sobre um jovem transportado a um mundo de divindades guerreiras, onde veste uma armadura sagrada para combater o mal. As batalhas eram intensas, no estilo dos Cavaleiros do Zodíaco. Cultuado pelos fãs de animes antigos.
Garrafa pressurizada que transformava água comum em água com gás, usada para fazer refrigerantes e drinks em casa. Apertava o gatilho e a água saía borbulhando.
Desenho dos mesmos criadores de Thundercats, sobre heróis ciborgues com asas de metal que patrulhavam a galáxia. Combatiam o vilão Mon-Star e sua gangue espacial. Misturava ficção científica e ação.
Narrador esportivo conhecido pelos bordões criativos e pelo óculos escuro, ídolo da galera que via futebol na TV. Seus jargões viraram parte do vocabulário do esporte.
Algo impressionante, absurdo, fora do comum, pra bem ou pra mal. Podia ser um show sinistro (incrível) ou um acidente sinistro (assustador). O contexto definia.
Brincadeira de faz de conta em que se cozinha comidinha com terra, folhas e água em panelinhas. As crianças montavam casinha e serviam banquetes imaginários aos amigos.
Versão muito querida e duradoura do Windows, com o papel de parede do campo verde 'Bliss'. Era estável e fácil de usar, ficando em uso por muitos anos. O som de inicialização é puro nostalgia.
Serviço gratuito de criação de páginas pessoais que marcou os primórdios da web. Os sites eram cheios de GIFs animados, fundos berrantes e o aviso 'em construção'. Foi onde muita gente criou sua primeira página na internet.
A série baseada na obra de Monteiro Lobato com a Emília, o Visconde, a Narizinho e o Saci aprontando no sítio da Dona Benta. Era educativa, mágica e marcou gerações que aprenderam a sonhar com a boneca de pano falante. A música de abertura ainda gruda na cabeça.
A reprise e versão renovada do Sítio na grade matinal da Globo nos anos 2000, com novo elenco e efeitos modernos. Apresentou a obra de Monteiro Lobato a uma nova geração de crianças.
Prancha sobre quatro rodinhas usada para deslizar e fazer manobras nas ruas e pistas. Começou como diversão e virou esporte e estilo de vida. Aprender a subir na guia sem cair levava muitos tombos.
Programa de chamadas de voz e vídeo pela internet lançado em 2003. Permitia conversar de graça com pessoas do mundo todo, algo revolucionário na época. Foi essencial para namoros à distância e reuniões antes da era dos apps de vídeo modernos.
Massa viscosa e nojenta-divertida que escorria entre os dedos e fazia barulho de pum quando apertada na latinha. Vinha em cores berrantes e às vezes com bichinhos de plástico dentro. Esticar, espremer e jogar no teto para ver se grudava era diversão garantida.
Mola metálica espiralada que descia degraus sozinha, virando cambalhotas de um lado para o outro. A graça era vê-la andar pela escada e o desespero era quando ela embolava sem volta. Bastava um descuido para virar um nó.
Personagem de uma formiguinha que tinha site, jogos e papéis de parede muito populares nos anos 2000. Era especialmente querido em contextos cristãos e infantis. Renderam protetores de tela e e-mails fofos espalhados por aí.
Aplicativo de mensagens com fotos e vídeos que sumiam depois de vistos. Popularizou os filtros de rosto divertidos e o formato de stories. Foi enorme entre os jovens antes de outras redes copiarem suas ideias.
Baseado nas tirinhas Peanuts de Charles Schulz, com o menino azarado Charlie Brown e seu cachorro filosófico Snoopy. O beagle vivia em cima da casinha imaginando ser piloto. Ternura e humor poético.
Criaturas coloridas que viviam embaixo do mar e tinham um snorkel no topo da cabeça, do qual saía vapor quando ficavam agitadas. Eram uma espécie de versão aquática dos Smurfs. Viviam aventuras numa cidade submarina.
Sitcom da Globo ambientado num restaurante popular, com humor sobre o dia a dia dos funcionários e clientes. Tinha personagens divertidos e situações de confusão garantida.
Sofá da sala revestido com uma capa de plástico transparente para não sujar nem desbotar o estofado. Grudava na pele no calor e fazia aquele barulho ao sentar, mas mantinha o sofá novo por anos.
Pequenos soldados verdes de plástico vendidos em sacos com dezenas de unidades em poses de combate. Montavam-se exércitos inteiros para batalhas imaginárias no quintal. Eram baratos e quase indestrutíveis.
Quadro do Caldeirão do Huck em que estudantes competiam soletrando palavras difíceis sob pressão. Rendeu fenômenos como a Soraya, que ganhou fama nacional.
Xingar muito, partir para o ataque verbal contra alguém. Quem soltava os cachorros descontava toda a raiva de uma vez.
Disputa de pipas em que se aplicava cerol na linha para cortar a do adversário no ar. Era uma prática perigosa e por isso muito desaconselhada, mas marcou as tardes de muita gente.
Programa musical da Globo que homenageava grandes nomes da música popular brasileira com apresentações ao vivo. Era a celebração da boa música na telinha.
Bombom da Lacta com recheio de creme e castanha, embrulhado no papel rosa. É presença obrigatória em casamentos e caixas de bombom. Disputar com o Ouro Branco era tradição.
Desenho baseado no ouriço azul mais rápido dos games, que enfrenta o vilão Dr. Robotnik (Eggman). Corria em velocidade supersônica para libertar Mobius. Trazia o ícone da Sega para a telinha.
Rede social de origem argentina que tentou competir com o Orkut na América Latina por volta de 2007. Permitia perfil, fotos, jogos e era bem popular entre os jovens hispano-falantes e brasileiros. Acabou perdendo a corrida e encerrou as atividades.
Ritual sagrado de assoprar dentro do cartucho quando o jogo dava tela preta ou riscada, na fé de que a poeira era a culpada. Funcionava ou não, mas todo mundo fazia com a maior convicção. Mais tarde descobriram que o cuspe só piorava os contatos, mas quem liga?
