Getúlio Dorneles Vargas (1882–1954) foi um político e estadista brasileiro que presidiu o Brasil por dezoito anos, entre 1930 e 1945 e novamente entre 1951 e 1954. Figura central do século XX brasileiro, combinou populismo, autoritarismo e nacionalismo econômico, deixando um legado duradouro de industrialização e legislação trabalhista.
Ascensão ao poder e a Revolução de 1930
Vargas emergiu da política gaúcha e chegou ao poder após liderar a Revolução de 1930, que derrubou a Primeira República dominada pelas oligarquias cafeeiras. Como chefe do Governo Provisório, iniciou reformas que ampliaram o papel do Estado e centralizaram a administração federal.
O Estado Novo (1937–1945)
Em 1937, Vargas instaurou o Estado Novo, regime autoritário inspirado em modelos europeus corporativistas. Dissolveu o Congresso, proibiu partidos políticos e governou por decretos. Apesar da censura e repressão, implementou políticas de industrialização, criou a Companhia Siderúrgica Nacional e consolidou a Consolidação das Leis do Trabalho, que estruturou direitos trabalhistas no país.
Retorno democrático e segundo governo
Deposto em 1945, Vargas voltou ao poder pelo voto popular em 1951. Seu segundo mandato priorizou o nacionalismo econômico, culminando na criação da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Enfrentando forte oposição da União Democrática Nacional e de setores militares, suicidou-se em 1954, deixando a célebre Carta-Testamento.
Legado e influência
Vargas é considerado o político mais influente da história republicana brasileira. Seu governo moldou o Estado nacional desenvolvimentista, fortalecendo a relação entre governo e trabalhadores urbanos. Ao mesmo tempo, é lembrado por sua ambiguidade: modernizador e autoritário, populista e nacionalista, reformista e ditador.
