Carlos Coimbra da Luz (1894–1961) foi um político, advogado e jornalista mineiro que exerceu a Presidência da República do Brasil por apenas três dias, de 8 a 11 de novembro de 1955. Tornou-se o presidente com mandato mais curto do país e figura central de uma grave crise política durante a transição para o governo de Juscelino Kubitschek.
Trajetória política
Carlos Luz iniciou a carreira pública em Leopoldina, onde foi delegado, vereador e prefeito. Atuou como secretário de estado em Minas Gerais e presidiu a Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro entre 1939 e 1946. No governo de Eurico Gaspar Dutra, foi ministro da Justiça. Elegeu-se deputado federal por várias legislaturas e, em 1955, presidia a Câmara dos Deputados quando assumiu interinamente a Presidência.
A crise de novembro de 1955
Luz assumiu o governo após o afastamento, por motivos de saúde, do presidente João Café Filho. Seu breve mandato coincidiu com o clima de tensão gerado pela vitória de Juscelino Kubitschek nas urnas. Acusado de conspirar com setores militares para impedir a posse do eleito, foi deposto pelo movimento legalista comandado pelo general Henrique Teixeira Lott. O episódio, conhecido como Movimento de 11 de Novembro, resultou na sua destituição pelo Congresso e na posse do senador Nereu Ramos.
Legado
Apesar de sua curta passagem pela Presidência, Carlos Luz teve papel relevante ao preservar a ordem constitucional durante um momento de instabilidade. Sua destituição consolidou o respeito ao resultado eleitoral e adiou em quase uma década um golpe militar, que só ocorreria em 1964.