Casquinha de sorvete da Kibon embalada, com chocolate na ponta e cobertura crocante no topo. A melhor parte era o bombom no fundo da casquinha.
Marca de sorvetes com clássicos como o Eskibon, o Chicabon e o Fruttare. O som do carrinho ou da geladeira da Kibon na rua era irresistível. Tirar a figurinha do palito era bônus.
Pote de sorvete com as três cores e sabores: creme, chocolate e morango lado a lado. Era a sobremesa do domingo em família.
Picolé premium da Kibon com camada grossa de chocolate que estalava na mordida. Chegou como sorvete sofisticado para adultos.
Taça ou copinho de sorvete de creme com calda de chocolate ou morango por cima. Servido em sorveterias e lanchonetes da época.
Picolé da Kibon que trazia um chiclete escondido na ponta do palito. A surpresa do chiclete era um prêmio extra.
Loja de sorvetes onde se escolhiam bolas de sabores numa casquinha ou taça. As cadeiras de ferro e as taças de vidro davam ar de festa. Programa certo nas tardes quentes de verão.
Programa de compartilhamento de arquivos focado em música, queridinho de quem buscava faixas raras e gêneros alternativos. Tinha uma comunidade dedicada e organizada por pastas dos próprios usuários. Sobreviveu por muito mais tempo que seus concorrentes.
Mensagens indesejadas enviadas em massa, geralmente com propagandas ou golpes. Entupiam o e-mail com ofertas milagrosas e promessas absurdas. Combater o spam virou uma luta constante dos serviços de e-mail.
Animê japonês sobre o jovem piloto Speed e seu carro de corrida Mach 5, cheio de botões especiais. Disputava corridas perigosas ao lado da namorada Trixie e do misterioso Corredor X. Foi um dos primeiros animes exibidos no Ocidente.
Serviço de banda larga da Telefônica que foi um dos pioneiros do acesso rápido no Brasil. Para muita gente, o Speedy representou a primeira internet de verdade depois da discada. O nome virou quase sinônimo de banda larga em São Paulo.
Conjunto de discos e aros dentados com furos para a caneta, que criavam desenhos geométricos em espiral. Girando a engrenagem, surgiam padrões coloridos e simétricos. Cada combinação gerava um desenho diferente.
Bonecos de ação dos heróis e vilões da saga, do Luke ao Darth Vader, com naves e sabres de luz. Eram pequenos e colecionáveis, e a nave Millennium Falcon era o sonho máximo. Atravessaram gerações de fãs.
Site de jogos de moda onde você vestia bonecas virtuais, decorava ambientes e montava looks. Era extremamente popular entre as meninas nos anos 2000 e 2010. Tinha celebridades, lojas de roupas e uma comunidade ativa.
Sorteia-se uma letra e todos preenchem categorias como nome, fruta e cor com palavras que comecem por ela. Quem termina primeiro grita 'stop' e os pontos são contados conforme as respostas.
Adaptação animada do clássico jogo de luta com Ryu, Ken, Chun-Li e Guile combatendo a organização Shadaloo de Bison. Trazia os golpes especiais para a animação. Sucesso entre quem amava fliperama.
Tudo tranquilo, sem problemas. Usada tanto como resposta a 'tudo bem?' quanto para dizer que algo seria fácil. Sinônimo descontraído de 'de boa'.
Uma das primeiras grandes lojas online do Brasil, famosa por vender livros, CDs, DVDs e eletrônicos. Foi pioneira em popularizar as compras pela internet no país. O mascote e as propagandas marcaram época.
Refresco em pó tradicional em envelope, que rendia bastante suco. Tinha sabores frutados clássicos e era figura na despensa.
Refresco em pó que rendia uma jarra inteira de suco com um saquinho só. Os sabores artificiais coloriam a água e a boca. Refresco oficial das tardes quentes de criança.
Cereal matinal de milho com o mascote Tigre Tony e o bordão 'É bom demaaais!'. Comer com leite no café da manhã era luxo de criança. A caixa colorida chamava na prateleira.
Blusa de lã com estampa geométrica de losangos, muitas vezes tricotada à mão pelas avós. Era quentinha e dava aquele ar clássico de inverno.
Console de 16 bits da Nintendo, lar de clássicos como Super Mario World, Donkey Kong Country e Street Fighter. O controle roxo e cinza com botões coloridos era ótimo de segurar. Marcou a infância dos anos 90.
Pistolas de água de pressão que disparavam jatos potentes a vários metros de distância. Bombeava-se o ar para encher de força e ensopar o adversário. Eram a estrela das guerras de água do verão.
Animê japonês sobre futebol estrelado por Oliver Tsubasa, craque que sonha em ser campeão mundial. As partidas duravam vários episódios e os chutes eram impossíveis. Encantou quem gostava de bola.
O super-herói vindo do planeta Krypton que, como Clark Kent, esconde sua identidade atrás de óculos. Voa, tem super força e visão de calor, e sua única fraqueza é a kryptonita. É o protótipo de todos os super-heróis.
Nos episódios, a Vaca virava a heroína mascarada Supervaca para defender o irmão Frango das encrencas. Voava e tinha superpoderes apesar da aparência boba. Trazia ação cômica ao desenho.
Tribo dos amantes do mar, com bermuda larga, camiseta de marca de surfe, chinelo, cabelo com luzes e cordão de couro. Tinha um jeito relax de falar e se vestir.
Boneca da Estrela criada como a rival nacional da Barbie, com corpo mais próximo do real e visual brasileiro. Tinha roupas, acessórios e o famoso namorado, o boneco companheiro. Por muito tempo dividiu o coração das meninas com a concorrente importada.
Tiras elásticas presas à calça e passadas sobre os ombros, usadas no lugar do cinto. Voltaram à moda nos anos 80 como acessório descolado, inspirados em filmes e clipes.
T
Expressão de concordância ou de que está tudo bem. Usada para encerrar um assunto ou aceitar uma proposta.
