Artur da Costa e Silva (Taquari, 3 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1969) foi um marechal e político brasileiro, segundo presidente do regime militar instaurado pelo golpe de 1964. Governou o país entre 1967 e 1969, período marcado pelo endurecimento autoritário e pela promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5).
Carreira militar e ascensão política
Formado pela Escola Militar do Realengo, Costa e Silva participou de movimentos tenentistas e ascendeu a general-de-divisão em 1961. Comandou o IV Exército em Recife e foi um dos articuladores do golpe que depôs João Goulart em 1964. Serviu como ministro da Guerra no governo de Humberto de Alencar Castelo Branco antes de ser eleito presidente por voto indireto em 1966.
Governo e AI-5
Ao assumir, prometeu “humanizar a Revolução”, mas enfrentou forte agitação estudantil, greves operárias e a oposição da Frente Ampla. Em dezembro de 1968, após o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, decretou o AI-5, que suspendeu garantias constitucionais, permitiu o fechamento do Congresso e institucionalizou a censura e a repressão política. O ato inaugurou a fase mais dura da ditadura brasileira.
Política econômica e obras
Seu governo buscou estimular o crescimento, flexibilizando a política anti-inflacionária. Sob orientação do ministro Antônio Delfim Netto, o PIB cresceu cerca de 11% em 1968, prenunciando o “milagre econômico”. Criou órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Movimento Brasileiro de Alfabetização e empresas estatais como a Embraer.
Crise e morte
Em agosto de 1969, Costa e Silva sofreu um grave derrame cerebral. Impedido de retornar ao cargo, foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros das Forças Armadas. Morreu no Rio de Janeiro poucos meses depois, aos 67 anos. Seu legado está associado tanto ao fortalecimento do regime autoritário quanto ao início do ciclo de expansão econômica conhecido como “milagre brasileiro”.
