Presidente do Brasil · República Velha

Afonso Augusto Moreira Pena

1906–1909

Investiu em ferrovias e imigração, mas morreu no cargo em 1909, sem terminar o mandato.

Afonso Augusto Moreira Pena (1847–1909) foi um advogado, professor e político brasileiro, sexto presidente da República, exercendo o cargo entre 1906 e 1909. Natural de Santa Bárbara (MG), destacou-se por impulsionar obras de infraestrutura e pela política de valorização do café durante a Primeira República.

Carreira política inicial

Durante o Império, Afonso Pena atuou como deputado e ministro em diferentes pastas — Guerra, Agricultura e Justiça — destacando-se por seu reformismo e defesa do abolicionismo moderado. Apesar de monarquista, adaptou-se à República e filiou-se ao Partido Republicano Mineiro, tornando-se governador de Minas Gerais (1892–1894), onde iniciou a transferência da capital para Belo Horizonte e fundou a Faculdade de Direito do estado. Também presidiu o Banco da República (1895–1898) e exerceu a vice-presidência da República (1903–1906) sob Rodrigues Alves.

Governo da República

Eleito em 1906 pela aliança paulista-mineira (“política do café com leite”), promoveu o Convênio de Taubaté, que garantiu apoio federal à valorização do café, sustentando os preços do produto. Investiu na expansão de ferrovias, telégrafos e portos, estimulou a imigração europeia e criou o alistamento militar obrigatório. Incentivou as expedições de Cândido Rondon, ampliando a comunicação com o interior. Seu mandato coincidiu com a Exposição Nacional de 1908, que celebrou o centenário da abertura dos portos.

Morte e legado

Afonso Pena faleceu de pneumonia em 14 de junho de 1909, tornando-se o primeiro presidente brasileiro a morrer no exercício do cargo. Foi sucedido por Nilo Peçanha. Sua administração consolidou a hegemonia das oligarquias cafeeiras, mas também marcou avanços em infraestrutura e centralização administrativa que moldaram os anos seguintes da República.

Conteúdo compilado pelo Mofolândia.