Quer dizer 'tá entendendo, tá sabendo, tá por dentro'. Vira muleta no meio da frase pra confirmar que o outro acompanha. Marca registrada do papo de rua.
Está tranquilo, está sossegado, sem problemas. Forma encurtada e relaxada de dizer que tudo estava em paz.
Tudo sob controle, tudo certo e resolvido. Resposta tranquila para dizer que não havia com o que se preocupar.
Placa ondulada de madeira, metal ou pedra usada para esfregar a roupa com sabão no tanque. As ranhuras ajudavam a soltar a sujeira na força do braço.
Jogo de rua com duas duplas, taco de madeira, uma bolinha e duas casinhas (latinhas ou garrafas) que precisavam ser derrubadas. Os rebatedores corriam trocando de lado para marcar pontos enquanto os arremessadores tentavam acertar a casinha. Era 'olha o carro!' a cada cinco minutos.
Talco tradicional usado após o banho, especialmente nos dias quentes. A latinha clássica era figura certa no banheiro. Cheiro de bebê e de cuidado de gerações.
Aventuras aéreas do urso piloto Baloo e do jovem Kit, transportando cargas em um hidroavião. Enfrentavam piratas do ar e a chefona Rebecca administrava a empresa. Reaproveitava personagens do filme 'Mogli'.
Bichinho virtual num chaveiro de tela monocromática que você tinha que alimentar, limpar o cocô e dar carinho apertando três botõezinhos. Se esquecesse por algumas horas, o danado morria e dava aquele aperto no coração. Foi proibido em várias escolas porque ninguém prestava atenção na aula.
Calçado de solado rígido de madeira que fazia um barulho característico ao caminhar. Foi moda entre as mulheres nos anos 70 e marcava presença pelo som antes mesmo de a pessoa aparecer.
Tampinhas de garrafa viravam carrinhos de corrida num circuito desenhado na terra. Davam-se petelecos para fazer a tampinha avançar pela pista sem sair dos limites.
Pia grande de concreto da área de serviço, com fundo ondulado para esfregar roupa à mão. Resistente e bruto, era o quartel-general da lavação antes da máquina automática reinar.
Máquina simples de lavar roupa que só agitava a água com sabão; era preciso colocar e tirar a água manualmente e torcer as peças à mão. Versão popular e barata da máquina automática.
Conjunto de tapetes felpudos para o banheiro, incluindo um peludinho em volta do vaso sanitário. Vinham em cores fortes e combinavam com a tampa estofada do vaso.
Tapete oval ou redondo feito de tiras de tecido trançadas, geralmente artesanal e colorido. Ficava na porta do banheiro, da cozinha ou ao pé da cama.
Tartaruga espadachim ao estilo Zorro que sai de seu casco para combater injustiças com a ajuda do amigo Dum-Dum. Misturava aventura e comédia. Clássico bem antigo da TV.
Bonecos de ação dos quatro quelônios mutantes, cada um com sua arma e sua bandana colorida. Acompanhavam veículos malucos e vilões como o Destruidor e o mestre Splinter. Eram a febre dos meninos no fim dos anos 80.
Desenho temporário pintado na pele com tinta marrom-avermelhada, muito feito nas barracas de praia. Permitia ter um "tribal" no braço sem se comprometer para sempre.
Discos de plástico colecionáveis que vinham dentro de pacotes de salgadinho, estampados com personagens de desenhos. Dava para colecionar, trocar e disputar empilhando e tentando virar os do adversário. Os holográficos eram os mais valiosos.
Forma curta de 'também', uma das abreviações mais econômicas do internetês. Resolvia a vida de quem digitava devagar. Tinha também a variante 'tbm'.
Variante de 'também', um pouco mais completa que 'tb'. Foi a versão que mais resistiu ao tempo e ainda aparece em mensagens hoje. Dispensava as vogais sem perder o sentido.
Forma curta de 'tudo', sem as vogais do meio. Aparecia na saudação clássica 'td bem?'. Pura economia de teclas.
Teclado com layout brasileiro ABNT2, reconhecível pela tecla do 'ç' e barulho marcante das teclas. Era robusto e durava anos a fio. O 'clique' alto fazia parte da experiência de digitar.
Pequeno teclado eletrônico com teclas coloridas, sons de animais e músicas pré-gravadas. Servia para a criança descobrir a música apertando as teclas. Tocar a mesma musiquinha mil vezes era inevitável.
Empresa brasileira que trouxe os consoles da Sega para o país e os adaptou ao gosto nacional. Foi responsável por versões de jogos com personagens como a Mônica e o Sonic. Virou sinônimo de videogame no Brasil dos anos 90.
Tela azul de erro fatal do Windows, com textos brancos incompreensíveis. Significava que algo deu muito errado e o jeito era reiniciar. Aparecia sempre no pior momento possível.
A sessão de filmes da Globo nas noites de segunda-feira, geralmente com lançamentos mais badalados de Hollywood. Era o programa que emendava depois da novela e segurava a família acordada até tarde. A vinheta com a música empolgante já avisava que vinha filmão.
Programa educativo exibido pela manhã que ensinava o conteúdo do ensino fundamental e médio para quem queria estudar em casa. As aulas com situações do cotidiano marcaram muita gente.
Os primeiros celulares, enormes, pesados e com antena externa, daí o apelido de tijolão. A bateria durava pouco e o aparelho custava uma fortuna. Era sinal claro de status na época.
Réplica de telefone, muitas vezes com rodinhas e carinha sorridente, que a criança puxava por um cordão. Alguns faziam barulho de discagem e campainha. Servia para brincar de conversar com a família.
Aquele telefone com fio e um disco redondo numerado que você girava pra cada número. Ligar pra alguém com muitos noves no número era um exercício de paciência. Errou um dígito? Voltava tudo e discava de novo, dedinho dolorido e tudo.
Os telefones públicos em formato de concha que funcionavam com fichas e depois cartões. Ficar na fila do orelhão pra ligar era comum. Símbolo da comunicação antes do celular.
Sentados em fila ou roda, o primeiro sussurra uma frase no ouvido do colega, que repassa adiante. No fim, o último diz em voz alta a mensagem, quase sempre toda trocada.
