Música

Dominguinhos

José Domingos de Morais, conhecido artisticamente como Dominguinhos (1941–2013), foi cantor, compositor e sanfoneiro brasileiro. Herdeiro musical de Luiz Gonzaga, tornou-se um dos maiores nomes da música nordestina e um elo entre o forró tradicional e a Música Popular Brasileira contemporânea. Recebeu o Grammy Latino e foi celebrado como mestre da sanfona e da canção regional.

Publicidade

Início e formação

Filho de mestre Chicão, tocador e afinador de sanfonas, Dominguinhos começou a tocar ainda criança, formando com os irmãos o trio Os Três Pinguins. Aos oito anos, conheceu Luiz Gonzaga, que o incentivou e o presenteou com sua primeira sanfona ao chegar ao Rio de Janeiro em 1954. Gonzaga também o rebatizou de “Dominguinhos”, iniciando uma amizade e parceria duradoura.

Carreira musical

A partir dos anos 1960, lançou-se como solista e compositor. Seu primeiro LP, Fim de Festa (1964), abriu caminho para mais de 40 discos gravados. Compôs clássicos da música brasileira, como “Eu Só Quero um Xodó”, “De Volta pro Aconchego” e “Isso Aqui Tá Bom Demais”, em parceria com nomes como Anastácia, Nando Cordel, Chico Buarque e Gilberto Gil. Suas canções foram interpretadas por artistas como Elba Ramalho, Gal Costa e Maria Bethânia.

Estilo e legado

Dominguinhos incorporou influências de baião, choro, bossa nova e jazz, criando uma sonoridade única e sofisticada. Seu virtuosismo na sanfona e sua voz suave ajudaram a popularizar o forró em todo o Brasil e no exterior. Após sua morte em 2013, tornou-se símbolo da música do Sertão, homenageado em festivais e documentários como Dominguinhos.

Doença e morte

Dominguinhos enfrentou um câncer de pulmão e complicações cardíacas, vindo a falecer aos 72 anos em São Paulo. Foi sepultado em Garanhuns, conforme seu desejo.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

Publicidade

Comentários

Participe! Deixe sua lembrança ou opinião.

Carregando comentários…

Deixe seu comentário