Márcio de Sousa e Melo (1906–1991) foi um marechal do ar e político brasileiro que integrou a Junta Militar de 1969. Ocupou o cargo de ministro da Aeronáutica e exerceu a presidência da República interinamente, ao lado de Augusto Rademaker e Aurélio de Lira Tavares, durante o afastamento do presidente Artur da Costa e Silva.
Carreira militar e formação
Formado na Escola Militar do Realengo (1928), Melo integrou as primeiras unidades de aviação do Exército e participou da criação do Correio Aéreo Militar, embrião da Força Aérea Brasileira. Atuou em cursos e comandos no Brasil e no exterior, incluindo treinamento nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Foi também adido aeronáutico em Buenos Aires e Montevidéu, onde estreitou laços com Costa e Silva.
Ministro da Aeronáutica
Nomeado ministro da Aeronáutica em 1967, sob o governo Costa e Silva, manteve-se no cargo até 1971. Supervisionou a consolidação institucional da FAB e acompanhou a modernização de sua estrutura administrativa. Já havia exercido brevemente a pasta em 1964, no início do regime militar, sob Humberto de Alencar Castelo Branco.
Junta Militar de 1969
Com a doença de Costa e Silva, Melo compôs o triunvirato que assumiu o poder entre agosto e outubro de 1969. Durante o curto governo, a junta manteve o Congresso fechado, editou atos institucionais como o AI-12 e o AI-16 e conduziu a eleição indireta de Emílio Garrastazu Médici. O período marcou a continuidade e o endurecimento da ditadura militar.
Últimos anos e legado
Após deixar o ministério em 1971, retirou-se da vida pública. Recordado como um dos pioneiros da aviação militar brasileira, Márcio de Sousa e Melo figura também entre os chefes de Estado que integraram a condução do país durante o regime militar.