Telefone com base fixa e um aparelho portátil com antena longa, que permitia andar pela casa enquanto falava. O chiado aumentava conforme você se afastava demais da base.
A mensagem urgente enviada pelos Correios, escrita em poucas palavras porque se cobrava por palavra. Chegava o carteiro com aquele envelope e o coração apertava, porque telegrama costumava ser notícia importante. Era o jeito rápido de avisar algo antes de o telefone ser comum.
Tela cinza com dois botões que desenhavam linhas ao serem girados, um na horizontal e outro na vertical. Para apagar, era só chacoalhar o aparelho. Fazer linhas retas era fácil, mas curvas eram um pesadelo.
Aparelho de TV enorme e pesado, com a parte de trás bojuda por causa do tubo de imagem. Esquentava, dava choque estático na tela e às vezes precisava de um tapa na lateral para a imagem parar de tremer.
Antes de a TV em cores chegar pra todo mundo, a imagem era em tons de cinza e a gente imaginava as cores. Tinha botão de girar pra trocar canal e antena com papel-alumínio na ponta. Ganhar uma TV colorida era motivo de orgulho na família.
TV pequena com tela preto e branco, antena própria e alça para carregar, que ia para a cozinha ou o quarto. Algumas funcionavam a pilha para levar para qualquer canto.
Tênis de lona com cano alto ou baixo e solado de borracha, símbolo de várias tribos urbanas. Atravessou décadas como ícone do rock, do skate e da galera alternativa.
Tênis esportivo com uma bombinha que inflava o cano para ajustar ao pé. Era sonho de consumo caríssimo da molecada dos anos 90.
Tênis infantil que acendia luzes coloridas no solado a cada passo. Foi o sonho de consumo de toda criança noventista.
Marcas brasileiras de tênis esportivo muito populares antes da invasão das grifes importadas. Eram acessíveis e estavam nos pés de quase todo estudante.
Cantiga de roda que conta a história de Terezinha, que caiu e foi amparada por três cavalheiros. As crianças giram e encenam o tropeço e o socorro durante a música.
Portal e provedor de internet de origem espanhola que foi gigante no Brasil. Oferecia notícias, e-mail, bate-papo, chat e cobertura esportiva muito popular. O endereço @terra.com.br era um dos e-mails mais comuns dos anos 2000.
Tesoura escolar de pontas arredondadas e cabo colorido, feita para não machucar. Cortava papel com dificuldade e dobrava em vez de cortar quando o papel era grosso. Sempre tinha o nome do dono escrito com esmalte ou caneta.
Desenho sobre guerreiros felinos do planeta Thundera que se refugiam na Terra após a destruição do seu mundo. Liderados por Lion-O e sua Espada Justiceira, enfrentavam o múmia maligno Mumm-Ra. O grito 'Thunder, Thundercats, Hooo!' era obrigatório.
Arco de plástico ou tecido usado para segurar o cabelo, muito popular entre meninas e jovens. Vinha em cores e estampas variadas para combinar com a roupa.
MMORPG clássico de visual em pixel, lançado em 1997 e extremamente popular no Brasil. Tinha um mundo perigoso onde morrer significava perder itens e experiência. Criou uma comunidade enorme e dedicada de jogadores brasileiros.
Os esquilos Tico e Teco viram detetives ao lado de Gadget, Monterey Jack e a mosca Zíper, resolvendo crimes pequenos pela cidade. Andavam num avião feito de objetos achados no lixo. Mistura de aventura e fofura da Disney.
Mini games portáteis de tela LCD com um único jogo cada, geralmente baseados em filmes e desenhos. Os gráficos eram silhuetas pretas que apareciam e sumiam. Eram baratos e cabiam no bolso.
Série derivada de 'O Rei Leão' estrelada pelo suricato Timão e o javali Pumba, vivendo aventuras com o lema 'Hakuna Matata'. Comiam insetos e enfrentavam confusões pelo mundo. Pura comédia despreocupada.
Tinta colorida vendida em potinhos ou bisnagas, usada nas aulas de artes. Ressecava no pote se a tampa ficasse mal fechada. Misturar todas as cores acabava sempre num marrom decepcionante.
Muleta de linguagem usada para comparar, exemplificar ou só enrolar enquanto pensava. Aparecia em quase toda frase de adolescente. Sozinha ou no combo 'tipo assim'.
Bordão pra começar ou enrolar uma frase, dando tempo pra pensar. Vício de linguagem que toda patricinha e adolescente usava sem parar. Equivale ao 'like' dos americanos.
Resolver algo com facilidade e tranquilidade. Quem tirava de letra fazia parecer simples uma tarefa difícil.
Zombar de alguém, debochar ou se exibir. Tanto podia ser provocar outra pessoa quanto se mostrar de forma exagerada.
Abreviação extrema de 'tá ligado', reduzindo a expressão a quatro consoantes. Usada para confirmar entendimento no fim das frases. O ápice da preguiça de digitar.
Toalhinha feita à mão em crochê, colocada sobre a TV, a mesa, o rádio e quase qualquer móvel da casa. Em cima dela vinha sempre um bibelô ou um pano protetor.
Aparelho que guardava vários CDs no porta-malas e trocava as faixas pelo som do carro. Permitia horas de música sem trocar disco. Era o luxo dos sistemas de som automotivos.
O aparelho que tocava discos de vinil com aquela agulha deslizando no sulco e o som quentinho saindo. Colocar a agulha no ponto certo da música exigia mão firme e delicada. O ritual de tirar o disco da capa e limpar a poeira fazia parte da experiência.
Aparelho de som de carro que tocava fitas cassete. Empurrava-se a fita e ele a engolia com um clique. Mudar o lado da fita no trânsito exigia habilidade.
Aparelho com dois compartimentos de fita cassete, que permitia copiar uma fita para a outra. Era assim que se faziam as cópias das fitas dos amigos e as coletâneas.
