Lito Sousa (1967–2026) foi o maior divulgador de aviação do Brasil. Mecânico de aeronaves, piloto e criador do canal Aviões e Músicas, transformou um assunto técnico em conteúdo popular e acessível, reunindo 4 milhões de inscritos no YouTube. Virou presença constante na TV brasileira como o especialista que explicava acidentes aéreos ao público e ajudou milhares de pessoas a perder o medo de voar.
Trajetória
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Lito fez formação técnica pela Força Aérea Brasileira e construiu uma carreira de mais de três décadas na aviação. Trabalhou em grandes companhias aéreas, entre elas Varig, Transbrasil e United Airlines, atuando como mecânico de aeronaves e supervisor de voo. Em 2021, realizou um sonho antigo ao obter a certificação e se tornar piloto.
Aviões e Músicas
Em 2010, criou o canal Aviões e Músicas, que se tornou o maior canal de aviação do YouTube em audiência. Com linguagem simples e didática, explicava desde o funcionamento das aeronaves até as causas de acidentes aéreos, acumulando 4 milhões de inscritos e mais de 1,2 bilhão de visualizações. Recebeu a placa de prata do YouTube em 2016 e a de ouro em 2019.
Divulgador da aviação
Virou o nome mais procurado pela imprensa brasileira para explicar acidentes aéreos. Participou com frequência de programas da TV Globo, como Jornal Nacional, Fantástico e Mais Você, além de colaborar com veículos como O Globo, Veja e CNN Brasil.
Lançou o livro Onde Morrem os Aviões, o curso Sem Medo de Voar (2022), voltado a quem tem medo de voar, fundou a Lito Academy e apresentou o podcast Atenção, Passageiros. Em 2021 foi homenageado com o prêmio Destaque SIPAER, do CENIPA, pela promoção da cultura aeronáutica e da segurança de voo.
Vida pessoal
Era casado com Mila Seidl desde cerca de 2016, com quem teve um filho, Malone.
Falecimento
Lito Sousa morreu em 1º de outubro de 2026, aos 59 anos, em São Paulo, em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura.
Seu quadro de saúde tornou-se público em julho de 2026, quando revelou ter sido diagnosticado com câncer de próstata. Na mesma época, passou a apresentar sintomas neurológicos, como perda de movimento no braço esquerdo, e após semanas de exames a equipe médica chegou ao diagnóstico da doença rara. Em setembro, com autorização excepcional da Anvisa, tornou-se a primeira pessoa a receber um medicamento experimental até então testado apenas em animais.
Sua morte foi lamentada por profissionais da aviação, pela imprensa e pelo enorme público que acompanhava seu trabalho.
