Presidente do Brasil · República Velha

Artur da Silva Bernardes

1922–1926

Governou quase todo o mandato sob estado de sítio, cercado de revoltas militares.

Artur da Silva Bernardes (1875–1955) foi advogado e político brasileiro, presidente da República de 1922 a 1926. Natural de Viçosa (MG), governou em meio a grave instabilidade política, marcada por revoltas militares e pelo uso contínuo do estado de sítio, simbolizando o auge da crise da Primeira República.

Formação e início da carreira

Formado em Direito pela Faculdade de São Paulo em 1900, Bernardes iniciou-se na política por influência do sogro, Carlos Vaz de Melo, líder regional. Foi vereador, deputado estadual e federal, além de secretário de Finanças de Minas Gerais antes de se eleger presidente do estado (1918–1922).

Governo federal (1922–1926)

Seu mandato presidencial coincidiu com a efervescência do tenentismo, movimento militar que exigia reformas políticas e combate à corrupção. Governou quase todo o período sob estado de sítio, restringindo liberdades civis para enfrentar revoltas como a de 1924 em São Paulo e a marcha da Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes. Em 1926, promoveu reforma na Constituição de 1891, redefinindo as condições para decretação do estado de sítio.

Pós-presidência e atuação posterior

Após deixar o governo, foi senador e envolveu-se nas revoluções de 1930 e 1932. Exilado em Portugal, regressou em 1934, elegendo-se deputado federal. Com a redemocratização de 1945, participou da fundação da União Democrática Nacional e, posteriormente, do Partido Republicano, que presidiu até morrer.

Legado

Bernardes consolidou-se como figura central do republicanismo mineiro e defensor do nacionalismo econômico. Fundou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária, embrião da atual Universidade Federal de Viçosa, e deixou marca duradoura na história política da República Velha.

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