Achocolatado eterno rival do Nescau, com sabor marcante e propagandas divertidas. O mascote Toddynho conquistou as crianças. A disputa Toddy contra Nescau dividia as casas.
A aveia Quaker, com o senhorzinho na embalagem, era item de café da manhã reforçado. Usada em mingaus, vitaminas e receitas saudáveis. O personagem da lata é inconfundível.
Leite condensado tradicional, base de brigadeiro, pudim e mil sobremesas. Comer Leite Moça direto da lata furada era pecado delicioso. A latinha azul é ícone da cozinha brasileira.
Achocolatado pronto em caixinha com canudinho, da marca Toddy. Era o achocolatado portátil que ia em toda lancheira escolar.
Animê sobre meninas com DNA de animais que viram heroínas para defender a Terra. Misturava magia, romance e ação fofinha. Fez sucesso entre as meninas dos anos 2000.
Versão dos anos 90 que mostrava o gato Tom e o rato Jerry ainda filhotes, repetindo a clássica perseguição. Vinha acompanhado de outros personagens da Hanna-Barbera em versão mirim. Atualizou o clássico para uma nova geração.
A eterna perseguição do gato Tom ao rato Jerry, recheada de armadilhas, frigideiras e explosões. Praticamente sem diálogos, a graça estava na comédia física genial. Passou em incontáveis sessões de desenho ao longo de décadas.
Sitcom da Globo sobre dois vizinhos e suas famílias trocando favores e arrumando confusão. Tinha humor leve e personagens caricatos do cotidiano.
Ser dispensado bruscamente, levar o fim de um namoro ou de um emprego. Era a rejeição da forma mais direta possível.
Barras de ferramentas que se instalavam no navegador, muitas vezes sem você perceber. Vinham junto com programas baixados e enchiam a tela do navegador. Eram difíceis de remover e deixavam o computador mais lento.
Algo muito bom, do mais alto nível. Vinda do inglês 'top', virou elogio rápido e direto. Sobreviveu intacta até os dias de hoje.
Programa do SBT em que participantes encaravam desafios e provas inusitadas em troca de prêmios em dinheiro. Era um misto de coragem, sorte e diversão que prendia a família na frente da TV.
Aceitar um convite ou proposta, estar disposto a fazer algo. Quem topava entrava na brincadeira sem reclamar.
Mecha de cabelo da frente erguida e jogada para cima ou para o lado, fixada com gel ou laquê. Foi marca dos roqueiros, dos new wave e depois dos meninos descolados dos anos 90.
Ringtones de celular feitos com várias notas, que imitavam músicas, baixados pela internet ou por torpedo. Eram a evolução dos toques monofônicos e davam status a quem tinha. Sites cobravam para enviar o toque da moda para o seu celular.
Nome carinhoso dado às mensagens de texto SMS enviadas pelo celular, antes do WhatsApp. Eram pagas por unidade e por isso usadas com economia e abreviações. Os sites das operadoras às vezes ofereciam torpedos grátis pela internet.
Gorro de lã usado mesmo em clima ameno, mais por estilo do que por frio, ligado ao grunge e ao skate. Cobria o cabelo bagunçado com ar descolado.
Carrinho ou trailer de rua especializado em cachorro-quente completo. Ficava em pontos movimentados e funcionava noite adentro. O molho fumegante e a batata palha por cima eram a assinatura da casa.
Ato de trair ou enganar um amigo, geralmente em tom de brincadeira entre a galera. Era a acusação bem-humorada quando alguém fazia uma 'sacanagem'. Muito usada entre amigos próximos.
Trabalho, emprego ou serviço a ser feito. Era a forma descontraída de falar da labuta do dia a dia.
Régua em formato de meio círculo, marcada de 0 a 180 graus, usada para medir e traçar ângulos. Companheiro inseparável do compasso nas aulas de geometria. Era um mistério para quem nunca prestou atenção na explicação.
Robôs alienígenas que se transformam em veículos, divididos entre os heróis Autobots, liderados por Optimus Prime, e os vilões Decepticons, comandados por Megatron. A guerra deles parou na Terra. Era também uma linha gigante de brinquedos.
Folha de plástico transparente colocada no retroprojetor para exibir conteúdo na parede. Grudava nos dedos suados e ganhava marcas de digital. Apresentar trabalho com transparências era o ápice da tecnologia escolar.
Travesseiro de espuma simples que com os anos ficava amarelado, esfarelava por dentro e perdia a forma. Mesmo murcho, ninguém tinha coragem de jogar fora.
Maquete de trenzinho que andava sobre trilhos montados no chão, alimentado por eletricidade. Vinha com vagões, estações e túneis para montar um mundo em miniatura. Era presente de luxo e fazia a alegria de toda a família.
Versão das pedrinhas jogada com três unidades em vez de cinco. Lança-se uma ao ar e apanham-se as outras do chão antes de aparar a que cai, em fases de dificuldade crescente.
Confusão, briga, problema ou intriga. Pode ser uma discussão séria ou uma fofoca cabeluda. 'Deu treta' significa que a coisa esquentou.
Conjunto de três patos de cerâmica ou gesso pendurados em fila na parede, em tamanhos decrescentes, como se estivessem voando. Decoração clássica de sala e corredor da época.
Viagem mental, ideia ou clima que dominava a pessoa. Estar numa trip era estar imerso em determinado pensamento ou estilo.
Conversar, bater papo e discutir assuntos com alguém. Trocar uma ideia era o convite para uma boa conversa.
Pregar uma peça ou enganar alguém de propósito, geralmente pela internet. Vinda do termo 'troll', virou verbo nacional. Trollar os amigos era esporte nos fóruns e no MSN.
Plataforma de microblog famosa pela estética, pelos GIFs e pela cultura de reblogar conteúdo. Foi o lar de comunidades de fãs, frases melancólicas e fotos em preto e branco. Marcou profundamente a adolescência da geração dos anos 2010.
Personagens brasileiros criados por Maurício de Sousa, com Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali no Bairro do Limoeiro. Saltaram dos quadrinhos para desenhos e filmes. A Mônica e seu coelho Sansão enchiam os vilões de coelhada.
