Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902–1976) foi médico e político brasileiro, presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Conhecido pelo lema “cinquenta anos em cinco”, liderou um ambicioso programa de desenvolvimento nacional que transformou a economia e resultou na construção da nova capital, Brasília.
Formação e ascensão política
Natural de família modesta, Kubitschek formou-se em medicina pela Universidade de Minas Gerais em 1927 e especializou-se em urologia em Paris. Sua carreira política começou nos anos 1930, quando atuou como chefe de gabinete de Benedito Valadares e, depois, deputado federal. Como prefeito de Belo Horizonte, impulsionou obras urbanísticas marcantes, como o conjunto arquitetônico da Pampulha projetado por Oscar Niemeyer.
Governo desenvolvimentista
Eleito presidente em 1955 pela coligação PSD–PTB, Kubitschek implementou o Plano de Metas, que previa 31 objetivos concentrados em energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação. Seu governo promoveu a expansão da infraestrutura, estimulou a indústria automobilística e a entrada de capitais estrangeiros. A inauguração de Brasília, em 1960, simbolizou o otimismo desenvolvimentista e o avanço da interiorização do país.
Exílio e últimos anos
Após deixar a presidência, elegeu-se senador por Goiás (1961–64). Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados e viveu no exílio até 1967. Participou da Frente Ampla, movimento de oposição à ditadura, mas afastou-se da vida pública após sua dissolução. Morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra em 1976; investigações posteriores não comprovaram motivação política para o ocorrido.
Legado
Kubitschek é lembrado como um dos presidentes mais dinâmicos da história brasileira, símbolo de modernização e otimismo nacional. Seu período consolidou a industrialização e marcou profundamente a paisagem política, econômica e urbana do Brasil.
