Augusto Hamann Rademaker Grünewald (1905–1985) foi um almirante e político brasileiro que se destacou por integrar a Junta Militar de 1969, grupo que governou o Brasil após o afastamento do presidente Artur da Costa e Silva. Posteriormente, serviu como vice-presidente da República no governo de Emílio Garrastazu Médici, durante o regime militar.
Carreira naval e política
Ingressou na Escola Naval em 1923, servindo em diversas embarcações e participando de missões de patrulha durante a Segunda Guerra Mundial. Ascendeu a almirante de esquadra e, após 1964, tornou-se uma figura central no governo militar, ocupando o Ministério da Marinha no gabinete de Costa e Silva. Teve papel ativo na formulação do Ato Institucional nº 1, que consolidou o poder do regime.
Junta Militar de 1969
Com a incapacidade de Costa e Silva, Rademaker, o general Aurélio de Lira Tavares e o brigadeiro Márcio de Souza e Mello formaram a junta que governou de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969. A medida impediu a posse do vice-presidente civil Pedro Aleixo. Durante esse período, o grupo assinou atos institucionais e manteve o controle militar sobre o país até a eleição de Médici.
Vice-presidência e legado
Rademaker foi escolhido vice-presidente na administração Médici, servindo de 1969 a 1974. Ocupou interinamente a presidência em viagens do titular e manteve forte alinhamento com as políticas do regime. Reformou-se em 1974 e faleceu em 1985. É lembrado como uma das figuras mais influentes da cúpula militar brasileira durante o período conhecido como anos de chumbo.