Programa infantil da Globo ambientado numa emissora de TV comandada por cachorros feitos de bonecos. Misturava humor, desenhos e quadros, e fez muito sucesso nas manhãs dos anos 90.
Aquela televisão pesada e profunda feita de vidro grosso, que pesava uma tonelada e esquentava como forno. Mudar de canal era no botão giratório ou levantando pra apertar. Quando dava chuvisco, um tapinha do lado resolvia (quase sempre).
Faixa de desenhos animados da Globo voltada ao público infantil, exibida pela manhã e à tarde. Era a programação que reunia a garotada antes ou depois da escola.
Programa feminino da Globo nos anos 80 que abordava saúde, comportamento e temas até então pouco discutidos na TV. Foi pioneiro em falar abertamente sobre a vida das mulheres.
Programa de humor da Globo que satirizava a própria televisão, com quadros, paródias e um elenco afiadíssimo. Foi escola de muito comediante que depois brilhou na TV brasileira.
Programa pioneiro de videogame interativo em que o telespectador ligava e gritava 'powww' para atirar nos alvos da tela. Foi a primeira experiência de jogar pela TV de muita gente.
Rede social de mensagens curtas, originalmente limitadas a 140 caracteres, lançada em 2006. Ficou famosa pela velocidade das notícias, pelos trending topics e pelo humor afiado dos brasileiros. Virou praça pública digital para discutir tudo em tempo real.
U
Jogo de cartas coloridas em que se descartava cartas iguais em cor ou número, com cartas especiais que viravam a partida. Gritar 'Uno' ao restar uma carta era obrigatório. O 'compra quatro' transformava amigos em inimigos.
O Universo Online foi um dos maiores portais e provedores de internet do Brasil, lançado em 1996. Reunia notícias, e-mail, bate-papo, conteúdo pago e acesso discado para milhões de assinantes. Por muito tempo, entrar na internet no Brasil era praticamente sinônimo de abrir o UOL.
O ursinho amarelo guloso por mel que vive no Bosque dos Cem Acres com Leitão, Tigrão, Ió e o menino Christopher Robin. As histórias eram calmas, doces e cheias de amizade. Baseado nos livros de A. A. Milne.
Desenho da Disney sobre ursinhos mágicos que vivem escondidos e bebem o suco gummi para dar saltos enormes. Protegiam seu segredo dos humanos e do vilão Duque Igthorn. Tinha uma abertura animada e marcante.
V
Desenho surreal sobre dois irmãos improváveis: uma vaca de sete anos e um frango de onze. As situações eram absurdas e o vilão recorrente era o Demônio Sem Calça, de cor vermelha. Humor escrachado e doido.
O grito que ecoava pela casa avisando que ninguém mais podia atrapalhar. Telefone desligado, prato na mesa e silêncio absoluto na sala. Era quase uma cerimônia diária da família brasileira.
Brinquedo de duas argolas presas a cordas cruzadas com um cone no meio. Dois jogadores abrem e fecham os braços fazendo o cone correr de um lado para o outro.
Privada com a caixa de descarga lá no alto, na parede, acionada por uma corrente ou cordão que você puxava. Versão anterior à válvula e à caixa acoplada moderna.
Abreviação de 'você', uma das primeiras e mais resistentes economias de teclas do internetês brasileiro. Nasceu nas salas de bate-papo e no MSN, onde digitar rápido era questão de honra. Sobreviveu a tudo e continua firme nos celulares até hoje.
Encurtamento de 'verdade', usado tanto como afirmação quanto como pergunta de espanto. Bastava soltar um 'vdd?' para demonstrar surpresa. Economia que virou expressão própria.
Vocativo informal vindo de 'velho', usado entre amigos sem nenhuma relação com idade. Servia para enfatizar emoção ou espanto. Muito comum na fala dos paulistas e depois espalhado pelo país.
Forma informal de chamar um amigo, independentemente da idade. 'E aí, véio?' era saudação básica entre a moçada. Também servia de espanto: 'véio, que isso!'.
Referência bem-humorada à estátua da Estátua da Liberdade das lojas Havan, que virou sinônimo de algo exageradamente grande ou kitsch. Surgiu como piada e se popularizou na internet brasileira. Embora a Havan já existisse, o meme cresceu nos anos 2000.
Limpador multiuso que prometia limpar a casa toda com um borrifo só. O cheiro característico ficava no ar depois da faxina. Companheiro fiel das donas de casa nos anos 90.
Vela encaixada num suporte de metal ou louça, guardada para as noites em que a energia caía. Toda casa tinha um esconderijo de velas e fósforos para a emergência.
Triciclo baixinho de plástico com banco comprido e rodas largas, perfeito para as primeiras aventuras sobre rodas. As crianças se sentavam e impulsionavam com os pés ou pedalavam. Era o primeiro 'veículo' de muita gente.
Serviço de banda larga da Oi/Telemar muito popular em diversas regiões do Brasil. Foi a porta de entrada de muita família na internet rápida e sempre conectada. O modem do Velox era presença certa em milhões de casas.
Ventilador antigo com hélices e grade de metal, pesado e barulhento, que girava de um lado para o outro. Falar com a boca colada na grade para ouvir a voz tremida era brincadeira clássica.
Ventilador pendurado no teto da sala ou do quarto, com pás de madeira ou metal e uma luminária no centro. Controlado por um cordãozinho que você puxava para mudar a velocidade.
Cada participante escolhe entre responder uma pergunta com sinceridade ou cumprir um desafio. As perguntas e prendas iam ficando mais ousadas conforme a roda esquentava.
Vestido longo e solto, estampado com flores, ligado ao movimento hippie e à liberdade comportamental. Combinava com sandália rasteira e cabelo solto.
Vestido de festa exagerado, cheio de babados, rendas, brilho e mangas bufantes. Era o auge da pompa nos casamentos e formaturas oitentistas.
Falar ou pensar coisas sem sentido, perder o foco da realidade. Quem viajava na maionese estava completamente fora do assunto.
