Hermes Rodrigues da Fonseca (1855–1923) foi um militar e político brasileiro, oitavo presidente da República (1910–1914). Sobrinho de Deodoro da Fonseca, destacou-se por tentar fortalecer a influência militar e centralizar o poder federal durante a Primeira República, rompendo o domínio das oligarquias estaduais.
Formação e carreira militar
De família tradicional de militares, era filho do marechal Hermes Ernesto da Fonseca e aluno de Benjamin Constant Botelho de Magalhães. Formou-se pela Escola Militar e ascendeu até marechal em 1906. Como ministro da Guerra (1906–1909), reformou o Exército e instituiu o serviço militar obrigatório, medidas que modernizaram as Forças Armadas.
Presidência (1910–1914)
Sua eleição representou o retorno dos militares ao poder e o enfraquecimento da “política do café com leite”. Enfrentou crises como a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido Felisberto, e a Guerra do Contestado, conflito social e religioso no sul do país. Lançou a chamada “Política das Salvações”, intervenções federais para depor oligarquias regionais e fortalecer o governo central.
Últimos anos e legado
Após o assassinato de Pinheiro Machado, afastou-se da vida pública e viveu na Europa. Regressou em 1921, presidiu o Clube Militar e envolveu-se na Revolta do Forte de Copacabana (1922), sendo preso por seis meses. Morreu em 1923, em Petrópolis. Seu governo deixou marcas na reorganização do Exército e no confronto entre militarismo e civilismo na Primeira República.