Quadro do Domingão do Faustão com vídeos caseiros de tombos, trapalhadas e situações engraçadas. Era a hora de rir das gafes alheias junto com o Faustão.
Programa que mostrava novidades e dicas do mundo dos videogames para a galera gamer. Era fonte de informação na época sem internet.
O aparelho que tocava e gravava fitas VHS, o cinema dentro de casa antes do streaming. Programar pra gravar a novela enquanto saía era um diploma de informática avançada. O relógio dele piscando 00:00 era um clássico em toda sala de estar.
Pistola de luz usada em jogos de tiro como Duck Hunt no Nintendinho. Só funcionava direito em TVs de tubo. Mirar de pertinho na tela era trapaça clássica.
A Tectoy foi quem trouxe o Master System e o Mega Drive da Sega oficialmente para o Brasil, tornando-os febre nacional. Vinha o Master System com Sonic 'na memória' sem precisar de cartucho, um luxo. Era o videogame dos sonhos na vitrine da loja.
Loja que alugava cartuchos e CDs de videogame para consoles como Mega Drive, Super Nintendo e PlayStation. Permitia experimentar jogos caros por uns trocados. Algumas combinavam aluguel de fitas e jogos no mesmo balcão.
Programa infantil da Globo com personagens divertidos vivendo numa vila cheia de confusões. Fazia parte das atrações para a criançada na virada dos anos 2000.
Versão brasileira do programa infantil americano, exibida pela Globo e pela TV Cultura, com bonecos e o Garibaldo. Ensinava letras, números e valores para a meninada.
Aplicativo de vídeos curtos de até seis segundos em loop, lançado em 2013. Apesar da vida curta, criou um estilo único de humor rápido e gerou memes eternos. Foi encerrado em 2017, mas é citado como precursor do formato do TikTok.
Programas maliciosos que se espalhavam por disquetes, e-mails e downloads, podendo travar a máquina ou apagar arquivos. Na era do Orkut, era comum cair em scraps com links falsos que infectavam o perfil e mandavam mensagens sozinhos para os amigos. Antivírus como Norton e AVG viviam pedindo atualização.
Interjeição de preocupação ou de quem prevê encrenca, derivada de 'Virgem Maria'. Um 'vish' já avisava que a coisa ia complicar. Reação típica de quem percebia um problema chegando.
Aparelho que reproduzia discos de vinil com uma agulha sobre um prato giratório. Ajustar o braço com cuidado para não arranhar o disco era arte. O 'crepitar' do vinil fazia parte do charme.
Programa de humor de Jô Soares na Globo, repleto de personagens criados e interpretados por ele. Foi um marco do humor inteligente e político da TV brasileira.
Variante do morto-vivo em que o comando começa pelo 'vivo'. Em pé para 'vivo' e agachado para 'morto', as crianças tentam não se confundir com a sequência cada vez mais veloz.
Encurtamento de 'valeu', usado para agradecer de forma casual ou para se despedir. Era o jeito mais prático de dizer obrigado sem soltar a mão do mouse. Frequentemente vinha acompanhado de 'flw'.
Programa da Globo em que o público votava por telefone para escolher o final da história apresentada naquela noite. Era a interatividade chegando à TV antes da internet.
Programa em que o público acompanhava julgamentos simulados e votava no veredito, no estilo tribunal de TV. Misturava drama e interatividade.
Expressão que lembra a época em que programas e jogos vinham parcelados em vários disquetes, já que cada um cabia pouca coisa. Instalar exigia trocar disco após disco, com o terror de um deles estar danificado bem no final. Era paciência pura para instalar qualquer coisa maior.
Empresa brasileira de jogos sociais que fez muito sucesso no Orkut e no Facebook. Era responsável por vários joguinhos viciantes que dominaram as redes sociais. Foi uma das pioneiras dos jogos sociais no Brasil.
Site brasileiro de cartões virtuais que fez muito sucesso nos anos 2000. Você escolhia um cartão animado com música e mandava por e-mail para amigos em aniversários e datas comemorativas. Era o jeito carinhoso e gratuito de mandar lembrança pela internet.
Onomatopeia usada para indicar rapidez, ação ou um corte brusco em uma narrativa. 'Aí foi vrau' significava que algo aconteceu rápido. Som que virou palavra.
W
Biscoito wafer da Nestlé com recheio cremoso de chocolate ou morango. Crocante e doce, era febre na lancheira escolar.
Marca de pequenos eletrodomésticos como liquidificadores e batedeiras, presença constante nas cozinhas brasileiras. Concorria de igual com a Arno no quesito vitamina e bolo. Virou sinônimo de eletro de cozinha.
Linha de liquidificadores da Walita com personagens e cores chamativas que viraram febre nas cozinhas. O design diferente o tornava objeto de desejo. Hoje é peça de colecionador.
Par de rádios de brinquedo para conversar à distância, com aquele botão de apertar para falar. Funcionavam só de pertinho, mas davam a sensação de ser agente secreto. Eram a febre das brincadeiras de espião.
O tocador de fita cassete portátil que mudou a vida de quem queria ouvir música andando na rua. Vinha com fone de espuma laranja e devorava pilhas como ninguém. O auge da tecnologia era ter aquele com auto-reverse pra não precisar virar a fita.
Jacaré simpático que vive num zoológico e está sempre tentando fugir para conhecer o mundo. O zelador corria atrás para mantê-lo no lugar. Clássico simples da Hanna-Barbera.
Jogo de tabuleiro de estratégia em que os jogadores comandavam exércitos para conquistar territórios do mapa-múndi. Os dados decidiam as batalhas e os objetivos secretos definiam o vencedor. Partidas podiam durar a tarde inteira.
Câmera ligada ao computador que permitia se ver durante as conversas no MSN ou nas salas de bate-papo. A imagem costumava ser granulada e travada, mas era a maravilha de poder ver o rosto de quem estava do outro lado. Também rendia muitas fotos engraçadas com efeitos.
Salas de bate-papo online onde estranhos conversavam por texto em tempo real. Tinha apelidos criativos e o clássico 'a/s/l?' (idade, sexo, lugar). Foi a porta de entrada das amizades virtuais.
Câmera redonda que ficava em cima do monitor para vídeo nos mensageiros. A imagem era granulada e travada, mas mágica para a época. Virou item obrigatório de quem usava MSN.
Aplicativo de mensagens que substituiu o SMS e revolucionou a comunicação no celular. Permitia mensagens, áudios e fotos pela internet, sem custo de torpedo. Rapidamente virou o principal meio de conversa dos brasileiros.
Enciclopédia livre e colaborativa, editada por voluntários, lançada em 2001. Virou a primeira fonte de consulta para trabalhos escolares e curiosidades. Apesar das brincadeiras dos professores, salvou inúmeros trabalhos em cima da hora.
Tocador de MP3 supercustomizável famoso pelo slogan 'it really whips the llama's ass' e pelos skins que mudavam toda a aparência. Tinha equalizador e visualizações psicodélicas que dançavam com a música. Era praticamente obrigatório no computador de quem curtia música.
Sistema operacional da Microsoft lançado em 1995 que popularizou o menu Iniciar e a barra de tarefas. Trouxe o computador pessoal de vez para dentro das casas, com interface gráfica amigável. O lançamento foi um evento mundial, embalado pela música 'Start Me Up' dos Rolling Stones.
Sucessor do Windows 95, lançado em 1998, com melhor suporte a internet, USB e o navegador integrado. Foi o sistema de muitos primeiros computadores caseiros no Brasil. Ficou famoso também pela temida tela azul de erro que aparecia na pior hora.
Plataforma de blogs e sites lançada em 2003 que cresceu até virar uma das bases de grande parte da web. Oferecia versão gratuita hospedada e versão para instalar em servidor próprio. Foi a escolha de blogueiros mais 'profissionais' que queriam fugir do Blogger.
X
Grupo de mutantes liderados pelo Professor Xavier que defende um mundo que os teme e os odeia. Wolverine, Ciclope, Tempestade, Vampira e Fera enfrentavam Magneto e os Sentinelas. A série animada dos anos 90 é cultuada até hoje.
Versão dos X-Men que mostra os mutantes como adolescentes estudando no Instituto do Professor Xavier. Equilibrava as dores de crescer com as batalhas contra Magneto. Trouxe uma cara nova aos heróis.
Programa infanto-juvenil da TV Cultura com quadros variados, humor e informação para a meninada maior. Fazia parte da leva de programas de qualidade da emissora nos anos 90.
Jogo de tabuleiro de estratégia com peças de movimentos diferentes, em que o objetivo é dar xeque-mate no rei adversário. Exigia concentração e planejamento de várias jogadas à frente. Era o jogo dos espertos da turma.
Grafia abreviada e fonética de 'tchau', clássica das despedidas na internet. Trocar o 'tch' por 'x' era praxe no internetês. Simples e direta.
Cantar alguém, conquistar com conversa boa e charme. O xaveco era o papo usado para impressionar a pessoa desejada.
O programa matinal da Rainha dos Baixinhos que dominou as manhãs da garotada com música, brincadeiras e os Paquitos. Toda criança sonhava em entrar no palco com a Xuxa. As musiquinhas viraram trilha sonora de uma geração inteira.
Y
Um dos primeiros grandes portais da internet, com busca, e-mail, notícias e diversos serviços. O Yahoo! Mail foi um dos provedores de e-mail mais usados do mundo. Por muito tempo, foi sinônimo de internet antes do Google dominar as buscas.
Mensageiro instantâneo do Yahoo! que competia com MSN e ICQ. Tinha salas de bate-papo, emoticons e a possibilidade de conversar com contatos do mundo todo. Era especialmente popular entre quem mantinha contas no portal Yahoo!.
Serviço em que qualquer pessoa podia fazer e responder perguntas sobre qualquer assunto. Ficou tão famoso pelas respostas bizarras e pelas perguntas absurdas que virou fonte inesgotável de memes. Foi encerrado em 2021, mas suas pérolas são imortais.
Brinquedo de duas bolinhas duras presas por um cordão, batidas uma na outra com o movimento da mão. Fazia um barulho alto de clac-clac e rendia muitos dedos machucados. Era moda nas mãos da criançada.
Site de compartilhamento de vídeos lançado em 2005 que mudou para sempre o consumo de conteúdo. Permitiu que qualquer pessoa publicasse vídeos e deu origem aos youtubers. No começo, era cheio de vídeos caseiros, clipes e pérolas inesquecíveis.
Animê sobre Yusuke Urameshi, um delinquente que morre, volta à vida e vira detetive sobrenatural caçando demônios. Ao lado de Kuwabara, Kurama e Hiei, enfrentava torneios e ameaças do mundo espiritual. Fez muito sucesso no Brasil.
Jogo de cartas colecionáveis baseado no anime, em que se invocavam monstros e magias para reduzir os pontos de vida do oponente. As regras eram complexas e os duelos, empolgantes. Trocar cartas raras era um mercado paralelo na escola.
Z
Ir embora, partir rapidamente de um lugar. Quem zarpava saía depressa, muitas vezes para escapar de algo.
O urso esperto do Parque Jellystone que vivia roubando as cestas de piquenique dos visitantes, ao lado do amiguinho Catatau. O Zelador Smith tentava em vão impedir as travessuras. 'Mais esperto que o urso comum', dizia a abertura.
Brincadeira, bagunça, gozação entre amigos. 'A zoeira não tem limites' virou lema de uma geração inteira. Tudo era motivo pra rir e tirar onda.
Programa de humor da Globo aos sábados, com esquetes e uma galeria de personagens que caíram no gosto popular. Lançou bordões e tipos que o Brasil inteiro imitava na segunda-feira.
Recurso do MSN que fazia a janela do contato tremer e emitir um som, usado para chamar atenção de quem não respondia. Mandar zumbido em excesso era considerado falta de educação. Causou muitas brigas e muitas risadas.
